Archive for the 'Benavente (terra e gente)' Category

886|Coutada Velha: e a segurança?

BENAVENTE NÃO É CONSIDERADA uma vila perigosa. Embora os índices de criminalidade não registem valores equiparáveis aos pólos urbanos nacionais, não deixa de ser factual que se vem registando um aumento de pequenos e médios delitos. A segurança pública é, obviamente, uma tarefa da Guarda Nacional Republicana (GNR). A Coutada Velha, localidade do concelho de Benavente, serve sazonalmente de paragem de indivíduos de étnica cigana. Para além do incómodo do acampamento, gera-se um sentimento de insegurança junto dos populares, que vão sendo abordados no requisito de água, fora as várias queixas de invasão de propriedade e roubo de aves de capoeiro e produtos agrícolas. Resta saber, depois das denúncias, o que espera a GNR para actuar, particularmente estando tal autoridade informada do recurso cíclico à localidade. Para quando a vigilância?

- Rio Sorraia -

UM DOS GRANDES handicaps da vila de Benavente, do ponto de vista turístico, é a falta de ofertas de veraneio. Para a própria população local, todo o concelho tem como atractivo, no período de Verão, as portas de saída. Incapaz de oferecer actividades de lazer, a autarquia parece entregar à lógica do mercado as possibilidades turísticas. A tabuleta anunciando “Algarve”, na rotunda do Porto Alto, reluz com o sol dos meses quentes. A um governo como o de António Ganhão, que ultrapassa as barreiras das duas décadas, não se exige nada menos que a fabricação de projectos de requalificação da região. Transformar um inóspito Rio Sorraia num atractivo local é uma necessidade premente. Resta saber para que década e com que executivo.

- Espelho Partidário -

PARA ALÉM DO ESPAÇO MEDIÁTICO, globalizado na imensidão da internet e no sensacionalismo televisivo, há outro rosto partidário que convém salientar, mas parece esquecido nos bastidores do poder político. Esse rosto, que habita nos espaços urbanos, mais ou menos camuflado, dá pelo nome de sedes ou delegações partidárias. Aqui, nas ruas de Benavente, onde o poder local é comunista há mais de três décadas, o PSD parece ter o rosto por lavar. A relação directa entre uma falta de capacidade de fazer oposição e o desleixo público parece aplicável para além do razoável. A sua sede tem as portas fechadas, seguramente perto de 365 dias por ano. Quem por lá passa - e é obrigatório passar rumo a Salvaterra de Magos - dá de caras com uma sede fechada, suja, desarrumada e gritando abandono. Será tal sede alegoria de um certo desinteresse pelo regionalismo político?

Justiça Benaventense

A comunidade benaventense respira agora de alívio com a condenação dos três assaltantes à bomba de gasolina «ETC», assalto ocorrido à um ano, e que vitimou a funcionária de serviço. O sucedido chocou a cada vez menos pacata vila ribateja, que se vê a caminhar para a insegurança verificada na vizinha Salvaterra de Magos. Vinte e um anos ainda é pouco para um assassino.

||| Localismos [1]

Sinto agora a necessidade e o dever de anotar avulsamente considerações pertinentes (ou não) acerca desta terra que passei a tomar como minha, quer goste quer não. E começo por falar de um caso a cinco minutos de Benavente e que na verdade espelha bem a desorganização camarária e — pese a seu favor — a boa vontade excessiva do seu presidente, António José Ganhão.

Na Coutada Velha, a 5 minutos de Benavente, vive um indivíduo, cujo nome desconheço, numa situação de ilegalidade aterradora. Na sua propriedade co-habitam cães, gansos, vacas, avestruzes, etc, todos mal nutridos, sem vigilância veterinária e sem autorização de propriedade de animais. Para além disso, o filho mais novo goza de uma regalia no mínimo revoltante: transporte especial para deficientes (carrinha da Câmara) levando-o e trazendo-o para e da escola, ao mesmo tempo que o pai anda a literalmente a passear de jipe e a incapacidade física provisório do rapaz já passou há bastante tempo.

Neste sentido, o Sr. António José Ganhão e o seu executivo andam a fazer vista grossa a um abuso de auxílio familiar. Não é possível continuar a pactuar-se com tamanha displiscência.

::Nota:: entretanto já arrancou o «Registo Provisório».