O crescimento e o desenvolvimento são dois indicadores sociais que tendem a ser confundidos pela generalidade dos cidadãos e, em alguns países, ainda se mantém como sinónimos. Na verdade, crescimento não implica desenvolvimento, mas já o contrário não é tão verdade. Por crescimento entendemos a dinâmica populacional, o investimento, o aumento do produto interno bruto (PIB), em suma, crescimento designa em lato senso crescimento económico. Quanto a desenvolvimento, é um factor mais complexo, uma vez que remete para o bem-estar social, para a redução das assimetriais sociais, qualidade dos serviços de saúde, educação, índices de satisfação generalizada, consumo de massas, acesso a bens culturais, satisfação de espectativas, baixo desemprego, fácil ascensão social.
Todavia é extremamente difícil conciliar crescimento com desenvolvimento, particularmente em países de crescimento recente, onde a estabilidade política é uma incerteza ou vive estágios primários. Quando a Liga para a Protecção da Natureza (LPN) aplaude a decisão do governo em não financiar os combustíveis para a pesca, fá-lo consciente do saldo negativo dos recursos ambientais, ecologicamente fundamentados e acima de tudo, certos de que o ambiente tem de ser uma prioridade na arena política internacional. Ao mesmo tempo, a falta de subsídios agrava as pescas nacionais tornando-o um sector pouco rentável, onde Portugal poderia contrair receitas de milhões contrai tostões, ao sabor de acordos comerciais muito pouco favoráveis. Continua a faltar-nos «autonomia decisória».




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