{§}Aborto e duplicado.
A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO foi temática de destaque social durante largo tempo, arrastando consigo fervorosas discussões ideológicas e religiosas num processo similar ao atual debate sobre o casamento homossexual. A legalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) não deve significar uma liberalização do aborto como substituto dos métodos contracetivos, primeiro porque não serve de prevenção, segundo porque não evita o contágio de doenças sexualmente transmissíveis e terceiro porque um aborto é uma solução última impregnada de violência psicológica. Quando a discussão é um possível pagamento de uma segunda IVG, como avança Luís Graça, director do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santa Maria ao jornal ‘Público‘, entramos de novo em terrenos arenosos. Se a saúde é um direito público e um dever estatal também é verdade que o não pagamento da IVG aliada a uma baixa escolaridade e a uma ausência de sensibilidade e educação sexuais poderão criar uma dependência do método incontrolável. Pagar ao segundo aborto (excetuando violações e más formações) poderá funcionar como um entrave e obrigar à tomada de medidas preventivas. Estar logo contra às vezes é mais fácil.
Afixado por: [JFD] at Julho 15th, 2009 em Krónica


Defendo o direito à escolha. Não deve ser criminalizada a prática a alguém que não tem condições e, portanto traria ao mundo uma criança para sofrer, não deve ser criminalizada a prática a alguém que foi violada. O corpo é de cada mulher e, parece-me legítimo que a mulher tenha o poder de decidir.
Não defendo é que o aborto sirva como método contraceptivo. Depende da formação e personalidade de cada mulher, como todas as decisões. Para isso serve o livre árbitrio.
Comentário por Francisco Reis — 16 de Julho de 2009 @ 17:01