HÁ, TAMBÉM, UMA VONTADE africana de diálogo com o Brasil. A formação da União Africana e da NEPAD representam factores de animação interna no continente africano. O desafio de crescimento económico à taxa anual de sete por cento para quinze anos expõe o desafio e a dimensão corajosa do NEPAD. O objectivo de redução, para metade, da pobreza absoluta até 2015 é um propósito que o Brasil pode e deve acompanhar, partilhando experiências e sugerindo mecanismos. Compartilhar extensível aos desafios da escolarização e da desnutrição.
DEPOIS É IMPORTANTE ressalvar a nova política bilateral Portugal-Brasil, que vem perdendo o papel formal-diplomático, tornar-se-á fundamental nas políticas africanas nos países lusófonos. Agregado a este estreitar de relações está a aposta do tecido empresarial português no mercado brasileiro e a crescente presença de uma comunidade brasileira em Portugal.
APESAR DE EM 2002, em Brasília, durante a Quarta Conferência de Chefes de Estado de Governo da CPLP, se ter concluído que a mesma possuía pouca visibilidade na imprensa e esfera diplomática internacional, bem como frágil conhecimento interno dos países membros, a verdade é que a CPLP continua a ter muito por fazer. Reforçando-se a cooperação na área da saúde, com a prevenção, diagnóstico e assistência no flagelo da SIDA, permitiu-se a transferência de conhecimento tecnológicos e a formulação de políticas de acesso a medicamentos. Contudo, a CPLP vive do minimo minimorum. Isto porque, Portugal e Brasil raras vezes se acertam em termos de convergência de políticas de promoção da CPLP, lutando por um lugar de dominação, enquanto os PALOPs esperam mais do que aquilo que podem oferecer (ao mesmo tempo que alguns esperam apenas políticas de promoção da lusofonia, enquanto outros esperam da CPLP uma plataforma de desenvolvimento partilhado). Há portanto, problemas de base na CPLP. A fragilidade nevrálgica da organização prende-se com a sua fraca substância política e económica, capazes de fomentar processos dinâmicos de actuação cultural. Ademais, os projectos na área da saúde e a própria formação de centros regionais de excelência em desenvolvimento empresarial e administração pública são limitados face ao que é possível ser feito. Mesmo atravessando períodos de vacas magras.
É, ENTÃO, FUNDAMENTAL que a articulação luso-brasileira esteja de boa saúde. Vitalidade para a qual o Acordo Ortográfico é fundamental. Somente trabalhando em conjunto se poderá projectar políticas para África e fomentar oportunidades económicas, culturais e políticas.







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