{§}Nazaré.
POR ESTES DIAS estive na Nazaré. Velha pérola da identidade portuguesa tradicional: pescatória, trajando de negro e de sofrimento, queimada pelo sol do sacrifício. Esta Nazaré que marcou boa parte do mapa cultural português, mistura-se hoje com uma Nazaré marcada pelo turismo intenso e pelo comércio que abruptamente cresce em seu redor. O ascensor e as dezenas de casas de comércio ou as gelatarias rasgam parte da velha face nazarena, tornando a cidade costeira da zona centro numa cópia mais a norte das zonas costeiras algarvias. A oferta nazarena é agressiva: dezenas de mulheres da Nazaré oferecendo “quartos, rooms e chambres” ou cajús, amendoins e torrão de alicante. Ali tudo se paga num corrupio que se tornará desvantajoso num futuro próximo. Paga-se para visitar um museu mediano, paga-se para ir às docas fotografar os pescadores. Nazaré caminha para um turismo agressivo do tipo algarvio que poderia ser contornado e potenciado o caráter típico. O transparente das águas ajuda a promoção da região, mesmo quando a bandeira verde seria bem mais para o amarelo noutros lugares.
Afixado por: [JFD] at Julho 20th, 2009 em Krónica
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