
JUCA FERREIRA, novo Ministro da Cultura brasileiro, desaprova a substituição do “calçamento português da orla soteropolitana“. Caetano Veloso junta-se ao coro de protestos. Para Juca Ferreira o Iphan ( Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) caiu num erro claro: “Esse afã em substituir as marcas coloniais por padrões de urbanização despersonalizados não contribuem para o embelezamento da cidade nem para a melhoria da qualidade do ambiente urbano”. Acima de tudo, a medida do Iphan denota alguma desorganização estratégica na promoção da identidade brasileira. Se por um lado promove com elevados padrões de qualidade a memória africana no país, por outro está a apagar a herança colonial portuguesa. O património histórico português é uma marca da presença colonial e da formação do país. Retrata um período da história brasileira, ao mesmo tempo que representa um atrativo turístico. Acrescentar, não substituir o património cultural.
[vista do Pelourinho, centro histórico de Salvador, com marcas portuguesas; foto de rivello]


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