Archive for the 'Vitrine dos Virtuosos' Category

Adeus Artista!

João Vieira Pinto. O nome marca inegavelmente uma geração do futebol português. Ao lado de Rui Costa, Luis Figo, Fernando Couto ou Vitor Baía, João Pinto fez parte da denominada «Geração de Ouro» do futebol português. Foram 20 anos a honrar todas as camisolas que vestiu e a não receber o devido mérito da imprensa e dos adeptos. De “menino bonito” do Benfica a “grande artista” do Sporting, JVP despertou todas as atenções do futebol português - foram célebres os duelos com Paulinho Santos e Jorge Costa. Faltou-lhe o salto para o estrangeiro mas a má experiência precoce no Atlético de Madrid condicionou a vontade de novos ares a JVP. Foi bestial e besta em vários momentos. Mesmo quando carregava o Benfica às costas haviam vozes que lhe apontavam o dedo, quando deu tudo pela selecção desde muito jovem bastou o caso de agressão a um árbrito (compreensível de quem sente a camisola e vê as injustiças do futebol) para ser afastado da equipa das quinas. E nesse momento, em que JVP mais precisava de patriotismo, foi a imprensa nacional a primeira a apontar-lhe o dedo, sob uma falsa bandeira da justiça desportiva. JVP foi um mestre que passou ao lado de uma grande carreira, de grandes palcos. Infelizmente. Na hora do adeus, um obrigado.

:: João Pinto no biography channel::

Porque chora a bola…

Esta noite, na Luz, Rui Costa diz adeus aos relvados. Tal como anuncia o «Público», a bola vai ter saudades de poder jogar com Rui Costa. Foram quase duas décadas ao mais alto nível, marcadas por um perfume de futebol peculiar, daqueles de rara beleza e notável intensidade dramatúrgica. Rui Costa, deu ao futebol aquele tempero particular, relembrando, não raras vezes, o futebol de Johan Cruyff. A serenidade, a leveza e a precisão dos passes marcaram uma época do futebol português. Hoje, da selecção, da imprensa e dos próprios benfiquistas merecia maior ovação e respeito. A entrega da sua camisola 10 a menores como Hugo Viana ou Carlos Martins é o exemplo de uma gestão decrépita da FPF.

 

 

 O seu contributo para a grandiosidade do futebol português merece o agradecimento transversal. Rui Costa foi e será, sempre, um nome histórico da selecção das quinas. O «maestro» foi o jogador total, não aquele descrito pelo Cruyff, mas o descrito pela moral e pelos altos valores da humildade, do respeito e da dedicação. Carlos Queirós é peremptório: “É um jogador que segura a batuta de uma equipa na mão, que marca o compasso do jogo e que faz girar à volta dele os restantes jogadores“.

 

 

Hoje, como noutro dia qualquer, Rui Costa será ele mesmo. A elegância do adeus. Vestindo a camisola que sempre fez questão de trazer na saudade, envergando as cores que trouxe sempre no coração. Aos 36 anos põe fim a uma carreira cuja projeção ficou longe da sua grandiosidade. Os anos passados na Fiorentina esconderam aquele que chegou a destronar Zidane no título de melhor «registra» do «calcio». Obrigado, maestro!

 

[image by Andre Itália]

||| Lev Yashin

Lev Yashin , nasceu em Moscovo a 22 de Outubro de 1929 e faleceu em 20 de Março de 1990, na mesma cidade. Considerado por muitos como o melhor guarda-redes de todos os tempos, ficou conhecido por aranha negra, devido ao equipamento negro, que sempre usou.

Começou a carreira como guarda-redes de hóquei no gelo, na equipa da fábrica de ferramentas onde trabalhava, durante a II Guerra Mundial. Aos catorze anos troca o hóquei pelo futebol.

Vestiu a camisola do Dínamo de Moscovo por 22 anos, com a qual conquistou cinco campeonatos da URSS e três taças da URSS. Com a camisola da selecção da URSS participou nas Copas Mundiais de 1958, 1962 e 1966. Venceu ainda a medalha olímpica em Melbourne em em 1956 e o Europeu de 1960.

Segundo a lenda deste guarda-redes intemporal, Yashin defendeu 150 penalties na sua carreira. Colocou um ponto final na sua carreira com 42 anos, em 1971, tendo treinado equipas juvenis, dado aulas de educação física, treinado o Dínamo de Moscovo e a Selecção Nacional.
Em 1986 perde uma perna devido a uma lesão no joelho tendo vindo a falecer quatro anos depois com um cancro no estômago. Em 1998 a FIFA elege Yashin como o guarda-redes do século XX. Para a história ficam 270 jogos sem sofrer um golo e 150 penalties defendidos.

||| Rei Pelé

Um dia compôs-se uma canção, que foi um êxito na época, e que dizia assim: “quem é esse garoto com a bola no pé? - é o rei Pelé”.

Só poderia começar esta rúbrica - Vitrine dos Virtuosos - por um jogador, e esse jogador tinha de ser Pelé. Não houve, não há, não vai haver mais jogadores como ele. Disso não haja dúvida. Filho de Dona Celeste e de João Ramos do Nascimento (também ele jogador de futebol, conhecido por Dondinho), Edson Arantes do Nascimento, nasceu em Três Corações, Minas Gerais, a 23 de Outubro de 1940. Ainda criança manifestou a vontade de ser jogador de futebol. Ironicamente a alcunha “Pelé” que serviu para identificar o jogador considerado o maior goleador de todos os tempos teve origem num guarda-redes. Em 1943 o pai de Pelé jogava no clube mineiro do São Lourenço. Pelé, que então tinha três anos, ficava bastante impressionado com as defesas do guarda-redes da equipe do pai e gritava: “Defende Bilé”. As pessoas próximas começaram a chamá-lo de “Bilé”. Os colegas da escola do pequeno Edson tinham dificuldade em pronunciar “Bilé” e com o tempo o apelido tornou-se “Pelé”.

Com dez anos jogava numa equipa infanto-juvenil, o Canto do Rio, cuja idade mínima para participar era de 13 anos. O pai estimulou-o a criar a sua própria equipa, chamou-o Sete de Setembro. Para adquirir material, como bolas e equipamentos, Pelé e os seus colegas, chegaram a roubar produtos nos vagões estacionados da Estrada de Ferro Sorocabana para vender nas entradas dos cinemas e nas praças.

Pelé começou a sua carreira no Santos FC, clube que tornaria famoso,em 1956 e alcançou a sua primeira internacionalização dez meses depois. Estavam lançados os alicerces do verdadeiro “fenómeno”.

Dono de um drible curto e imparável, Pelé chegava a lançar a bola contra as pernas do adversário para o baralhar e só depois partia para a finta. Marcador de golos exímio, Pelé é único na história do futebol. Hoje os jogadores de futebol movem milhões em transferências e salários. Se pensarmos, quanto valeria Pelé hoje?

Para saber mais de Pelé é imprescindível, mesmo para quem não gosta assim tanto de futebol, ver o filme “Pelé, eterno”. Mais do que um filme, um documentário digno do mais perfeito futebolista de sempre.

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Jogos: 1366
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Golos: 1282
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Recorde de golos em uma partida: oito golos, em 21 de novembro de 1964, na partida Santos 11 x 0 Botafogo de Ribeirão Preto
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Partidas pela seleção brasileira: 115 (92 oficiais)
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Golos pela seleção brasileira: 95
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Mais jovem artilheiro Campeonato Paulista: 1957 - Santos (fez 17 anos durante a competição)
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Mais jovem Campeão Mundial: 1958 - Brasil (17 anos)
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Mais jovem Bicampeão Mundial: 1962 - Brasil (21 anos)
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Maior artilheiro em uma temporada: 1959 - 127 gols
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Foi o maior artilheiro do Brasil em Copas do Mundo até o ano de 2006 com: 12 golos ( em 22 de junho de 2006, Ronaldo marcou seu 13° e 14° golo em Copas do Mundo, ultrapassando Pelé).
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Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira: 95 gols
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Maior artilheiro do futebol profissional: 1 199 gols
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Maior transação do futebol até o fim dos anos 70: 1975 - Para o Cosmos (US$ 7 milhões)
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Bola de Ouro Especial da revista Placar: 1987
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Placa de bronze afixada no Maracanã: 1961 - Em virtude de um lindo golo marcado contra o Fluminense, no dia 12 de junho de 1961. Origem do termo “Golo de placa”.