
O Conselho de Ministros do Emprego e Assuntos Sociais aprovou, na semana passada, a proposta, de uma directiva que eleva de 48 para 60 horas o limite da semana laboral, mediante acordo da entidade empregadora com o trabalhador. Naturalmente os europeus andam apreensivos. Como se já não bastassem as preocupações face ao aumento do custo de vida (que mais se sente nos países menos sólidos como Portugal) e das flutuações do desemprego.
Alvin Toffler, em «A Terceira Vaga», fala de uma sociedade onde o progresso tecnológico deixará mais espaço para o lazer (cujo documentário se apresenta um tanto ou quanto chato, por sinal). Todavia, a tendência parecer ser de retrocesso e não de progresso. Os direitos laborais conquistados durante o século XIX pelos employers ingleses estão agora postos em causa, tudo graças à nova lógica económica dos países emergentes, onde os trabalhadores não gozam de quaisquer direitos, como é o caso chinês. Na necessidade de acompanhar as tendências do mercado - desregulado - a Europa vê-se a braços com a recessão social. Esperam-nos temos difíceis e uma Nova Ordem Sócio-económica Global.
Ligação: sobre o assunto vale a pena ler este artigo no «Jornal de Notícias»



Uma medida louvável, como sempre! Com as coisas a ficar tão caras, passa-se a viver no local de trabalho. Não me venham dizer que não é benéfico!