Archive for the 'Conversas de Café' Category

|||CONVERSAS DE CAFÉ - Cappuccino com Isa [conversa 148]:O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. A convidada de hoje é Isa, 35 anos, Tradutora, autora dos blogues «Eça é que é Hesse!» e Travel Journal».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

Há blogs e blogs. Acho que quem alimenta um blog regularmente, independentemente de se divertir, quer ser “descoberto”.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

tenho a minha listinha de favoritos, não procuro nenhum tipo em especial. o processo é o do costume, seguir links de outros bloggers. Ultimamente tem acontecido ter de linkar uns quantos, porque são mesmo muito bons, mas é raro.

3. O que o levou a criar um blogue?

Preciso de escrever como de pão prá boca (se não rebento)

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

A minha estadia na blogosfera serviu para melhorar em larga medida a minha forma de escrever. Não se comparam os primeiros posts aos de hoje. O facto de ter público obriga a um certo rigor…Se calhar há blogs a mais (não percebo porque é que as pessoas os abandonam em vez de os apagar) mas não passo sem uns quantos…

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

Acho que não apesar de haver uns quantos que são bem melhores :-)

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

Influenciaram e bem a minha vida, ajudando-me a melhorar a minha escrita. E a descobrir pessoas interessantes. A actividade profissional ainda está para ser alvo dessa influência, a ver…

7. O que faz um bom blogue?

Não sei bem o que faz de um blog um bom blog. Sei o que gosto nos bloggers é que não sejam pretensiosos e quanto mais descontraída e descomplexada for a escrita mais me diverte. E que tenham sentido de humor. Muito. E depois há os mesmo mesmo bons, que são aqueles que conseguem transmitir uma ideia de uma forma airosa, coisa que jamais consigo fazer.

|||CONVERSAS DE CAFÉ - Cappuccino com segurança [conversa 147]:O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é Tito de Morais, 45 anos, Gestor de Marketing, autor do blogue «Miúdos seguros na net».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

Considero os blogues uma ferramenta de cidadania. A sua facilidade de criação, sem necessidade de conhecimentos técnicos, na prática permite a grande parte dos cidadãos manifestar, promover e defender as suas ideias e os seus pontos de vista sobre toda uma série de acontecimentos, desenvolvimentos - ou a falta deles - que afectam a vida de todos nós.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

Salvo muito raramente, não procuro especificamente por blogues. Procuro geralmente conteúdos no domínio da segurança online, particularmente no domínio da segurança online de crianças e jovens, e conteúdos no domínio do marketing e da comunicação. Associados a estes temas, procuro também conteúdos educacionais, conteúdos no domínio da parentalidade, sobre tecnologias e temas jurídicos e legais.

3. O que o levou a criar um blogue?

A necessidade de comentar, manifestar ideias e pontos de vista, mas para o qual o formato de uma artigo semanal de 5.000 ou 6.000 caractéres não se justificava e que me fazia sentir que ficava com muita coisa por dizer.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

A minha presença na blogosfera é muito recente, datando apenas de Julho de 2007. No entanto, o balanço que faço é extremamente positivo, apesar de ao longo do último mês pouco ou nada ter escrito por falta de disponibilidade de o fazer com a assiduidade que gostaria, ou seja, diariamente.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

Não. Poderá fazê-lo para algumas pessoas, mas para a maioria não. Um bloguer pode ser um jornalista, mas não o é obrigatoriamente. A grande maioria dos bloguers, mesmo os jornalistas, quando escrevem nos blogues não o fazem da numa perspectiva jornalística. Os blogues dão é a voz ao cidadão de uma forma mais democrática que a imprensa online ou offline, mas não substitui a imprensa online. O que acontece é que a imprensa online está cada vez mais a incluir blogues e até a imprensa offline já inclui conteúdos de blogues. Mas os dois continuarão a existir, influenciando-se mutuamente.

Numa coisa é certa: no facto de ter de arranjar mais tempo para manter um, o que nem sempre é fácil.

7. O que faz um bom blogue?

Há livros escritos sobre o assunto e eu não sou certamente um especialista no assunto, mas a regularidade com que se publicam novos conteúdos, a originalidade dos mesmos (vejo demasiados blogues que mais não são que copy/paste de outros), e inclusão de toda uma série de funcionalidades tais como áudio, vídeo, possibilidade de subscrição, etc. são alguns critérios que me parecem importantes. Os melhores conseguem geralmente criar à sua volta um comunidade.

|||CONVERSAS DE CAFÉ - Cappuccino com café brasileiro [conversa 146]:O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é Miguel Ruggiro Junior, 57 anos, Contador, Administrador de empresas, Consultor em Internet, BLOGUEIRO, autor dos blogues «Negócio na Internet» e «Praia Grande, Blog».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

R: Ter um blogue segundo Jonathan Schwartz presidente da Sun Microsystems “será tão obrigatório quanto possuir um email ou um telefone, quem não tiver um, se tornará um inútil”. É uma frase radical, mas acredito que assim será, os psicólogos receitarão aos seus pacientes que tenham um blogue, os mais desenvolvidos serão os que mais tiverem autores de blogues e principalmente os mais felizes serão blogueiros. É uma ferramenta da liberdade, só pode haver democracia num lugar onde você possa escrever um blogue, e se onde estiver não for possivel, hospede em outro país e pronto não estará cometendo nenhum ato ilícito. A globalização só será possível quando em todos os lugares do mundo tiver um blogueiro contando o que acontece, por enquanto ela só existe na media e na cabeça dos políticos. É por meio do blogue que vamos nos relacionar globalizadamente, sem monopólios da informação. É o blogue que vai fazer,o que a imprensa escrita (jornais,livros e revistas),o rádio e depois a televisão, não fizeram, que é “tornar o mundo conhecido uns aos outros”.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

R: Procuro estar a par de tudo. Gosto de saber se tem alguém fazendo algo bom ou se tem algo relevante para ser divulgado ou espalhado por toda a globosfera.

3. O que o levou a criar um blogue?

R: Um não. São dois. O http://negociosnainternet.blogspot.com foi criado num primeiro momento, para passar aos meus clientes informações e orientações que eu não poderia dar numa visita, para não torna-la longa e cansativa ou talvez algo que tivesse esquecido de falar. Num segundo momento me proporcionou a conquista de novos clientes, pois um vai indicando a leitura do blogue ao outro. E num terceiro a blogosfera descobriu-me, muitas trocas, relacionamento, é isso. O segundo é o http://praiagrandeblog.blogspot.com nasceu para divulgar a cidade mais bonita do mundo e onde fica o “Principado de Vila Tupi” onde resido.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

R: Posso dizer que a minha estadia me fez compreender, que se você guarda os pensamentos és um egoísta se os reparte és gente, ser humano. A blogosfera atual precisa de mais blogueiros, chegaremos lá.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

R: A corrupta, manipuladora e golpista, a serviço de uma elite branca que não gosta do povo brasileiro. Sim estou no Brasil. Não, o blogue não substituirá isso. O blogue será algo que ainda não existe. Alguém de algum lugar escreve algo, outra pessoa do mesmo lugar escreve coisa diferente a respeito do mesmo assunto e você poder perguntar se os dois podem chegar a uma conclusão pois afinal queremos saber, isso não existe ainda.

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

R: Mudaram minha vida para melhor. Profissionalmente foi ótimo como já escrevi acima. Pessoalmente me fez gente, como também já escrevi acima.

7. O que faz um bom blogue?

R: Informa e educa com velocidade, rápido.

|||Conversas de Café - Cappuccino bebido com os dedos [conversa 145]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é Fernando Marques, 52 anos, Técnico-Comercial (aposentado), autor do blogue «Foice dos Dedos».
1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

R: Os blogues sendo talvez o produto primeiro da expressão pública de uma presunção pessoal, a consequência última é contudo a união perfeita entre tecnologias e cidadãos, num universo de saberes e de informação, continuamente actualizado e interactivo, colocados ao dispor de todos, enfim, um espaço superior de consulta e pesquisa privilegiado e mais confiável, logo um indispensável instrumento para a democratização e libertação das pessoas e das sociedades.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

R: Abro com os de conteúdo social e político e destes, em primeiro lugar aqueles cuja identidade política é próxima da minha, principalmente os que julgo mais aptos, exigentes e sérios na análise e na argumentação. Por “deformação ideológica”, fazem ainda parte da minha leitura regular, os blogues descoincidentes com o entendimento dominante em várias temáticas. E também o dos amigos, naturalmente, seja qual for a área em que se movem.

3. O que o levou a criar um blogue?

R: Entrei pensando que tinha opiniões descondizentes com as maiorias e queria deixar isso assinalado, sem cuidar de grande rigor e prazos, deixando soltar ideias descomprometidas e simultaneamente experimentar novas sensações, a juntar a uma escrita simples e despretensiosa, reservada praticamente a mim próprio.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

R: Três anos depois, com o “à esquerda” primeiro, o “A hora que há-de vir!..” depois e agora com o Foice dos Dedos, a vontade de postar mudou. Considero que a minha presença já foi mais útil e a vontade maior. Embora a blogosfera tenha públicos para todos, hoje quem se dispõem a visitar os blogues, quero crer, na sua maioria, espera informação idónea e actualizada, argumentos capazes, vastos conhecimentos, competências extraordinárias e tempo, coisas que manifesta e humildemente não tenho por aí além. Nos últimos tempos a blogosfera cresceu muito em qualidade e especialização e a tendência é para uma maior refinação e requinte e quem sabe, profissionalização. O balanço é a todos os títulos positivo.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

R: Acho que podem competir, mas dificilmente substituí-los. Nem seria útil. A imprensa on-line é basicamente informação, os blogues são informação, comentário, opinião, investigação. Os blogues não estando prisioneiros de compromissos comerciais, de um sistema empresarial, tendem a ser mais independentes e mais ousados na opinião.

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

R: Não influenciaram muito a não ser um tempo maior dedicado ao blogue e aos blogues de “estimação”. No geral ajudaram-me a perceber melhor o mundo e as diferenças entre a opinião publicada e a realidade. Com os blogues ganhei em informação e conhecimentos.

7. O que faz um bom blogue?

R: Globalmente, um layout simples, com “luz” e uma predominância do fundo branco. Bons textos, curtos e expressivos, actualização e temas adequados ao público-alvo. Extrema dedicação e muito fair-play aos comentários “inconvenientes”.

||| Conversas de Café | cappuccino e comentários [conversa 144]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é David Manuel dos Reis Oliveira, 52 anos, Consultor financeiro e seguros - empresário individual, autor do blogue «Pleitos, Apostilas e Comentários».

1 – Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

Resposta – Permito-me reformular a questão «Sabendo que a … é uma janela «cibernética» para a vida, como vê…?» e ainda assim não encaro, não tenho a proliferação de blogues como um fenómeno. Creio, passe a imodéstia que, o «fenómeno» foi a mais do que esperada e previsível utilização de uma ferramenta gratuita, a maioria das vezes, que as pessoas sentiram estar ao alcance dos seus dedos. Daí à edição foi um salto de pardal. Mesmo que abordemos a questão pelo lado do utilizador, do editor ou do autor, também me parece que não será muito difícil perceber que a virtualidade, a ausência do físico, o impessoalismo, é condição, é atributo de peso para que muitos se lancem nestas «andanças».

2 – Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

Resposta – na blogosfera eu criei rotinas que vou ajustando ou afinando em conformidade ou de acordo com os meus interesses de ocasião; há no entanto uma «trave mestra». Há sítios que eu não frequento, ponto… como há sítios e blogues que não dispenso, ponto. Há blogues que eu não publicito como há blogues que ao saber da existência deles e se me agradam não faço favor em publicitá-los, sem favor. Rejeito como em tudo na vida a possibilidade de me encontrar nalguma «capela».

3 – O que o levou a criar um blogue?

Resposta – isso é uma longa conversa! Foram muitas e variadas, as razões. Um tanto de capricho meu, um tanto de sentir que me faria bem, muito por sentir que me assistia o direito de expôr as minhas opiniões sem me «bichanarem» aos ouvidos ou ter de olhar em redor para saber se vou ou não colidir com alguém e, também muito, porque aqui dou a minha opinião – o juízo, o valor, a credibilidade não me dizem respeito, dizem respeito a quem lê e/ou comenta - sem ter que solicitar os bons ofícios de quem quer que seja. Aqui emito opinião e não olho para o lado, olho para mim e considero apenas e só o que parece bem e correcto. Quem quer lê, quem não quer circula…

4 – Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

Resposta – Da minha estadia só posso dizer que estou muito acima de todas as minhas expectativas iniciais. Nessa matéria nunca supús que alguma vez viesse a ter uma frequência como a que tenho – para mim entre quarenta a cinquenta pessoas à mesa é uma multidão. Tanto mais que nunca por nunca me passou a ideia de por esta via me alcandorar ao que fosse ou do blogue fazer umas “andas” que, eventualmente me dessem visibilidade. Exactamente por isso o «Pleitos…» foi, é e vai ser sempre um lugar unipessoal. Aqui prevalece a ideia de que, mal ou bem, mais vale só!

Da blogosfera actual está hoje melhor que ontem e mais credibilizada. Custa a muitos mas é a verdade.

5 – Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

Resposta- Não substituem, não vão substituir. O sentido não é blogues/imprensa; o sentido é imprensa/blogues. Habituem-se! os da imprensa.

6 – Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

Resposta – A minha actividade profissional não influenciaram nem vão influenciar pela simples razão de que sou empresário em nome individual. Quer dizer que não tenho que pôr o patrão a pagar a factura de eu em vez de estar a trabalhar estar a escrever ou a editar o blogue. O patrão sou eu e os meus clientes. Se eu falhar os meus clientes despedem-me. Ao contrário de muita gente que por exemplo, em repartições, em vez de estarem nos gabinetes a trabalhar estão a escrever… exemplos não os dou porque os conhece tão bem ou melhor do que eu. Sabe-se quem são! Basta lê-los.

A minha vida extra- profissional influenciou, e muito, como é óbvio. A distribuição do tempo antes era… agora tem de ser …

7 – O que faz um bom blogue?

Resposta – vou cingir-me, por uma questão de coerência, à minha qualidade de leitor de blogues. Os blogues tal qual os seus autores/editores têm biorritmo. Hoje melhor, amanhã nem tanto. Depende de muito… dos factos, das notícias, dependem até da disposição do autor. O que lhes confere uma grande autenticidade. E isso eu gosto. Sou um purista. Quando se dá ou se dá ou não vale a pena.

Eu valorizo muito a percepção que tenho da autenticidade do autor. Não me peçam para fazer destrinças entre o autor das linhas escritas e as linhas escritas ou as palavras ditas. Não posso o Blasfémias (que não leio) ou o Abrupto; não leio o Do Portugal profundo de modo igual à leitura que faço do Portugal Contemporâneo ou a que faço do Sobre o Tempo que Passa que não é a mesma que dou ao Jumento ou ao Macroscópio… todos os que apontei têm virtudes e defeitos, para mim. Uns interessam-me por isto outros por aquilo. Como o crédito que dou a Marcelo Rebelo de Sousa é diferente do que concedo a Miguel Sousa Tavares ou à indiferença que concedo a Jorge Coelho. Esse crédito depende muito da matéria, da temática e do interesse que vislumbro. As pessoas antes de emitirem opinião deveriam fazer declarações de interesses.

Mas reafirmo… para mim, a autenticidade e a honestidade intelectual, a seriedade que eu percepciono é o que mais conta. Posso enganar-me? pois posso! Cá estou para fazer os ajustes, as correcções de trajectória.


||| Conversas de Café | cappuccino em linha de conta [conversa 143]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. A convidada de hoje é Marta Rebelo, 29 anos,Jurista; Assistente Universitária (Ocupação profissional: Chefe do Gabinete do Subsecretário de Estado da Administração Interna), autora do blogue «Linha.de.Conta».

  1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

    Como um espaço de liberdade de opinião, de escrita, de desabafo e, sobretudo, de comunicação. Em certa medida, vejo este fenómeno como um vício. Considero sobremaneira importante que as pessoas encontrem e se encontrem, num espaço que promove o debate e o reencontro com a escrita.

  1. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

    Essencialmente, dois «tipos»: os blogues onde a boa escrita e boa opinião – interessante, eia-se – impera; os blogues de pessoas amigas ou conhecidas, e igualmente interessantes.

  1. O que o levou a criar um blogue?

    A vontade de aderir a um espaço onde encontro tantas virtudes. Embora encontre também faltas, falhas… E o gosto pela escrita.

  1. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

    Não faço, confesso. Embora seja um ponto de encontro e comunicação, a escrita ou participação num blogue é uma actividade profundamente solitária, individual, como, julgo, todos os momentos de escrita são. Logo, a estadia na blogosfera tem o seu quê de egoísmo, individualismo, de fazer o gosto ao dedo.

    Quanto à blogosfera actual: permanece interessante. Em crescendo, mas perto do momento em que valerá a qualidade do que se escreve e opina, ou o aguçar de curiosidades, ou deixará de valer a pena. E perto do momento em que o positivismo ditará a existência de regras para o debate. Lá está: probidades, mas defeitos, também.

  1. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

    Acho que não, e espero que não. À imprensa pede-se informação objectiva, neutra, imparcial. Semelhante pedido não se poderá – nem deverá – fazer-se à blogosfera. Que é opinativa, subjectiva, ora informa, ora desinforma. É uma crítica, uma opinião, um comentário assaz mordaz ou acre, acidulado.

  1. Em que medida os blogues influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

    Influenciam a minha vida quotidianamente, porque são um vício. Quer fazê-los, quer percorre-los. E influenciaram já com uma outra grandeza: tenho várias amizades que se compuseram por esta via; conheci uma das minhas maiores amigas (a Ana Matos Pires) pelos seus comentários enviados por e-mail a posts que escrevi por alturas do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez.

  1. O que faz um bom blogue?

    A boa escrita, a validade da opinião – em concordância ou discordância. E o tom. Por muito lado imperam os excessos.

|||Conversas de Café - Cappuccino em contra capa [conversa 142]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. A convidada de hoje é Cristina Vieira, 44 anos, Médica, autora do blogue «Contra Capa».
1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

- Como um fenómeno extraordinário e explosivo em termos de comunicação.
vejo-o como uma possibilidade efectiva de qualquer cidadão partilhar as suas opiniões sobre o que o rodeia e de ter uma voz que é real e que é ouvida no sentido de que alguém acabará por a encontrar e, na maior parte dos casos pode até contestá-la se entender. Isso nunca tinha acontecido até agora. É, além disso, um meio potente e riquíssimo de divulgação das mais variadas formas de conhecimento. Há bloggers que são uma enorme mais valia em vários campos de actividade na medida em que, por um lado, contribuem com o seu saber para o esclarecimento de vários assuntos e, por outro, fazem uma divulgação extraordinária de outros saberes, de outras opiniões, de outras versões dos acontecimentos, etc. Cada um segundo as suas possibilidades.

É, ainda, um excelente pulso para o que de mais importante acontece. De uma forma na maior parte das vezes descomprometida, os bloggers têm tendência a filtrar, diariamente, os temas que mais tocam os cidadãos. Nesse sentido, quem lê blogs, sabe imediatamente qual é “o” assunto e para que lado tendem as sensibilidades.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

- De tudo. Começo pelos blogs de comentário político, aqueles cujas opiniões gosto de ler, como é natural. Depois, depois, passo pelos blogs de alguns amigos, infelizmente não tantos como gostaria que a lista vai sendo enorme. Uns dias uns, outros dias outros.
Leio também alguns blogs de comentaristas desportivos, nomeadamente de futebol, modalidade que me interessa especialmente.

3. O que o levou a criar um blogue?

- O que me levou a interessar-me pela Net, pela blogosfera, e posteriormente a fazer um blog foi o facto de uma das minhas filhas ter adoecido gravemente. Foram monentos de angústia que precisava de ser atenuada com alguma actividade que me desse prazer. Nessa altura, devido às longas horas que permanecia em casa, a única forma era arranjar alguma coisa, alguma forma de me manter em contacto com o mundo não saindo do mesmo lugar.. Fiz um blog. Foi uma terapia importante, como o seria qualquer distracção que envolvesse comunicar com outras pessoas, só que, para esta não era preciso saír de casa portanto, foi o ideal.

O curioso é que ele sobreviveu para além dela.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

- Bom. Muito positivo. Aprendi muito, interessei-me por assuntos sobre os quais sequer alguma vez tinha pensado, fiz amigos, conheci pessoas com quem nunca me cruzaria na vida real. Só pode ser positivo.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

- Não. Os blogs são um filtro. Habituamo-nos a ler os comentários uns dos outros aos acontecimentos, mas não deixamos de ler notícias, nem perdemos a curiosidade de ver “o que há mais” além do que os outros ja comentaram.

e depois, os bloggers não abarcam tudo…

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

- Influenciaram bastante, pelo que já disse antes. Depois disso, a minha gestão de tempo passou a ser feita de maneira diferente. Há uns anos atrás eu nunca estava em casa, chegava sempre tarde, saía muito. Agora que já nada me prende, poderia fazer o mesmo mas a verdade é que não. Acabo por estar muito mais tempo em casa, habituai-me a uma rotina de leitura de vários sites e blogs, e claro que sinto a obrigação de publicar alguma coisa todos os dias.

Na vida profissional não teve qualquer influência, faço as mesmas coisas.

7. O que faz um bom blogue?

- O dinamismo. Um blog dinâmico tem grandes possibilidades de se tornar um bom blog porque naturalmente evolui. Depois, fixa leitores pelo interesse que os assuntos despertarem e a forma como são tratados. Eu conheço blogs com grande qualidade de escrita mas que são exageradamente densos. Os posts não podem ser pesados, um blog é uma coisa de leitura rápida. Poderá “abusar” de vez em quando, mas pouco.

O grafismo é importante. Um blog bonito cativa atenção durante mais tempo.

A presença do autor. Se um leitor se sentir correspondido, volta. Sempre. Se não houver retorno,voltará ou não. Não chegará ser um bom blog, tem que ser muito bom.

||| Conversas de Café | cappuccino como desabafo [conversa 141]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. A convidada de hoje é Magnólia (optou pelo anonimato), 46 anos, Licenciada em Administração Regional e Autárquica, Funcionária Pública, autora do blogue «Abafos & Desabafos».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

- O instinto mais básico do ser humano depois da sobrevivência, é a liberdade. Vivemos numa sociedade cada dia mais oprimida pelos monopólios dos meios de comunicação, onde a informação e a manipulação são a tónica dominante. Faz parte da nossa condição humana que, quando não encontramos a verdade, a procuramos.

Creio que à maioria dos meios de comunicação e aos políticos os aterroriza o fenómeno blog, porque temem a informação que não podem manipular nem controlar em benefício dos seus próprios interesses, e porque a pluralidade os coloca, muitas das vezes, em evidência.

Em Portugal, começam a surgir alguns casos pontuais que desmontam muitas vezes a “desinformação” com que somos bombardeados todos os dias. A verdade é que muitas das notícias polémicas que vêm a público, têm origem nos blogues. E este fenómeno tende a aumentar, não só porque qualquer pessoa tem facilmente acesso a um computador e à Internet, mas sobretudo porque possibilita a um mero cidadão expor as suas ideias em público, e permite que as mesmas sejam comentadas e debatidas, numa perspectiva “humana” e “democrática”. Considero que os blogues são uma fonte de informação alternativa, com uma clara tendência para a excelência, em alguns casos, na medida em que a Internet facilita a comunicação entre as pessoas. E não é isso que o ser humano pretende afinal? Comunicar para aprender a viver em sociedade?

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

- Para além da minha lista de links, que consulto regularmente, tenho nos Favoritos muitos outros blogues que aprecio em especial, nomeadamente espanhóis. E é interessante ver a evolução de uns e de outros. Não procuro nenhum tipo de blogue em especial, se bem que são aqueles de cariz político e social que mais visito. A pouco e pouco vamos conhecendo virtualmente alguns dos bloggers e é interessante saber quem realmente são e o que pensam sobre este ou aquele tema da actualidade, principalmente quando as questões se transformam em debates.

3. O que a levou a criar um blogue?

-Mera curiosidade. Numa daquelas noites de insónia, em que o sono tarda a chegar e em que parece que a noite é eterna, resolvi tentar seguir os “3 passos do blogger”, e foi quando este me pediu um nome para o título que me apercebi do que estava a fazer. Nem fazia a mínima ideia sobre o que iria escrever no blog, que rumo lhe dar, e por isso escolhi Abafos e Desabafos, na esperança de que, fosse qual fosse o caminho a seguir, se iria enquadrar na perfeição. Há uns tempos atrás, o meu blog desapareceu por completo, foi apagado. Fiquei com pena, principalmente porque desapareceram também todos os comentários e, se foi possível recuperar os posts, o mesmo não aconteceu com os comentários, o que ainda lamento sinceramente.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

- Não creio que o meu blogue tenha a visibilidade necessária para despertar o interesse da maioria das pessoas que fazem parte deste universo da blogosfera. Em contrapartida, criar um blogue, permitiu-me conhecer pessoas extraordinárias. Nós não podemos viver isolados, e os blogues permitem-nos relacionarmo-nos uns com os outros, para além do núcleo familiar, e sem sair de casa! Entendo que a blogosfera é um reflexo das pessoas que a formam, e nesse sentido, é necessariamente uma mais valia, em termos de reciprocidade de conhecimentos e opiniões.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

- Não, de modo algum! São um valioso contributo, isso é verdade mas, apesar da liberdade inerente, os blogues são em geral opiniões pessoais, dotadas de pouca imparcialidade, o que não pode de maneira nenhuma, em certos casos, ser uma qualidade. O jornalismo define-se por regras completamente diferentes. Uma das coisas que um jornalista nunca deve fazer, ou pelo menos tentar, é opinar sobre as notícias. Deve ser objectivo, informar com rigor e fazê-lo atempadamente. Talvez que, por esse facto, muitos profissionais da imprensa possuam um blogue, porque os blogues são, também, espaço para contar as notícias que nos meios de comunicação tradicionais, não tiveram lugar. Os blogues poderão ser uma das coisas mais importantes que aconteceram à imprensa, mas apenas, e se os bloggers se submeterem às mesmas regras de conduta e de responsabilidade que exigimos e esperamos dos meios de comunicação tradicionais. Mas, nesse caso, um blogue não deixaria logo se ser um blogue?

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

- Não influenciaram a minha vida profissional em nada. No entanto, em termos pessoais, vieram preencher um pouco do ócio existente.

7. O que faz um bom blogue?

- A resposta tende a ser, obrigatoriamente, subjectiva. Para mim, “um bom blogue” é um blogue cujos textos nos dão prazer ler, não importa o assunto, pode ser sério ou humorista, pode ser graficamente simples ou com um layout excelente mas, essencialmente, deve demonstrar que por detrás dele existe um autor, com ideias e opiniões, predisposto a comparti-las acima de tudo, de forma inteligente.

||| Conversas de Café | cappuccino de virtudes [conversa 140]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é Pedro Olavo Simões, 40 anos, Jornalista, autor do blogue «Fonte das Virtudes».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?
- Espreito pelo outro lado, porque prefiro janelas para a vida real.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?
- Tenho dificuldades em tipificar os blogues, porque considero que devem ser espontâneos, sob risco de serem enfadonhos. Sem nunca ter reflectido no assunto, posso dizer que procuro inteligência e gosto. Cabe aí tudo o que possa interessar.

3. O que o levou a criar um blogue?
- O famoso Verão de 2003, com essa estranha pandemia que se espalhou pelos acessos portugueses à Internet. Experimentei, tomei-lhe o gosto e, depois de pôr termo ao meu primeiro blogue (http://cercodoporto.blogspot.com), não descansei enquanto não criei outro.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?
- Estar na blogosfera é uma parcela do “estar na vida”, ou seja, algo que se suporta obstinadamente entre dias bons e maus. Crescendo e multiplicando-se, a blogosfera torna-se o mundo. E o que há no mundo das pessoas? Excelência, criatividade e beleza, a par da intriga, da calúnia ou da mesquinhez. Com uma diferença: na blogosfera, a filhadaputice é quase sempre apócrifa.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?
- Não. Quando um blogue cumprir os propósitos da Imprensa é porque já se transformou noutra coisa. Já há casos assim, que estão na blogosfera porque é essa a corrente dominante e porque as plataformas são de fácil utilização. E grátis.

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?
-Na medida em que são fontes de informação como outras quaisquer, isto é, sujeitas a crítica e passíveis de recusa.

7. O que faz um bom blogue?
- Ter pelo menos um bom leitor.

||| Conversas de Café | british cappuccino [conversa 139]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é Iain Dale, autor, jornalista e apresentador de televisão, autor dos blogues «West Ham Till I Die» e «Iain Dale’s Diary».

1. We realize the blogosphere has become a window to the cyberworld. How do you see the “weblog” phenomenon?
R:
It has enabled millions of people to have a voice in the democratic process. Previously they could only write a letter to their local newspaper. Today they can
say what they want, when they want and at no cost. Blogs have been liberating for many people and helped them engage in the democratic process.

2. When you travel in the blogosphere, what kind of weblogs do you search?
R: I have a list of about 15 blogs which I look at most days. It’s difficult to absorb more than that, but for my work I sometimes look at a lot more. They tend to be mostly British blogs, although there are one or two from other English speaking countries which I look at regularly, especially Kiwiblog (www.kiwiblog.co.nz)

3. Why do you create a weblog?
R: I started my blog as a real personal diary. It gradually became more political. I used it to air my views on big political issues of the day but also to enable people to know more about me. When I was a political candidate for parliament I used it in my campaign. I now use it to help me get paid media work on radio and TV.

4. Do you believe weblogs may replace online press?
R: No. There will always be a place for the mainstream media and blogs. I do not really see them in competition. They can complement each other. Many mainstream journalists have blogs too nowadays.

5. Do weblogs influence your life and your career?
R: Yes. I record my daily life and my blog has led to me becoming a well known political pundit in Britain. Without my blog it would have been more difficult to achieve that.

6. What makes a good weblog?
R: Regular posts. Personality. Controversy. Honesty