Foi sem dúvida por isso que PPM me “chumbou” depois de me ter pedido alguns artigos para ler. Primeiro, não sou conservador mas liberal, segundo o meu registo é mais blogosférico (se é que isso existe) do que formal-discursivo. Porque para mim Bush não é um gajo porreiro, o casamento homossexual deveria ser uma realidade, porque o aborto para mim era uma questão de saúde pública e porque «Deus, Pátria e Família» não me dizem nada comparado com «Liberdade, Igualdade e Fraternidade».
REVISTA ATLÂNTICO: Já há uns tempos que andava para escrever sobre a revista liderada por Paulo Pinto Mascarenhas (PPM), mas só hoje surgiu a oportunidade. Através do departamento de estudos políticos da Universidade Católica Portuguesa (ao qual agradeço) recebi, durante um ano, gratuitamente, a «Revista Atlântico». A leitura que começou entusiástica com o tempo foi-se perdendo, seleccionando uns e outros textos, até que quase só lia a Carla Hilário Quevedo e o João Pereira Coutinho. De maneira geral, a Atlântico foi-se tornando uma revista elitista e de leitura nem sempre acessível. Talvez os seus responsáveis não pretendam que seja de outra forma, talvez a Atlântico seja um reflexo de outro atlântico, mas sem dúvida que esse reflexo provoca ondas muito menores, quando tem por público-alvo um grupo de pessoas reduzidas: intelectuais conservadores. E assim, na verdade, deixei de ler a revista, foram-se acumulando sucessivos números, numa gaveta própria, sob o pretexto de que as irei ler, e talvez até o faça. Contudo, não se justificou assinar a revista. Talvez compre avulsamente um número ou outro. Em suma, perdi o interesse.


Parabéns… por colocares finalmente a revista na gaveta.