Qual Lusofonia?

A política da língua portuguesa no mundo tem sido uma espécie de bandeira metapolítica em torno de uma CPLP que ninguém compreende muito bem o seu alcance. O acordo ortográfico apresentou-se como um passo significativo na uniformização da lusofonia, ao mesmo tempo que apresenta uma estratégia de promoção do conceito «lusófono» como não se preconizava antes. Todavia, a uniformização dos endereços de correios electrónicos  diplomáticos portugueses através de numenclatura inglesa (@foreignministry.pt) parece contrariar o primado da lusofonia. Vasco Graça Moura critica a medida e vai mais longe, ao afirmar que a alteração “só vem mostrar a insensibilidade do Governo nas questões relacionadas com a língua portuguesa (…) começou com a campanha Allgarve, continuou com o Acordo Ortográfico e agora com isto“. O eurodeputado tem sido um grande activista contrário ao acordo ortográfico. Para ele há uma política da língua portuguesa que passa por outros valores que não a aplicabilidade estratégica em si. Para ele, a lusofonia, não passa de uma exportação dos «Lusíadas». Graça Moura olha a política da língua portuguesa como Salazar olhava a política externa portuguesa: orgulhosamente sós. É isso?

2 Responses to “Qual Lusofonia?”


  1. 1 Francisco Reis

    E se se formasse a Associação Pró Direitos da Lingua Portuguesa?

  2. 2 Talk Talk

    Quanto ao acordo ortográfico tanto se me dá como se me deu! Continuo a escrever como aprendi e que se lixe o resto.
    Agora não concordo com essa dos mails! Só tinham que permanecer em português!

    Um abraço

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