
Sentei-me, vinte minutos antes do apito inicial, no sofá. Camisola de Casillas vestida e a ansiedade natural de que acima de tudo deseja o pior à selecção alemã. A esse desejo junta-se a certeza de que a Espanha seria (e é) o mais justi vencedor. Pela proximidade de estilo de jogo, a selecção espanhola é, como já disse antes, aquilo que a selecção portuguesa quer ser quando for grande: pragmática, coesa, determinada, dinâmica, com um guarda-redes a sério e avançados que conhecem o significado de «finalização».
Num Europeu fraco, em que as mais talhadas equipas ficaram pelo caminho, a Espanha é uma justa vencedora, pela continuidade exibicional e pela humildade pragmática - soube não cair em euforias típicas lusitanas. A Espanha sucede à Grécia (vergonha nossa) como campeã europeia. Uma campeã mais justa, mais verdadeira, mais real. Hay que tenerlos!



el café, café y el brandy, brandy
arriba españa
casillas: seguríssimo
puyol: um senhor
sergio ramos: cheio de vontade
senna: nunca me vou esquecer que fez 45 minutos sem falhar um passe
iniesta: admiro a forma como coloca a bola nas costas da defesa
silva: excelente técnica
villa: el matador!
torres: o menino bonito que fez a espanha ganhar a final (não só por causa do golo)