A preocupação com o vírus HIV/SIDA apareceu em força com a década de 1980, altura em que as questões dos direitos humanos e da qualidade de vida universal eram prato quente. Vinte e anos depois a SIDA já não faz agenda. É triste.
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Malas aviadas. Sorrisos incontidos. Olhos brilhantes. Carro carregado. O terço no espelho retro-visor. A música de Tony Carreira inundando o ar. Melodia das saudades da terra que os viu nascer. Adieu Paris! Auf wiedersehen Zurich! Partimos de coração cheio rumo a Portugal! Portugal… Para trás a labuta do dia-a-dia. As privações. Os sofrimentos. Os pais. Os primos. Os compadres. Todos nos esperam. As festas de Verão na querida terrinha. O ondor. As farturas. A procissão. O baile. A malha. O chouriço assado. É Agosto… ei-los que voltam!
São constantes as notícias de ataques de Rottweilers, Pitbulls ou Filas Brasileiros a humanos. Chocam pela brutalidade dos danos causados. Ao abrigo do Despacho 10819 de 14 de Abril de 2008, relativo ao Controlo da Reprodução e entrada no território nacional, é obrigatória “a castração ou esterilização dos cães destas raças, não inscritos no Livro de Origens, ou dos provenientes de cruzamentos entre si ou destras com outras, no prazo de quatro meses após publicação do despacho”; é proibida “a entrada no terriotório nacional, por compra, cedência ou troca directa, de cães destas raças ou provenientes dos seus cruzamentos, não inscritos em Livro de Origens”.
A medida tomada pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas é absolutamente necessária, compreensível e aceitável face às inúmeras queixas e graves ocorrências, que tornaram o tema numa questão de segurança pública. Todavia, creio fundamental relembrar que parte da educação dos donos a propenção ou não para a violência, nenhum cão nasce mau. Infelizmente, noventa por cento dos donos destes cães são pessoas que não merecem a personalidade jurídica que lhes é natural, dadas as suas ligações ao mundo do crime e da competição canina. Seria fundamental que tais indivíduos fossem proibídos de adquirir estes ou outros tipos de animais, sob clara e inequívoca coima, sendo ainda registados numa base de dados a criar como sujeitos sem direitos de obtenção de animais domésticos.
» raças registadas no despacho: Tosa Inn, Fila Brasileiro, American Pitbull Terrier, Dogo Argentino, Staff. Bull Terrier, Rottweiller.
ACERCA DO ROTTWEILER:
A Arae Flaviae corresponde hoje a Rottweill, localizada perto da Floresta Negra. Este cão acompanhou o desenvolvimento da cidade que lhe deu o nome e nela evoluiu, desempenhando diferentes tarefas. Conta-se que inicialmente trabalhou como cão de carga entregando carne, daí que também seja conhecido por Metzgerhund (Cão do Carniceiro). Revelou-se igualmente útil na condução do gado e a puxar pequenos veículos com cargas de leite. Diz-se que alguns comerciantes tinham por hábito guardar, nas coleiras destes cães, o dinheiro que faziam nas feiras, por segurança.
A prosperidade desta raça foi no entanto ameaçada quando, no séc. XVIII, o Governo estabeleceu que o transporte de gado fosse feito por comboio. Tal afectou o “stock” da estirpe naquele país, já que o Rottweiler ao perder uma das suas mais importantes tarefas, deixou de ser tão cobiçado e consequentemente tão largamente criado. Ainda assim, o primeiro registo de um exemplar teve lugar numa exposição canina em Heilbronn, no ano de 1882.
Em 1901, surge um clube que agrupa duas raças: o Rottweiler e o Leonberger. Apesar do seu curto tempo de existência, esta entidade ofereceu-nos o primeiro standard da raça. A partir de então, a história desta raça toma um rumo diferente. Em 1907, surge o Deustcher Rottweiler Klub, em Heiderberg, filiado na Associação Alemã de Cães Polícia e o Internacional Rottweiler Klub, cuja linha de acção privilegiava a beleza da estirpe. A fusão destes dois clubes origina, em 1921, o aparecimento do Allegmeiner Deutscher Rottweiler Klub (ADRK), que publica, em 1924, o primeiro Livro de Origens da raça.
Por volta da I Guerra Mundial, a sua popularidade já há muito que havia sido estabelecida no meio policial, que a nomeara “cão-polícia”, em 1910. Os dois conflitos mundiais foram (tal como nas demais raças) momentos particularmente difíceis para o seu desenvolvimento, mas os esforços que foram sendo realizados pelos seus admiradores revelaram-se bastante positivos.
Em 1935, a raça foi oficialmente reconhecida pelo Kennel Club americano e, no ano seguinte chega á Grã-Bretanha. Em 1966, recebe um registo separado da parte do Kennel Club britânico.
Deve ser educado desde pequeno de uma forma sistemática e positiva, para que se torne num companheiro seguro. É aconselhável que o seu o dono possua alguma experiência em lidar com este tipo de perfil, já que estes cães são bastante inteligentes e têm uma personalidade forte. Como cães de guarda são extremamente atentos e são hostis para com os intrusos.
Na sua relação com a família, são animais alegres que gostam de receber atenção do seu dono. Lidam bem com as crianças e com outros animais de estimação, se forem devidamente habituados a conviver com estes.
Atualmente o Dogo Argentino desempenha outras funções além da caça, como guarda, guia de cegos e busca e salvamento, além de ser muito utilizado como cão de polícia em países como Argentina. México, Estados Unidos, Holanda e Israel.
É um cão valente e corajoso, mas extremamente equilibrado, sendo aclamado por criadores e proprietários como um cão não feroz. Dedicado e sempre interessado em todas as atividades da família, é sensível e inteligente o bastante para reconhecer as pessoas que não fazem parte do círculo familiar, e ainda assim, permitir que elas possam integrar e participar da vida dos seus donos, sendo extremamente tolerante com crianças.
De coloração inteiramente branca, sendo permitida até uma mancha preta em volta dos olhos que não cubra mais de 10% de toda a cabeça, espanta pela rusticidade e porte de poderio.
A distinção entre esquerda e direita, ideologicamente, alicerça-se em interpretações sociais como o acesso à saúde, à escolaridade, a mobilidade social, o património cultural, a liberdade religiosa, a liberdade sexual, as migrações e as etnias. São imagens-centrais dos discursos possíveis. Todavia, a esquerda carrega um cliché que a condiciona e a torna, muitas vezes, irracional: o valor supremo da defesa das minorias étnicas. Ao invés de analisar o sujeito pelo sujeito, sem diferenças e sem etnicidade, a esquerda simplista cai no erro de ler o real a partir da ideia de racismo e xenofobia. Quem na esquerda condenar os acontecimentos da “quinta da fonte” sem usar a lente da desculpabilização racial é mal-entendido por essa esquerda. No entanto, é precisamente essa esquerda que mantém o status quo do discurso racial, ao fazer prevalecer o discurso da vitimização. Conhecem a expressão “vai trabalhar, malandro!”? É por aí.
# originalmente publicado [aqui]

Sentimento tão nosso, tão nostálgico, tão poético. Se há palavra que se expressa como um conceito é «saudade». É muito mais que uma palavra, é um sentimento, um estado de alma, é uma expressão soberana da nossa identidade histórico-psicológica. Por isso, quando vou até ao recanto do Francisco demoro-me nas palavras e sinto a sua dor, a sua mágoa, a sua saudade. É verdadeira, é tão sua, é tão portuguesa.
p.s. não deixes a taberna morrer. Reacende-a.
Meses depois do referendo, a questão da legalização do aborto continua a ser fracturante. Em larga medida porque reporta às convicções mais profundas do ser humano, comportando uma forte dicotomia: sacralidade da vida vs liberdade. Independentemente do valor que atribuímos a cada coisa, independentemente se somos a favor do aborto ou não, somente a possibilidade de escolha é um garante da preservação das liberdades individuais. Há quem não compreenda isso assim, naturalmente.
A juventude americana actual teve a infelicidade de não saber crescer num mundo em que as oportunidades estão em aberto e acesso aos bens de consumo de luxo nunca foi tão fácil. A par disso a hollywoodização dos padrões de comportamento tem a particularidade de adulterar a realidade, estimulando os comportamentos desviantes e alternativos. A «cultura juvenil» americana sofre do síndroma do «adquirido». Crescem sem limites, dificuldades e ideais, entregando-se assim ao sabor da corrente dos hábitos complexos das suas gerações.
Ao mesmo tempo, sociedades conservadoras tendem a estimular os desvios juvenis, que filhos de uma globalização de liberdades ilimitadas confundem-na com libertinagem e escolhas sem consequências, para além de preconizarem confrontos sociais e geracionais. Ademais, considerar crimes sexuais a prática de uma sexualidade consensual em menores de 16 anos, constitui uma desadequação e falta de sensibilidade para a realidade da juventude actual. O castigo maior será dado pela vida, quando estas jovens compreenderem que a gravidez não é uma experiência escolar nem se trata de um «reality show». Faz-lhes bem o choque de realismo. [link da notícia.Público]




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