[Exploração Capitalista dos Campos]
Paralelamente ao alargamento das vias de comunicação foram-se registando alterações ao nível da produção agrícola com a introdução de novos instrumentos e máquinas industriais e a canalização de investimentos para o campo. Em consequência disto, a agricultura abandonou o seu carácter de subsistência e assumiu uma faceta de agricultura de mercado. A penetração capitalista dos campos caracterizou-se por uma concentração de propriedade conseguida pela aquisição, forçada ou não, de propriedades pertencentes a pequenos proprietários e, sobretudo, pela anexação de terrenos baldios — aumento de áreas exploradas traduzir-se-ia num aumento da produção — e incremento de novas técnicas como os adubos químicos, a mecanização do trabalho e, em alguns casos, na especialização de culturas.
O comércio internacional de produtos alimentares desenvolveu-se, beneficiando do enlatamento dos produtos e da introdução de processos de conservação frigorífica, métodos aplicados para o transporte ferroviário e navegação a vapor.
As transformação de produção agrícola originaram um êxodo rural, uma vez que a compra de pequenos terrenos e a mecanização de métodos de produção, libertaram significativas quantidade de mão-de-obra para a indústria citadina.
[Mercados Nacionais]
O desenvolvimento das vias de comunicação e dos meios de transporte contribuiu para a formação de mercados nacionais. O aumento exponencial da circulação originou a diminuição das tarifas e do preço médio do transporte, o que estimulou o consumo e diminuiu o número de áreas isoladas. Verificou-se, então, uma unificação do mercado interno nacional.


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