Archive for the 'Conversas de Café' Category

957|Café Ponto Org [4]

 

O BLOGUE KØNTRÅSTËS.ORG está a publicar um conjunto de conversas informais (iniciadas no Kontrastes 2.0) mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é José António Gonçalves Carreira, 31 anos, Professor, autor do blogue «Cegueira Lusa».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

O fenómeno blogue não é facilmente caracterizável. Contudo, devo dizer que os blogues são, em grande medida, agentes de divulgação da cibercultura. Há muitos cidadãos que abdicam, em grande medida, dos meios de comunicação mais tradicionais, transformando-se a rede na fonte de informação primordial. Os blogues podem servir de feed back das vicissitudes do mundo. Nestes espaços são vertidas muitas das questões que atormentam o quotidiano dos indivíduos. A inegável vantagem de podermos transmitir uma ideia ou um pensamento em tempo real e que se difunde vertiginosamente é fantástica. Todos podemos ter «VOZ», até o cidadão anónimo, independentemente de se encontrar numa grande cidade cosmopolita ou no local mais recôndito que se possa imaginar. Na era da globalização, a informação é fulcral. A blogosfera contribui energicamente para uma cidadania mais activa.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

Ao aceder à blogosfera procuro blogues que abordem diversas temáticas: política, literatura, fotografia, música… Estão na primeira linha de preferências, aqueles cujos autores veiculam regularmente a sua opinião. Gosto de conhecer as leituras que são feitas da realidade social. Os blogues não podem, na minha óptica, pretender apenas e só informar, ou seja, dar a notícia pela notícia. Essa função já é desempenhada, bem ou mal, pelos mass media.

3. O que o levou a criar um blogue?

O primeiro contacto com a blogosfera teve início em 2006. Um amigo convidou-me a participar, na medida do possível, num espaço que mantinha activo que versava sobre a temática do futebol nacional e internacional. Gostei da experiência, mas sentia-me limitado, dedicar-me apenas ao tema «futebol» deixou de me realizar. Queria algo mais, dar asas aos meus pensamentos. Senti necessidade de me expressar, de partilhar com os outros aquilo que penso, alertar e divulgar. Pensei, ponderei e iniciei o meu projecto em Abril de 2007 que pretende ser um espaço de discussão e análise do país e do mundo.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

A minha estadia na blogosfera tem sido gratificante. O projecto tem dado pequenos passos mas, no meu entender, sólidos. As opiniões que vão sendo expressas pelos visitantes do blogue têm sido, regra geral, positivas e animadoras. Conquistar leitores não é tarefa fácil, começar do zero, ou quase do zero, levanta sempre alguns obstáculos. Todavia, a vontade de fazer e o acreditar que se está a trilhar o caminho certo são revigorantes e funcionam como um cocktail energético.

Quanto à blogosfera hodierna, devo dizer que está mais activa do que nunca. Surgem novos espaços a grande ritmo e começa a ser tida mais em linha de conta. Inclusivamente, alguns jornais de referência citam não raras vezes trechos publicados em blogues. O jornal Público, a título de exemplo, indica diariamente alguns blogues em que os seus autores se expressaram sobre um determinado assunto. Está em crescendo este fenómeno para o qual dou um modesto mas sério contributo.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

Já respondi em grande medida a esta questão anteriormente. Creio que os blogues e a imprensa online desempenham funções diferentes. Uns não substituirão os outros. Mais, parece-me que poderá haver, caso haja interesse e investimento, uma maior e proveitosa articulação entre uns e outros.

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

Até à data a influencia não é notória, se existe é diminuta.

7. O que faz um bom blogue?

Um bom blogue tem necessariamente que reunir uma série de ingredientes indispensáveis para que o resultado final seja de facto de qualidade, pois só assim é possível fidelizar leitores e captar novos adeptos para o mundo da blogosfera.

O trabalho diário é fulcral e exige alguma disciplina. Esta, aliada à criatividade, a uma imagem apelativa e a textos cuidados serão elementos decisivos para alicerçar um projecto que agrade às pessoas e possa vir a ter alguma preponderância na rede.

898|Café Ponto Org [3]

O BLOGUE KØNTRÅSTËS.ORG está a publicar um conjunto de conversas informais (iniciadas no Kontrastes 2.0) mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. A convidada de hoje é Rosa Branco, 31 anos, geógrafa, autora do blogue «Dia da Espiga».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

Precisamente como uma janela! Faz a ponte para outros conteúdos, sob o filtro da escolha de alguém que está do outro lado. Quando essa pessoa é interessante, o blogue tem um potencial enorme. Tem esse outro mérito, de revelar pessoas que dificilmente poderíamos conhecer de outra forma.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

Tenho uma lista muito extensa nos meus favoritos, dos quais apenas uma meia dúzia é de consulta diária. Neste grupo, quase todos são blogues de apontamentos pessoais, quotidianos, onde encontro ligações que depois vou explorar, muitas vezes fora da blogoesfera. Os restantes consulto menos frequentemente, mas aprecio-os com tanto ou mais prazer e cobrem um conjunto de interesses muito varaiados: artes plásticas, gastronomia, música, fotografia, desporto…

3. O que o(a) levou a criar um blogue?

Vários motivos: uma tentativa de minorar a tendência de falar sozinha, a necessidade de praticar a escrita, vontade de partilhar ideias…

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

Como participante, sinto-me muito bem instalada, dedico-me com constância e com ambições de permanecer muito tempo. O meu juízo sobre a blogoesfera em geral é condescendente: aprecio-lhe a diversidade e a liberdade, aborreço-me com a falta de originalidade e de interesse de grande parte dela e reconheço-lhe o grande valor lúdico e cívico.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

Não me parece que o espaço que ocupam seja o mesmo. Os blogues têm tendido a estender a discussão que a imprensa gera e raramente a lançar novas discussões. Mesmo que se discorde, persiste a ideia de uma menor credibilidade e, por outro lado, na ligação fundamental com a televisão, a imprensa é, sem dúvida, mais forte .

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

Devo dizer que influenciam muito pouco. Ocupam algum tempo e enriquecem os meus conhecimentos, o que é o que se pretende.

7. O que faz um bom blogue?

A qualidade da escrita, a disponibilidade do autor, a relevância dos comentários quando o blogue se dedica a comentar ou a qualidade das escolhas quando o blogue se limita a mostrar.

- Café Ponto Org [2] -

O BLOGUE KØNTRÅSTËS.ORG está a publicar um conjunto de conversas informais (iniciadas no Kontrastes 2.0) mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é Hélder Costa, 24 anos, ex-estudante à espera de oportunidade, autor do blogue «Engenium 2.0».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

Há uns anos atrás era moda serviços como o MIRC mas, já não bastava ter um nome virtual, era necessário dar vida a essa identidade virtual, faltava protagonismo!
Muita da culpa do espantoso sucesso que a WEB 2.0 é daqueles que foram sentindo necessidade de se apresentarem à comunidade virtual prestando um serviço amador de QUALIDADE sem pedirem nada em troca. Sem dúvida foi a qualidade a chave do sucesso.

 

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- Café Ponto Org [1] -

O blogue KØNTRÅSTËS. ORG está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é Guilherme Roesler, 22 anos, advogado, brasileiro, e autor do blogue «Ação Humana».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenômeno «blogue»?

GR. Em primeiro lugar, devo dizer que vejo a blogosfera como um canal alternativo de conhecimentos, que desempenha um papel importante na divulgação de informações que não são e que nunca serão veiculadas na grande mídia, bem como ainda um canal para divulgação de alguns assuntos que não encontrariam espaço nos comuns jornais impressos. Existem escritores que somente tomamos contato na blogosfera.

Muitos dos excelentes bloggers de Portugal e do Brasil dificilmente encontrariam a liberdade que gozam em seus blogues em um jornal de grande circulação, como o Expresso ou o Estado de São Paulo. Tanto em Portugal como no Brasil, o primeiro mais ainda que o segundo, veja-se o caso da licenciatura de Sócrates como um exemplo do que digo como a influência que está a ter os blogues.

No Brasil, nestes últimos dias, um dos jornais de maior circulação teve a idéia de ridicularizar a função dos bloggers, imaginando que eles apenas divulgam as informações já foram previamente publicadas nos grandes meios de comunicação. Esquecem, entretanto, que os blogues não são apenas veículos de informações, eles são muito mais do que isso, como disse.

Veiculam as informações com a opinião de quem escreve. Se naqueles veículos esta opinião explícita é suprimida em nome de uma pseudo-imparcialidade, nos blogues a opinião de quem escreve é a tônica dominante. Diria até necessária. Blogue significa liberdade, por isso mesmo incomoda tanto. Se Voltaire voltasse a este mundo, neste exato instante, certamente seria um blogger.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

GR. Não tenho um tipo preestabelecido de blogues ou de assuntos. Às vezes, procuro no Technorati por nome, assunto, até encontrar algum tema que me interesse. Mas normalmente visito os blogues que costumo salvar nos meus favoritos, como o Portugal Contemporâneo , o Arte da Fuga, Da Literatura e blogue do Bruno Garschagen. São leituras obrigatórias.

Do Brasil acesso principalmente o blogue do Aluisio Amorim ( O que pensa Aluisio), que me faz dar algumas risadas, e do Orlando Tambosi, blogues que basicamente focam em temas mais imediatos da política nacional.

Costumo evitar aqueles blogues dos jornais, pois não vejo diferença alguma entre seus artigos postados e os publicados no jornal impresso. A linguagem, a expressão são todas as mesmas. Como toda e qualquer instituição presa a certas ” regras”, demora muito para se adaptar à realidade. Os dois são uma espécie de Blasfêmias escrito por uma única pessoa.

Outro blogue que costumo acessar bastante é o do jornalista Janer Cristaldo. Gosto muito da sua narrativa, e, quando conta as suas experiências em viagens, impossível não terminar de ler as suas crônicas. Recomendo vivamente.

3. O que o levou a criar um blogue?

GR. Sempre gostei de ler e escrever, o que não significa que estes escritos meus devessem ser publicados. Uma vez mostrei um artigo a um primo, que tratava a respeito de um tema de Filosofia do Direito (estava então no primeiro ano da Faculdade), e questionei-o em que site poderia publicá-lo. Ele não sabia de nenhum, mas disse que poderia ter uma página própria, chamado blogue, que poderia publicar o que quisesse.

Até então nunca tinha ouvido falar. Montei um, o Gazeta Cultural, que tratava de assuntos relacionados ao mundo dos livros e assuntos voltados ao mundo das letras, como resenhas e comentários. A tônica era basicamente literatura.

Fiquei oito meses com ele, até que vi que as pessoas que acessavam meu blogue estavam mais afim dos assuntos que menos eu tratava do que aqueles que eu realmente estava publicando. Foi assim que o Gazeta Cultural se transformou no Ação Humana, um blogue sobre economia e temas relacionados, sem pretensão alguma, haja vista não ser economista. Foi a melhor coisa que poderia ter feito!

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

GR. Gosto muito da idéia que alguém lê aquilo que escrevo. Normalmente, para as pessoas normais, quem lê os seus escritos são os professores em trabalho de escola. Dificilmente tem uma repercussão maior. O blogue acabou com tudo isso. Qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, pode ter seus escritos lidos e comentados. E isso é muito bom. Para mim, o saldo é positivo, só tenho que elogiar. De um modo geral, quanto à blogosfera atual, noto que está melhorando em muito. Novas ferramentas estão sendo criadas para sofisticação dos blogues, novos blogues coletivos são criados (idéia que aprecio muito), juntando uma pluralidade de idéias e debates maior do que aquela que encontramos normalmente em um blogue de autor único. Em certa medida foi por isso que criei o Anarkokapitalism, que tem três bloggers.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

GR. Dificilmente. Este é um debate que tem o mesmo cabimento daqueles que acreditam que os e-books vão substituir os livros impressos. Por mais que os blogues tenham a ganhar influência (e certamente é o que irá ocorrer), não creio que irão substituir o jornal que compramos nas bancas de jornal.

Além do que, não há nada mais gostoso que cheiro de jornal e a ponta dos dedos suja com a tinta do papel.

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

GR. Em diversos aspectos. Primeiro, que minha monografia do curso de Direito será a respeito de um tema que, se não fosse a internet e alguns blogues, dificilmente sairia. Segundo, que certos tipos de informações já ” esquecidas” pelos grandes grupos jornalísticos não podem ser encontradas tão facilmente como as que são encontradas na internet.

Nesta minha monografia, por exemplo, que espero virar um livro ( o tema será sobre a emissão privada de moedas contra o monopólio estatal - o plano original seria sobre a teria monetária do Pe. Juan de Mariana), a maior parte da bibliografia será de livros encontrados na rede, na sua totalidade em inglês.

Infelizmente, não dispomos no Brasil da tradução destas obras. O mesmo ocorre com Portugal, apesar da indústria de livros aí ser maior do que a do Brasil. Aí ainda pode-se apelar para outros paises, aqui não. Somos uma ilha. Tudo se complica.

E os blogues, em certa medida, nos avisam de toda e qualquer mudança ou inovação de que necessitamos para os temas que temos apreço. Além do que, tenho por saldo positivo as pessoas que conhecemos. Dificilmente trocaria e-mail com um jornalista que não tivesse um contato maior que teria com o advento dos blogues.

7. O que faz um bom blogue?

GR. Acredito que os blogues que visitamos. Veja eu, por exemplo, João - todo dia escrevo um artigo, e não tenho idéia alguma do que irei escrever enquanto não visitar alguns blogues. Três blogues são suficientes para que eu encontre um tema. Em seguida vêm os leitores, que comentam aquilo que escrevemos.

Gosto mais quando criticam do que quando agradam. Gosto quando o José A. Mostardinha, do blogue Estados Gerais, começa um comentário assim: Não poderia estar mais em desacordo contigo . Gosto disso, pois sempre tenho que dar explicações. Explicar a quem discorda é a melhor maneira de aprimorar o seu conhecimento e seu discurso.

Voltando ao início, é por isso que os blogues dos grandes grupos de informação nunca serão iguais aos blogues: nem para comentar te dão a liberdade de que necessita.

- BlogEntrevistas -

As entrevistas do Kontrastes estão de volta, agora numa rúbrica chamada «Café ponto Org», numa sala onde se pode beber descafeinado e fumar. Demoradamente. BREVEMENTE.

|||CONVERSAS DE CAFÉ - Cappuccino com Isa [conversa 148]:O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. A convidada de hoje é Isa, 35 anos, Tradutora, autora dos blogues «Eça é que é Hesse!» e Travel Journal».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

Há blogs e blogs. Acho que quem alimenta um blog regularmente, independentemente de se divertir, quer ser “descoberto”.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

tenho a minha listinha de favoritos, não procuro nenhum tipo em especial. o processo é o do costume, seguir links de outros bloggers. Ultimamente tem acontecido ter de linkar uns quantos, porque são mesmo muito bons, mas é raro.

3. O que o levou a criar um blogue?

Preciso de escrever como de pão prá boca (se não rebento)

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

A minha estadia na blogosfera serviu para melhorar em larga medida a minha forma de escrever. Não se comparam os primeiros posts aos de hoje. O facto de ter público obriga a um certo rigor…Se calhar há blogs a mais (não percebo porque é que as pessoas os abandonam em vez de os apagar) mas não passo sem uns quantos…

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

Acho que não apesar de haver uns quantos que são bem melhores :-)

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

Influenciaram e bem a minha vida, ajudando-me a melhorar a minha escrita. E a descobrir pessoas interessantes. A actividade profissional ainda está para ser alvo dessa influência, a ver…

7. O que faz um bom blogue?

Não sei bem o que faz de um blog um bom blog. Sei o que gosto nos bloggers é que não sejam pretensiosos e quanto mais descontraída e descomplexada for a escrita mais me diverte. E que tenham sentido de humor. Muito. E depois há os mesmo mesmo bons, que são aqueles que conseguem transmitir uma ideia de uma forma airosa, coisa que jamais consigo fazer.

|||CONVERSAS DE CAFÉ - Cappuccino com segurança [conversa 147]:O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é Tito de Morais, 45 anos, Gestor de Marketing, autor do blogue «Miúdos seguros na net».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

Considero os blogues uma ferramenta de cidadania. A sua facilidade de criação, sem necessidade de conhecimentos técnicos, na prática permite a grande parte dos cidadãos manifestar, promover e defender as suas ideias e os seus pontos de vista sobre toda uma série de acontecimentos, desenvolvimentos - ou a falta deles - que afectam a vida de todos nós.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

Salvo muito raramente, não procuro especificamente por blogues. Procuro geralmente conteúdos no domínio da segurança online, particularmente no domínio da segurança online de crianças e jovens, e conteúdos no domínio do marketing e da comunicação. Associados a estes temas, procuro também conteúdos educacionais, conteúdos no domínio da parentalidade, sobre tecnologias e temas jurídicos e legais.

3. O que o levou a criar um blogue?

A necessidade de comentar, manifestar ideias e pontos de vista, mas para o qual o formato de uma artigo semanal de 5.000 ou 6.000 caractéres não se justificava e que me fazia sentir que ficava com muita coisa por dizer.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

A minha presença na blogosfera é muito recente, datando apenas de Julho de 2007. No entanto, o balanço que faço é extremamente positivo, apesar de ao longo do último mês pouco ou nada ter escrito por falta de disponibilidade de o fazer com a assiduidade que gostaria, ou seja, diariamente.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

Não. Poderá fazê-lo para algumas pessoas, mas para a maioria não. Um bloguer pode ser um jornalista, mas não o é obrigatoriamente. A grande maioria dos bloguers, mesmo os jornalistas, quando escrevem nos blogues não o fazem da numa perspectiva jornalística. Os blogues dão é a voz ao cidadão de uma forma mais democrática que a imprensa online ou offline, mas não substitui a imprensa online. O que acontece é que a imprensa online está cada vez mais a incluir blogues e até a imprensa offline já inclui conteúdos de blogues. Mas os dois continuarão a existir, influenciando-se mutuamente.

Numa coisa é certa: no facto de ter de arranjar mais tempo para manter um, o que nem sempre é fácil.

7. O que faz um bom blogue?

Há livros escritos sobre o assunto e eu não sou certamente um especialista no assunto, mas a regularidade com que se publicam novos conteúdos, a originalidade dos mesmos (vejo demasiados blogues que mais não são que copy/paste de outros), e inclusão de toda uma série de funcionalidades tais como áudio, vídeo, possibilidade de subscrição, etc. são alguns critérios que me parecem importantes. Os melhores conseguem geralmente criar à sua volta um comunidade.

|||CONVERSAS DE CAFÉ - Cappuccino com café brasileiro [conversa 146]:O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é Miguel Ruggiro Junior, 57 anos, Contador, Administrador de empresas, Consultor em Internet, BLOGUEIRO, autor dos blogues «Negócio na Internet» e «Praia Grande, Blog».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

R: Ter um blogue segundo Jonathan Schwartz presidente da Sun Microsystems “será tão obrigatório quanto possuir um email ou um telefone, quem não tiver um, se tornará um inútil”. É uma frase radical, mas acredito que assim será, os psicólogos receitarão aos seus pacientes que tenham um blogue, os mais desenvolvidos serão os que mais tiverem autores de blogues e principalmente os mais felizes serão blogueiros. É uma ferramenta da liberdade, só pode haver democracia num lugar onde você possa escrever um blogue, e se onde estiver não for possivel, hospede em outro país e pronto não estará cometendo nenhum ato ilícito. A globalização só será possível quando em todos os lugares do mundo tiver um blogueiro contando o que acontece, por enquanto ela só existe na media e na cabeça dos políticos. É por meio do blogue que vamos nos relacionar globalizadamente, sem monopólios da informação. É o blogue que vai fazer,o que a imprensa escrita (jornais,livros e revistas),o rádio e depois a televisão, não fizeram, que é “tornar o mundo conhecido uns aos outros”.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

R: Procuro estar a par de tudo. Gosto de saber se tem alguém fazendo algo bom ou se tem algo relevante para ser divulgado ou espalhado por toda a globosfera.

3. O que o levou a criar um blogue?

R: Um não. São dois. O http://negociosnainternet.blogspot.com foi criado num primeiro momento, para passar aos meus clientes informações e orientações que eu não poderia dar numa visita, para não torna-la longa e cansativa ou talvez algo que tivesse esquecido de falar. Num segundo momento me proporcionou a conquista de novos clientes, pois um vai indicando a leitura do blogue ao outro. E num terceiro a blogosfera descobriu-me, muitas trocas, relacionamento, é isso. O segundo é o http://praiagrandeblog.blogspot.com nasceu para divulgar a cidade mais bonita do mundo e onde fica o “Principado de Vila Tupi” onde resido.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

R: Posso dizer que a minha estadia me fez compreender, que se você guarda os pensamentos és um egoísta se os reparte és gente, ser humano. A blogosfera atual precisa de mais blogueiros, chegaremos lá.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

R: A corrupta, manipuladora e golpista, a serviço de uma elite branca que não gosta do povo brasileiro. Sim estou no Brasil. Não, o blogue não substituirá isso. O blogue será algo que ainda não existe. Alguém de algum lugar escreve algo, outra pessoa do mesmo lugar escreve coisa diferente a respeito do mesmo assunto e você poder perguntar se os dois podem chegar a uma conclusão pois afinal queremos saber, isso não existe ainda.

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

R: Mudaram minha vida para melhor. Profissionalmente foi ótimo como já escrevi acima. Pessoalmente me fez gente, como também já escrevi acima.

7. O que faz um bom blogue?

R: Informa e educa com velocidade, rápido.

|||Conversas de Café - Cappuccino bebido com os dedos [conversa 145]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é Fernando Marques, 52 anos, Técnico-Comercial (aposentado), autor do blogue «Foice dos Dedos».
1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

R: Os blogues sendo talvez o produto primeiro da expressão pública de uma presunção pessoal, a consequência última é contudo a união perfeita entre tecnologias e cidadãos, num universo de saberes e de informação, continuamente actualizado e interactivo, colocados ao dispor de todos, enfim, um espaço superior de consulta e pesquisa privilegiado e mais confiável, logo um indispensável instrumento para a democratização e libertação das pessoas e das sociedades.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

R: Abro com os de conteúdo social e político e destes, em primeiro lugar aqueles cuja identidade política é próxima da minha, principalmente os que julgo mais aptos, exigentes e sérios na análise e na argumentação. Por “deformação ideológica”, fazem ainda parte da minha leitura regular, os blogues descoincidentes com o entendimento dominante em várias temáticas. E também o dos amigos, naturalmente, seja qual for a área em que se movem.

3. O que o levou a criar um blogue?

R: Entrei pensando que tinha opiniões descondizentes com as maiorias e queria deixar isso assinalado, sem cuidar de grande rigor e prazos, deixando soltar ideias descomprometidas e simultaneamente experimentar novas sensações, a juntar a uma escrita simples e despretensiosa, reservada praticamente a mim próprio.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

R: Três anos depois, com o “à esquerda” primeiro, o “A hora que há-de vir!..” depois e agora com o Foice dos Dedos, a vontade de postar mudou. Considero que a minha presença já foi mais útil e a vontade maior. Embora a blogosfera tenha públicos para todos, hoje quem se dispõem a visitar os blogues, quero crer, na sua maioria, espera informação idónea e actualizada, argumentos capazes, vastos conhecimentos, competências extraordinárias e tempo, coisas que manifesta e humildemente não tenho por aí além. Nos últimos tempos a blogosfera cresceu muito em qualidade e especialização e a tendência é para uma maior refinação e requinte e quem sabe, profissionalização. O balanço é a todos os títulos positivo.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

R: Acho que podem competir, mas dificilmente substituí-los. Nem seria útil. A imprensa on-line é basicamente informação, os blogues são informação, comentário, opinião, investigação. Os blogues não estando prisioneiros de compromissos comerciais, de um sistema empresarial, tendem a ser mais independentes e mais ousados na opinião.

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

R: Não influenciaram muito a não ser um tempo maior dedicado ao blogue e aos blogues de “estimação”. No geral ajudaram-me a perceber melhor o mundo e as diferenças entre a opinião publicada e a realidade. Com os blogues ganhei em informação e conhecimentos.

7. O que faz um bom blogue?

R: Globalmente, um layout simples, com “luz” e uma predominância do fundo branco. Bons textos, curtos e expressivos, actualização e temas adequados ao público-alvo. Extrema dedicação e muito fair-play aos comentários “inconvenientes”.

||| Conversas de Café | cappuccino e comentários [conversa 144]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é David Manuel dos Reis Oliveira, 52 anos, Consultor financeiro e seguros - empresário individual, autor do blogue «Pleitos, Apostilas e Comentários».

1 – Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

Resposta – Permito-me reformular a questão «Sabendo que a … é uma janela «cibernética» para a vida, como vê…?» e ainda assim não encaro, não tenho a proliferação de blogues como um fenómeno. Creio, passe a imodéstia que, o «fenómeno» foi a mais do que esperada e previsível utilização de uma ferramenta gratuita, a maioria das vezes, que as pessoas sentiram estar ao alcance dos seus dedos. Daí à edição foi um salto de pardal. Mesmo que abordemos a questão pelo lado do utilizador, do editor ou do autor, também me parece que não será muito difícil perceber que a virtualidade, a ausência do físico, o impessoalismo, é condição, é atributo de peso para que muitos se lancem nestas «andanças».

2 – Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

Resposta – na blogosfera eu criei rotinas que vou ajustando ou afinando em conformidade ou de acordo com os meus interesses de ocasião; há no entanto uma «trave mestra». Há sítios que eu não frequento, ponto… como há sítios e blogues que não dispenso, ponto. Há blogues que eu não publicito como há blogues que ao saber da existência deles e se me agradam não faço favor em publicitá-los, sem favor. Rejeito como em tudo na vida a possibilidade de me encontrar nalguma «capela».

3 – O que o levou a criar um blogue?

Resposta – isso é uma longa conversa! Foram muitas e variadas, as razões. Um tanto de capricho meu, um tanto de sentir que me faria bem, muito por sentir que me assistia o direito de expôr as minhas opiniões sem me «bichanarem» aos ouvidos ou ter de olhar em redor para saber se vou ou não colidir com alguém e, também muito, porque aqui dou a minha opinião – o juízo, o valor, a credibilidade não me dizem respeito, dizem respeito a quem lê e/ou comenta - sem ter que solicitar os bons ofícios de quem quer que seja. Aqui emito opinião e não olho para o lado, olho para mim e considero apenas e só o que parece bem e correcto. Quem quer lê, quem não quer circula…

4 – Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

Resposta – Da minha estadia só posso dizer que estou muito acima de todas as minhas expectativas iniciais. Nessa matéria nunca supús que alguma vez viesse a ter uma frequência como a que tenho – para mim entre quarenta a cinquenta pessoas à mesa é uma multidão. Tanto mais que nunca por nunca me passou a ideia de por esta via me alcandorar ao que fosse ou do blogue fazer umas “andas” que, eventualmente me dessem visibilidade. Exactamente por isso o «Pleitos…» foi, é e vai ser sempre um lugar unipessoal. Aqui prevalece a ideia de que, mal ou bem, mais vale só!

Da blogosfera actual está hoje melhor que ontem e mais credibilizada. Custa a muitos mas é a verdade.

5 – Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

Resposta- Não substituem, não vão substituir. O sentido não é blogues/imprensa; o sentido é imprensa/blogues. Habituem-se! os da imprensa.

6 – Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

Resposta – A minha actividade profissional não influenciaram nem vão influenciar pela simples razão de que sou empresário em nome individual. Quer dizer que não tenho que pôr o patrão a pagar a factura de eu em vez de estar a trabalhar estar a escrever ou a editar o blogue. O patrão sou eu e os meus clientes. Se eu falhar os meus clientes despedem-me. Ao contrário de muita gente que por exemplo, em repartições, em vez de estarem nos gabinetes a trabalhar estão a escrever… exemplos não os dou porque os conhece tão bem ou melhor do que eu. Sabe-se quem são! Basta lê-los.

A minha vida extra- profissional influenciou, e muito, como é óbvio. A distribuição do tempo antes era… agora tem de ser …

7 – O que faz um bom blogue?

Resposta – vou cingir-me, por uma questão de coerência, à minha qualidade de leitor de blogues. Os blogues tal qual os seus autores/editores têm biorritmo. Hoje melhor, amanhã nem tanto. Depende de muito… dos factos, das notícias, dependem até da disposição do autor. O que lhes confere uma grande autenticidade. E isso eu gosto. Sou um purista. Quando se dá ou se dá ou não vale a pena.

Eu valorizo muito a percepção que tenho da autenticidade do autor. Não me peçam para fazer destrinças entre o autor das linhas escritas e as linhas escritas ou as palavras ditas. Não posso o Blasfémias (que não leio) ou o Abrupto; não leio o Do Portugal profundo de modo igual à leitura que faço do Portugal Contemporâneo ou a que faço do Sobre o Tempo que Passa que não é a mesma que dou ao Jumento ou ao Macroscópio… todos os que apontei têm virtudes e defeitos, para mim. Uns interessam-me por isto outros por aquilo. Como o crédito que dou a Marcelo Rebelo de Sousa é diferente do que concedo a Miguel Sousa Tavares ou à indiferença que concedo a Jorge Coelho. Esse crédito depende muito da matéria, da temática e do interesse que vislumbro. As pessoas antes de emitirem opinião deveriam fazer declarações de interesses.

Mas reafirmo… para mim, a autenticidade e a honestidade intelectual, a seriedade que eu percepciono é o que mais conta. Posso enganar-me? pois posso! Cá estou para fazer os ajustes, as correcções de trajectória.