London.

LONDRES é uma cidade de um cinzento celestial que emprestou ao Porto a sua mais profunda essência: a mágica identidade. A cidade cumpre-se a si mesma na sua orgulhosa cacofonia urbana de metrópole mundial. As luzes intensas de Picadilly Circus, o cheiro a chuva nas ruas, a ordem estampada no urbanismo dos telhados da Mary Poppins, a elegância sempieterna da Tower Bridge, os táxis e os autocarros, as fachadas inebriantes de uma arquitetura que rasga toda a noção de cidade. A lógica estética e a poética britânica cheiram-se nas pedras da calçada, no trânsito humano, nas bicicletas que acompanham a marcha compassada do tráfego londrino. A sensação de espaço no meio de dez milhões de pessoas. A individualidade múltipla dos sujeitos. Os excessos sensoriais de um urbanismo que nos agarra libertando-nos de outras prisões de betão. As pontes. Os museus. A narrativa participante numa cidade feita para ser assim: grande, enorme, perfeita.
Afixado por: [JFD] at Novembro 9th, 2009 em Instantes

