|||A EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:
O comércio internacional registou um crescimento assinalável com o século XIX. O desenvolvimento operado ao nível do comércio internacional caracterizou-se pela multilateralidade das trocas e pela interdependência das economias participantes, gerando um efeito de arrastamento particularmente verificável nas economias menos desenvolvidas.
Enquanto a Europa se ia tornando especializada numa massiva produção industrial surgiu a necessidade de desenvolver mercados de colocação dos produtos produzidos na Europa, mercados esses que teriam de ser extra-fronteiras europeias. Esses mercados de excoamento de produção europeia eram também os grandes fornecedores das matérias-primas e dos produtos alimentares ao Velho Continente e Estados Unidos.
Este multilateralismo comercial teve na base do surgimento da interdependência económica, caracterizando-se pela existência de circuitos comerciais diversificados, onde se balançavam défices com excedentes. A Europa era, contudo, o palco central deste comércio à escala mundial, onde se jogavam as trocas entre produtos manufacturados e matérias-primas.

No que concerne às políticas económicas assistiu-se a uma alteração entre proteccionismo e livre-cambismo. O primeiro procurava proteger as indústrias nacionais através da aplicação de taxas aduaneiras à concorrência estrangeira. O segundo caso foi adoptado pela Inglaterra que reduziu e por vezes aboliu as referidas taxas, traduzindo-se numa baixa de preços. O sucesso da medida influenciou outros países europeus e os Estados Unidos. Apartir de 18970/80 a maioria dos países regressou ao proteccionismo alegando dificildades económicas.
[HEGEMONIA INGLESA E NOVAS POTÊNCIAS]
No final do século XIX a Inglaterra detém a hegemonia económica mundial aliçercada pela capacidade superior em termos de máquinas a vapor, liderança na produção de carvão, ferro e aço; detenção da maior frota comercial do globo; é o principal exportador de têxteis, máquina e bens de equipamento; possui extensa densidade ferroviária; maior volume de investimentos no estrangeiro e foi a maior beneficiada com a Conferência de Berlim (1884) que dividiu o continente africano.
A segunda metade do século XIX corresponde ao crescimento económico e industrial dos Estados Unidos, facilitado pela abundante presença de recursos naturais, pela chegada massiva de imigrantes e pela qualificação da mão-de-obra. Instalaram-se fábricas de lã e algodão, carvão e aço e desenvolveu-se a indústria eléctrica. O desenvolvimento da organização do trabalho originaram um crescimento tal que tornaram os EUA a principal potência mundial no início do século XX.
Na mesma altura — segunda metade do século XIX — o Japão empreendia o seu processo de industrialização, o conhecido período Meiji (das luzes), baseando-se no modelo ocidental, importando para isso técnicos estrangeiros que dirigia uma abundante e disciplinada mão-de-obra.


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