Um dia compôs-se uma canção, que foi um êxito na época, e que dizia assim: “quem é esse garoto com a bola no pé? - é o rei Pelé”.
Só poderia começar esta rúbrica - Vitrine dos Virtuosos - por um jogador, e esse jogador tinha de ser Pelé. Não houve, não há, não vai haver mais jogadores como ele. Disso não haja dúvida. Filho de Dona Celeste e de João Ramos do Nascimento (também ele jogador de futebol, conhecido por Dondinho), Edson Arantes do Nascimento, nasceu em Três Corações, Minas Gerais, a 23 de Outubro de 1940. Ainda criança manifestou a vontade de ser jogador de futebol. Ironicamente a alcunha “Pelé” que serviu para identificar o jogador considerado o maior goleador de todos os tempos teve origem num guarda-redes. Em 1943 o pai de Pelé jogava no clube mineiro do São Lourenço. Pelé, que então tinha três anos, ficava bastante impressionado com as defesas do guarda-redes da equipe do pai e gritava: “Defende Bilé”. As pessoas próximas começaram a chamá-lo de “Bilé”. Os colegas da escola do pequeno Edson tinham dificuldade em pronunciar “Bilé” e com o tempo o apelido tornou-se “Pelé”.
Com dez anos jogava numa equipa infanto-juvenil, o Canto do Rio, cuja idade mínima para participar era de 13 anos. O pai estimulou-o a criar a sua própria equipa, chamou-o Sete de Setembro. Para adquirir material, como bolas e equipamentos, Pelé e os seus colegas, chegaram a roubar produtos nos vagões estacionados da Estrada de Ferro Sorocabana para vender nas entradas dos cinemas e nas praças.
Pelé começou a sua carreira no Santos FC, clube que tornaria famoso,em 1956 e alcançou a sua primeira internacionalização dez meses depois. Estavam lançados os alicerces do verdadeiro “fenómeno”.
Dono de um drible curto e imparável, Pelé chegava a lançar a bola contra as pernas do adversário para o baralhar e só depois partia para a finta. Marcador de golos exímio, Pelé é único na história do futebol. Hoje os jogadores de futebol movem milhões em transferências e salários. Se pensarmos, quanto valeria Pelé hoje?
Para saber mais de Pelé é imprescindível, mesmo para quem não gosta assim tanto de futebol, ver o filme “Pelé, eterno”. Mais do que um filme, um documentário digno do mais perfeito futebolista de sempre.
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Jogos: 1366
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Golos: 1282
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Recorde de golos em uma partida: oito golos, em 21 de novembro de 1964, na partida Santos 11 x 0 Botafogo de Ribeirão Preto
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Partidas pela seleção brasileira: 115 (92 oficiais)
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Golos pela seleção brasileira: 95
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Mais jovem artilheiro Campeonato Paulista: 1957 - Santos (fez 17 anos durante a competição)
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Mais jovem Campeão Mundial: 1958 - Brasil (17 anos)
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Mais jovem Bicampeão Mundial: 1962 - Brasil (21 anos)
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Maior artilheiro em uma temporada: 1959 - 127 gols
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Foi o maior artilheiro do Brasil em Copas do Mundo até o ano de 2006 com: 12 golos ( em 22 de junho de 2006, Ronaldo marcou seu 13° e 14° golo em Copas do Mundo, ultrapassando Pelé).
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Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira: 95 gols
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Maior artilheiro do futebol profissional: 1 199 gols
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Maior transação do futebol até o fim dos anos 70: 1975 - Para o Cosmos (US$ 7 milhões)
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Bola de Ouro Especial da revista Placar: 1987
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Placa de bronze afixada no Maracanã: 1961 - Em virtude de um lindo golo marcado contra o Fluminense, no dia 12 de junho de 1961. Origem do termo “Golo de placa”.
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