
A partida de ontem, opondo o Chelsea ao Liverpool, na segunda mão das meias-finais da Liga dos Campeões, foi provavelmente a melhor meia-final disputada entre os dois clubes. Não só porque a motivação dos jogadores do Chelsea está cem por cento em alta, mas também porque Rafa Benítez só dava um órgão para vencer José Mourinho, o seu ódio de estimação. À excepção de alguns períodos do jogo, o Chelsea teve sempre os ritmos e cadências controlados, num jogo electrizante, palpitante e memorável.
Não obstante de Avram Grant ter conseguido um feito memorável, colocando os «blues» na final da Liga dos Campões, objectivo primário da direcção, o trabalho é todo de José Mourinho: o onze, a estrutura de jogo, até mesmo a colocação de Essien a defesa direito. Henk Ten Cate, adjunto do treinador israelita, trouxe ao Chelsea talvez aquilo que faltava com o «special one», a exoberância do estílo de jogo, à maneira do Ajax. É óbvio que perdeu alguma coisa em termos de posicionamento táctico, rendimento e dinâmica, mas ganhou espectáculo. O trabalho mais difícil já estava feito.
O Chelsea encontra agora o Manchester United na final, a realizar em Moscovo. Em campo estarão certamente alguns jogadores portugueses e no banco também. Motivar os jogadores «blues», como diz a minha namorada, é fácil: basta dizer que não era José Mourinho o especial, especiais são eles.
[ligações: o vídeo dos golos e a análise detalhada, no já habitual «Desportugal»]
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