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Hospital Vila Franca de Xira

Para quem não sabe a minha mãe encontra-se internada a recuperar de uma intervenção cirúrgica no Hospital Reynaldo dos Santos em Vila Franca de Xira. Estar hospitalizada é já de si uma situação negativa, estar hospitalizada em Portugal é pior ainda. Infelizmente, à excepção do cirurgião, temos muita coisa negativa a apontar ao hospital, particularmente ao corpo de enfermagem e auxiliar de assistência médica. A arrogância, o desrespeito, a brutalidade e a má educação proliferam por ali. Mais notas negativas para o serviço de saúde e os seus “profissionais”. fica o aviso e descontentamento. Tomaremos medidas.

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Bricandeiras de Juventude

A juventude americana actual teve a infelicidade de não saber crescer num mundo em que as oportunidades estão em aberto e acesso aos bens de consumo de luxo nunca foi tão fácil. A par disso a hollywoodização dos padrões de comportamento tem a particularidade de adulterar a realidade, estimulando os comportamentos desviantes e alternativos. A «cultura juvenil» americana sofre do síndroma do «adquirido». Crescem sem limites, dificuldades e ideais, entregando-se assim ao sabor da corrente dos hábitos complexos das suas gerações.

Ao mesmo tempo, sociedades conservadoras tendem a estimular os desvios juvenis, que filhos de uma globalização de liberdades ilimitadas confundem-na com libertinagem e escolhas sem consequências, para além de preconizarem confrontos sociais e geracionais. Ademais, considerar crimes sexuais a prática de uma sexualidade consensual em menores de 16 anos, constitui uma desadequação e falta de sensibilidade para a realidade da juventude actual. O castigo maior será dado pela vida, quando estas jovens compreenderem que a gravidez não é uma experiência escolar nem se trata de um «reality show». Faz-lhes bem o choque de realismo. [link da notícia.Público]

A Inveja é uma coisa feia!

Depois da derrota de Portugal diante da Alemanha e da também surpreendente eliminação da Croácia pela Turquia, hoje foram os holandeses a ficarem pelo caminho. Pessoal e globalmente, a Holanda era tida como favorita, até porque chegava aos quartos-de-final sem mácula, apresentando um futebol estupendo. No entanto, as surpresas acontecem, e a Rússia de Guus Hiddink, seleccionador nacionalidade holandesa, ofereceu o “milagre russo” aos adeptos. A pergunta que,obviamente, se impõe é: será esta vitória e exibição obras do acaso, isto é, um acontecimento isolado, ou teremos uma Rússia madura até ao fim?

Fim de Ciclo

Luis Filipe Scolari diz adeus à selecção nacional pondo fim a uma experiência com altos e baixos e bastantes traumas. Em jeito de conclusão Scolari uniu os portugueses em torno do futebol e deixou-nos sempre às portas do céu. Jamais serei capaz de engolir a derrota com a Grécia na final do Euro 2004. Acima de tudo Scolari gozou de uma aceitação generalizada, nunca antes atribuída a um seleccionador português. Quando ele diz que não se justifica toda a gente aceita, quando ele perde é sempre um vencedor, quando ele erra é natural, quando ele fala é lei. A imprensa, provinciana, sempre foi conivente com os seus métodos e escolhas. A forma como sai da selecção - com uma eliminação que marca um sem fim de erros repetidos (já deveríamos conhecer a Alemanha de “gingeira” - repõe a veracidade do seu trabalho.

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Erémos os máiores!

Portugal perdeu ontem diante da Alemanha. A derrota não foi todavia uma novidade, nem tão-pouco acabou com uma esperança, com o sonho talvez. Porque a grande essência do sonho é a sua difícil realização. A derrota e a consequente eliminação expôs, a nu, a realidade da selecção nacional: fracas alternativas na baliza, defesa inconstante e cada vez mais dependente de Pepe, meio-campo centrado em Deco (correr por um contrato) e uma frente de ataque presa ao futebol de Cristiano Ronaldo, e acima de tudo espelha a fraca capacidade de gestão de Scolari. Tristes os que sempre se iludiram. Manteve-se também a tradição da época Scolari, sempre que Portugal se encontra a perder não é capaz de dar a volta ao resultado. Causas? Do banco não saem soluções. Scolari é um treinador que se esgotou no tempo, as suas substituições não têm nada de alterações tácticas ou de resposta a estímulos do jogo. Limita-se a retirar um avançado e colocar outro avançado, e por aí fora. Só essa incompetência justifica a substituição de Moutinho por Meireles num momento em que estava a perder por 2×0, para depois retirar o Petit e fazer entrar Postiga e Nuno Gomes dar lugar a Nani. Tardias e sem leitura de jogo. Quanto a Ricardo…para quando no banco?

Adeus Scolari, finalmente!

Um Abraço

O meu grande amigo Francisco atravessa momentos difíceis, com o agravamento da doença do avô. Apesar da dor que advém da inevitabilidade do devir, do natural ciclo da vida, ele pode (e deve) sentir-se priveligiado. É um dos últimos que conviveu de perto com os avós, que cresceu acarinhado por aqueles sábios da vida. E ao amá-lo de perto fez os avós sentirem-se úteis, parte da família. E isso é uma raridade.

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O País Porreiro, de novo

Se José Sócrates continua a ter uma visão ultra-positiva do futuro do país - não fosse ele o chefe do governo - já os portugueses não vão em cantigas fáceis. Segundo a «Marktest» grande parte dos portugueses não tem grandes esperanças em melhorias. E pode um governo argumentar o que quiser porque a motivação e o desânimo sociais sempre foram determinantes da construção económica.

Que Não Sirva de Desculpa

Portugal defronta amanhã, em Basileia, a Alemanha, num jogo a contar para os quartos-de-final do Euro 2008. Se Cristiano Ronaldo se afirma confiante já Nuno Gomes diz não gostar do novo relvado. Como ele não marca golos, de maneira nenhuma, pode ser que o desagrado funcione como psicologia invertida.

Falou e Disse

Mário Soares assina uma interessante crónica no «Diário de Notícias». A meio caminho afirma o seguinte:

Claro que a crise global não é só energética e alimentar - as duas que mais afectam os cidadãos comuns. É também política, financeira, económica, social e ambiental. Uma crise de civilização, estrutural, que teve o seu epicentro na América de Bush - que está a chegar ao fim do seu mandato - e que começa a repercutir-se na Europa e nomeadamente na nossa vizinha Espanha.

Vai chegar cá. Ninguém tenha ilusões. As pessoas conscientes estão a perceber que é inevitável que assim aconteça. Mas é preciso fazer-lhes frente, com coragem, inteligência e bom senso. É, por isso, que todos começaram a manifestar preocupações sociais (que muitos antes não tinham) e ninguém já se atreve a reclamar - como no passado recente - “menos Estado”, “mais privatizações de sectores públicos” e a apostar na globalização neoliberal, cujos desastrosos resultados estão à vista. [link]

Adieu, Adieu

A Itália venceu a França, dando razão aos que afirmam que a história se repete. Se o futebol também é uma roleta cíclica então os franceses ganharam um ódio de estimação: a Itália. Desportivamente, claro. À excepção da brilhante Holanda, o “grupo da morte” foi na realidade o “grupo do aborrecimento”. Paupérrimas as selecções transalpina e gaulesa. Uma França à procura de si mesma, desestruturada e muito mal comandada por um arrogante sem nexo, Raymond Domenech, e uma Itália inconsistente, órfã de um organizador de jogo com a ausência de Totti. Vêm aí os quartos-de-final, sem grande promessa de brilhantismos.