A aproveitar a silly season da melhor maneira possível - a meio gás com a crise financeira geral e climática - faço uma escapadinha ao ciberespaço para deixar esta notícia: “a pobreza no Brasil continua a diminuir“. Duas perguntas: o que têm a dizer os críticos do governo Lula? Afinal qual dos países é do terceiro mundo, Portugal ou Brasil? Think about it.
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A preocupação com o vírus HIV/SIDA apareceu em força com a década de 1980, altura em que as questões dos direitos humanos e da qualidade de vida universal eram prato quente. Vinte e anos depois a SIDA já não faz agenda. É triste.

Fátima Campos, presidente da Junta de Freguesia do Monte Abraão, é uma política “popularuxa”. Gosta de aparecer e tem muito sentido de gestão pública muito prático: rouba-se a uns para dar a outros. São circunstâncias. Obviamente que o caso REN, que ainda está por comprovar a teoria de perigo público, serviu acima de tudo para promover a imagem de FC e alargar os seus horizontes: há quem diga que ela suspira pela Câmara de Sintra. A derrota pode quebrar o ímpeto.
[image by sound mind]
A herança social, política e cultural de qualquer guerra condiciona o futuro das nações e dos demais actores internacionais. É a inevitabilidade das consequências históricas. Todavia há casos em que a história nos entra porta a dentro, acendendo fogueiras que se queriam extintas e abrindo feridas há muito cicatrizadas. Hoje Budapeste acordou assim.
Existem certos atrasos que são compreensíveis e naturais, muitas vezes causados por problemas alheios à própria estrutura empresarial ou estatal. Outros, que afectam directamente a estabilidade social, já não merecem a dúvida razoável. Porque há atrasos e atrasos, e permitir a libertação de presos por incapacidade de realização dos exames psicológicos dentro do tempo legal, é extremamente grave. Mas pronto, segue o país porreiro.
Segundo leio no «Público online» a Ponte 25 de Abril não será paga durante o mês de Agosto. Isto é alguma espécie de preenchimento do vazio noticioso ou trata-se de uma viagem pelo túnel do tempo? É que apesar do governo “socialista” (?) de José Sócrates ter colocado em hipótese o pagamento de portagem durante este período, a realidade é que o tráfego durante o mês forte de férias é gratuito desde 1996.
São constantes as notícias de ataques de Rottweilers, Pitbulls ou Filas Brasileiros a humanos. Chocam pela brutalidade dos danos causados. Ao abrigo do Despacho 10819 de 14 de Abril de 2008, relativo ao Controlo da Reprodução e entrada no território nacional, é obrigatória “a castração ou esterilização dos cães destas raças, não inscritos no Livro de Origens, ou dos provenientes de cruzamentos entre si ou destras com outras, no prazo de quatro meses após publicação do despacho”; é proibida “a entrada no terriotório nacional, por compra, cedência ou troca directa, de cães destas raças ou provenientes dos seus cruzamentos, não inscritos em Livro de Origens”.
A medida tomada pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas é absolutamente necessária, compreensível e aceitável face às inúmeras queixas e graves ocorrências, que tornaram o tema numa questão de segurança pública. Todavia, creio fundamental relembrar que parte da educação dos donos a propenção ou não para a violência, nenhum cão nasce mau. Infelizmente, noventa por cento dos donos destes cães são pessoas que não merecem a personalidade jurídica que lhes é natural, dadas as suas ligações ao mundo do crime e da competição canina. Seria fundamental que tais indivíduos fossem proibídos de adquirir estes ou outros tipos de animais, sob clara e inequívoca coima, sendo ainda registados numa base de dados a criar como sujeitos sem direitos de obtenção de animais domésticos.
» raças registadas no despacho: Tosa Inn, Fila Brasileiro, American Pitbull Terrier, Dogo Argentino, Staff. Bull Terrier, Rottweiller.
ACERCA DO ROTTWEILER:
A Arae Flaviae corresponde hoje a Rottweill, localizada perto da Floresta Negra. Este cão acompanhou o desenvolvimento da cidade que lhe deu o nome e nela evoluiu, desempenhando diferentes tarefas. Conta-se que inicialmente trabalhou como cão de carga entregando carne, daí que também seja conhecido por Metzgerhund (Cão do Carniceiro). Revelou-se igualmente útil na condução do gado e a puxar pequenos veículos com cargas de leite. Diz-se que alguns comerciantes tinham por hábito guardar, nas coleiras destes cães, o dinheiro que faziam nas feiras, por segurança.
A prosperidade desta raça foi no entanto ameaçada quando, no séc. XVIII, o Governo estabeleceu que o transporte de gado fosse feito por comboio. Tal afectou o “stock” da estirpe naquele país, já que o Rottweiler ao perder uma das suas mais importantes tarefas, deixou de ser tão cobiçado e consequentemente tão largamente criado. Ainda assim, o primeiro registo de um exemplar teve lugar numa exposição canina em Heilbronn, no ano de 1882.
Em 1901, surge um clube que agrupa duas raças: o Rottweiler e o Leonberger. Apesar do seu curto tempo de existência, esta entidade ofereceu-nos o primeiro standard da raça. A partir de então, a história desta raça toma um rumo diferente. Em 1907, surge o Deustcher Rottweiler Klub, em Heiderberg, filiado na Associação Alemã de Cães Polícia e o Internacional Rottweiler Klub, cuja linha de acção privilegiava a beleza da estirpe. A fusão destes dois clubes origina, em 1921, o aparecimento do Allegmeiner Deutscher Rottweiler Klub (ADRK), que publica, em 1924, o primeiro Livro de Origens da raça.
Por volta da I Guerra Mundial, a sua popularidade já há muito que havia sido estabelecida no meio policial, que a nomeara “cão-polícia”, em 1910. Os dois conflitos mundiais foram (tal como nas demais raças) momentos particularmente difíceis para o seu desenvolvimento, mas os esforços que foram sendo realizados pelos seus admiradores revelaram-se bastante positivos.
Em 1935, a raça foi oficialmente reconhecida pelo Kennel Club americano e, no ano seguinte chega á Grã-Bretanha. Em 1966, recebe um registo separado da parte do Kennel Club britânico.
Deve ser educado desde pequeno de uma forma sistemática e positiva, para que se torne num companheiro seguro. É aconselhável que o seu o dono possua alguma experiência em lidar com este tipo de perfil, já que estes cães são bastante inteligentes e têm uma personalidade forte. Como cães de guarda são extremamente atentos e são hostis para com os intrusos.
Na sua relação com a família, são animais alegres que gostam de receber atenção do seu dono. Lidam bem com as crianças e com outros animais de estimação, se forem devidamente habituados a conviver com estes.
Atualmente o Dogo Argentino desempenha outras funções além da caça, como guarda, guia de cegos e busca e salvamento, além de ser muito utilizado como cão de polícia em países como Argentina. México, Estados Unidos, Holanda e Israel.
É um cão valente e corajoso, mas extremamente equilibrado, sendo aclamado por criadores e proprietários como um cão não feroz. Dedicado e sempre interessado em todas as atividades da família, é sensível e inteligente o bastante para reconhecer as pessoas que não fazem parte do círculo familiar, e ainda assim, permitir que elas possam integrar e participar da vida dos seus donos, sendo extremamente tolerante com crianças.
De coloração inteiramente branca, sendo permitida até uma mancha preta em volta dos olhos que não cubra mais de 10% de toda a cabeça, espanta pela rusticidade e porte de poderio.
A pensar já na real politik das relações internacionais e no papel estratégico do Reino Unido, Barack Obama apelou hoje ao sentimentalismo inglês. A postura é já presidencial. Como manda a regra do jogo.


Realiza-se entre hoje e amanhã a VII Cimeira da CPLP. Para além da questão do acordo ortográfico, que já abordei aqui, é importante salientar a presença dos países observadores da CPLP, isto é, em língua corrente, os países que pretendem aderir à comunidade dos países de língua portuguesa: Guiné Equatorial, Senegal, Venezuela, Ucrânia e Croácia. Ou muito me engano ou estes países falam tanto português quanto o Bangladesh. Portanto, a questão central da CPLP - reunião de países unidos por uma mesma língua e assim traços culturais comuns - parece tender a dissolver-se, à medida que os interesses meramente económicos e migratórios, estratégicos portanto, assumem papel cimeiro no processo político da CPLP. Se por um lado, estes novos caminhos conferem maior dinamismo e amplitude ao centro de poder da CPLP, por outro lado, a política lusófona de José Aparecido de Oliveira, pai do projecto da CPLP, perde-se no complexo de negociações e interesses.
Há portanto, uma nova CPLP em marcha. Este pressuposto é inegável, e confere a Portugal (e claro ao Brasil, propulsor da CPLP e grande potência emergente) uma nova lógica de inserção internacional, pragmática e operante em várias frentes com claros interesses de alargamento económico. Todavia, é importante que não se perca o aspecto cultural da CPLP, ideia que nunca foi verdadeiramente implementada. Vamos acompanhando.

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