
A Agenda Mediática é definida por um grupo de indicadores/factores tipificados que filtram os acontecimentos e os tornam noticiosos. A relevância, a proximidade e o sensacionalismo são três dos mais significativos e recorrentes critérios na industrialização noticiosa. Por essa mesma lógica, as novidades culturais não representam temática de relevo maior. Obviamente que a culpa não é dos leitores (como se pretende muitas vezes fazer crer) mas daqueles que definem a linha editorial. Ora, se a cultura não é temática que receba atenção sobremaneira dos agentes noticiosos, a cultura regional passa então em branco. Pela ausência de uma consciência sócio-cultural dos profissionais do jornalismo e das agências noticiosas, o que acontece fora dos grandes pólos citadinos torna-se paisagem. A divulgação e o combate à inércia passam também pelas câmaras municipais, agentes privilegiados. É fundamental combater a degradação das estruturas noticiosas, torná-las generalistas e dotá-las de conteúdos publicáveis. Se nem tudo o que acontece é notícia, também é verdade que nem tudo o que é notícia é relevante.
[image by Ahmed_H photography]


No lugar do pequeno cadeado, uma senha. Ao invés de clipes segurando penduricalhos de valor afetivo, links para as memórias preferidas: páginas de amigos, álbum de fotos, sites interessantes. O diário dos anos 80 e as agendas estufadas da década de 90 são parte de um passado sem internet. Hoje, o desabafo é virtual, via blog, mas sua finalidade é a mesma de antigamente: oferecer espaço para angústias pessoais que só abandonam uma mente inquieta quando se transformam em letras. [
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