Archive for the 'Competições Europeias' Category

975|Regresso às Vitórias Azuis

 

 

 

A VINGANÇA FOI ENTREGUE no frio. A vitória em Kiev tem um valor maioritariamente moral, que dessimula mas não esconde por completo as fragilidades da equipa. Três pontos, uma maquia de dinheiro e uma vitória moralizadora. O resto manteve-se igual: forçado e…muito forçado.

920|Frio de Leste

A DERROTA EM CASA, diante do Dínamo de Kiev, caiu como uma bomba. Confirma que este FC Porto não é uma equipa séria. Até quando se irá tolerar a falta de classe colectiva?

- Muito Por Fazer -

JOSÉ MOURINHO mantém a tradição de não perder em casa. Não perdeu mas também não venceu, nem tão pouco convenceu (Público). O empate com o Werder Bremen, para a Liga dos Campeões, serviu para compreender duas coisas: há a necessidade de contratar um número dez, e nesse papel Diego provou ser a opção número um; e é impensável continuar a jogar mantendo um fosso entre o meio-campo defensivo e os avançados, forçando Adriano e Ibrahimovic a trabalhos de recuo e procura de bola que impossibilita a máxima rentabilização do futebol de cada um. Há trabalho a fazer e um grande regista. Diego, já.

- 90 minutos -

A DERROTA foi extremamente pesada (Público). O resultado, por seu turno, espelha bem o que se passou dentro das quatro linhas. Uma equipa sem alma, sem organização, sem coerência, sem trabalho de casa. Para recordar, sempre, aprende-se muito com as derrotas, mais do que a sabedoria que a ilusão das vitórias traz.

- 45 minutos -

DOS PRIMEIROS quarenta e cinco minutos de jogo, altura em que o Porto perde em Londres por dois a zero (2×0) diante do Arsenal, ressaltam os erros defensivos de Bruno Alves e a incapacidade de conquistar o meio campo. Resultado da notória - semana após semana - da falta de trabalho diário. Numa casa onde o trabalho é cultura da casa, até quando Jesualdo será o treinador? Resultados relativos, a par das vitórias morais, não servem grande coisa.

- A vontade e a tradição -

ESPERAR MAIS do que um empate positivo ou uma vitória sofrida é sobreavaliar as possibilidades do FC Porto em Inglaterra, onde a tradição poderá ditar um rumo contrário. Os «dragões», têm contra si, não só o potencial futebolístico do Arsenal, a visita a um Estádio de difícil deslocação, como ainda o peso da tradição negativa. São onze jogos, dez derrotas e um empate. Não será agradável repetir “perdemos e perdemos bem” (Público).

- A Vitória Relativa -

OS ADEPTOS DO FC PORTO são, sem dúvida, dos mais difíceis de contentar. Para eles (nós) não basta a vitória com uma exibição assim-assim, é preciso mais. E esse mais é a vitória plena, tanto em termos matemáticos (vitória real) tanto em termos poéticos e estéticos (a vitória da qualidade). É como se ganhar já fizessem os outros. A vitória sobre os turcos do Fenerbahçe (3×1) a contar para a Champions League, apesar de ter sido a primeira vitória no jogo de abertura ao cabo de cinco anos, os adeptos responderam à passividade dos jogadores, depois do 2×0, com assobios. Os jogadores não gostaram mas a verdade está lá: a exibição poderia ter sido melhor. (JN)

- A velha Questão de Ser Português -

GUIMARÃES é uma cidade apaixonante e que vive apaixonadamente o clube da terra. Às portas do maior feito do clube - apuramento para a Liga dos Campeões - a desilusão só pode ser brutal. Não pela entrega dos jogadores mas antes pelo velho handicap do futebol português: o sistema internacional de selecção de apurados. Com o Porto e o Sporting na Liga dos Campeões o Vitória seria o terceiro clube português a prestar provas na competição máxima de clubes na Europa. Parece que esta triplíce participação não agrada aos senhores da UEFA. Foram arbitragens escandalosas (onde pára o sentido de justiça desportiva de Platini?). Coisa que aliás o futebol português já está habituado. Resta saber quando a Federação Portuguesa de Futebol começará a fazer o seu trabalho e se mostrará oficialmente indignada. Oh God, wake mr.Madaíl!

There’s only one Devil!

O Manchester United foi venceu esta noite o Chelsea na lotaria das grandes penalidades e conquistou o terceiro título europeu, primeiro para Ronaldo, Nani e Anderson. Ricardo Carvalho, único português em campo do lado do Chelsea foi menos feliz, depois de uma partida intensa e digna de uma final. Os «diabos vermelhos» foram mais felizes e levantaram uma taça que chegou a parecer perdida depois de Ronaldo falhar uma grande penalidade. Tonight the sky is red.

Special Eleven, Chelsea na Final da Liga dos Campeões

A partida de ontem, opondo o Chelsea ao Liverpool, na segunda mão das meias-finais da Liga dos Campeões, foi provavelmente a melhor meia-final disputada entre os dois clubes. Não só porque a motivação dos jogadores do Chelsea está cem por cento em alta, mas também porque Rafa Benítez só dava um órgão para vencer José Mourinho, o seu ódio de estimação. À excepção de alguns períodos do jogo, o Chelsea teve sempre os ritmos e cadências controlados, num jogo electrizante, palpitante e memorável.

Não obstante de Avram Grant ter conseguido um feito memorável, colocando os «blues» na final da Liga dos Campões, objectivo primário da direcção, o trabalho é todo de José Mourinho: o onze, a estrutura de jogo, até mesmo a colocação de Essien a defesa direito. Henk Ten Cate, adjunto do treinador israelita, trouxe ao Chelsea talvez aquilo que faltava com o «special one», a exoberância do estílo de jogo, à maneira do Ajax. É óbvio que perdeu alguma coisa em termos de posicionamento táctico, rendimento e dinâmica, mas ganhou espectáculo. O trabalho mais difícil já estava feito.

O Chelsea encontra agora o Manchester United na final, a realizar em Moscovo. Em campo estarão certamente alguns jogadores portugueses e no banco também. Motivar os jogadores «blues», como diz a minha namorada, é fácil: basta dizer que não era José Mourinho o especial, especiais são eles.

[ligações: o vídeo dos golos e a análise detalhada, no já habitual «Desportugal»]