Archive for the 'Media + Blógica' Category

- Cultura, Regionalismo e Agenda Mediática -

A Agenda Mediática é definida por um grupo de indicadores/factores tipificados que filtram os acontecimentos e os tornam noticiosos. A relevância, a proximidade e o sensacionalismo são três dos mais significativos e recorrentes critérios na industrialização noticiosa. Por essa mesma lógica, as novidades culturais não representam temática de relevo maior. Obviamente que a culpa não é dos leitores (como se pretende muitas vezes fazer crer) mas daqueles que definem a linha editorial. Ora, se a cultura não é temática que receba atenção sobremaneira dos agentes noticiosos, a cultura regional passa então em branco. Pela ausência de uma consciência sócio-cultural dos profissionais do jornalismo e das agências noticiosas, o que acontece fora dos grandes pólos citadinos torna-se paisagem. A divulgação e o combate à inércia passam também pelas câmaras municipais, agentes privilegiados. É fundamental combater a degradação das estruturas noticiosas, torná-las generalistas e dotá-las de conteúdos publicáveis. Se nem tudo o que acontece é notícia, também é verdade que nem tudo o que é notícia é relevante.

 

 

[image by Ahmed_H photography]

- Visão Enganosa -

A revista «Visão» faz capa com uma reportagem que promete varrer o país de comboio e mostrar o Portugal esquecido. O slogan cativante humedece também os ouvidos em spots radiofónicos. Ao engodo fiz-me às bancas e encontrei um exemplar no aeroporto de Lisboa. Os termos “publicidade enganosa” e “expectativas goradas” assentaram que nem uma luva na desfolhada da revista. São cinco páginas cheias de texto e uma mão cheia de fotografias. Esperava-se muito mais de uma reportagem de oito dias. A fotografia parece ter ficado em casa. Nota menos.

 

Vitalidades

Vital Moreira é um nome da “praça”. Quer pelo «Causa Nossa» quer pelas crónicas que assina no jornal «Público». Lamentavelmente, digo eu, ele gosta de diambular entre o ódio fervoroso a José Sócrates e o amor incondicional ao governo deste. Ora aponta o dedo a falhas claras, ora aplaude fervorosamente qualquer promessa sensacionalista. É ler o seu blogue.

Profissão: blogreader

À velocidade que se propaga a criação de blogues a leitura destes obriga a criação de um nova profissão: blogreader.

O Fim da Liberdade

A liberdade de expressão e de opinião paga-se caro. Um abraço de apoio ao Jumento.

Exemplo contra a infoexclusão

Olive Riley faleceu no sábado com 108 anos. Para os mais distraídos, Riley era a blogger mais velha do mundo e fica como símbolo de que a infoexclusão não é uma questão de idades.

Saudade

Sentimento tão nosso, tão nostálgico, tão poético. Se há palavra que se expressa como um conceito é «saudade». É muito mais que uma palavra, é um sentimento, um estado de alma, é uma expressão soberana da nossa identidade histórico-psicológica. Por isso, quando vou até ao recanto do Francisco demoro-me nas palavras e sinto a sua dor, a sua mágoa, a sua saudade. É verdadeira, é tão sua, é tão portuguesa.

p.s. não deixes a taberna morrer. Reacende-a.

Dizem dos blogues

No lugar do pequeno cadeado, uma senha. Ao invés de clipes segurando penduricalhos de valor afetivo, links para as memórias preferidas: páginas de amigos, álbum de fotos, sites interessantes. O diário dos anos 80 e as agendas estufadas da década de 90 são parte de um passado sem internet. Hoje, o desabafo é virtual, via blog, mas sua finalidade é a mesma de antigamente: oferecer espaço para angústias pessoais que só abandonam uma mente inquieta quando se transformam em letras. [continuar a ler artigo de Giuliana Reginatto]

Público online, deficitário

Tradicionalmente opto pelo jornal «Público» como canal preferencial de leitura noticiosa. É uma escolha assente e, critérios de qualidade e seriedade. No entanto, cada vez que passo em revista os demais noticiosos online fico com a ideia de que a edição digital do «Público» procede a um filtro de informação extremo. É pena, tratando-se de um diário online de referência e proximidade exclusiva à blogosfera. Queremos mais, António Granado.

Web 3.0

Segundo o «Público» vem aí a liberalização total da web em termos de registo de domínios. O salto qualtitativo criará uma complexidade de domínios que podem ir do simples .lisboa ao mais complexo registo que incluirá caracteres árabes. O Paulo Querido certamente explicará as repercussões da medida bem melhor do que eu.