DA TOLERÂNCIA: Fernanda Câncio, no semi-blogue «5 Dias», escreve assim:

[© stop racism by Han Soete]

É, sem dúvida, um artigo extremamente interessante, este, e que recomendo vivamente. Fernanda Câncio coloca-nos no olhar de uma criança de sete anos (ela própria) ao lidar com a diferença racial. Não só percebemos que o preconceito racial é uma herança cultural, como entendemos que a educação anti-racista não deixa de constituir um comportamento de diferenciação étnica. É óbvio que esta diferenciação não tem uma carga ideológica adjacente. Aliás, todo o ser humano tem consciência de si mesmo através do outro, daquilo que lhe assemelha e daquilo que os diferencia. O que é sinónimo de valorização étnica é aquilo que Fernanda Câncio descreve como: “… que permitiu até a uma criança colocar-se no lugar de superioridade que diz “eu aceito-te, vês?”. Essa superioridade à priori que se tornou intrínseca do ser humano, é que condiciona as relações raciais. O “eu aceito-te” ou “eu tolero todas as raças”, isto é, a tolerância racial (religiosa, etc.) são posições de auto-confiança e auto-afirmação. São posturas que denotam uma certeza de ser dono da verdade e que por isso mesmo se tolera aqueles que a desconhecem, aqueles que são menores. Isto sim, é a mentira social.

2 Responses to “”


  1. 1 O (A)Normal

    Como escreves tão bem?

  2. 2 O (A)Normal

    Há racistas e eu é que sou ruim?

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