O dia 11 de Setembro de 2001 marca uma viragem no panorama das relações internacionais e nos dilemas de segurança. O mundo como nós o conhecíamos deixou de existir. O preconceito religioso ganhou novos contornos e a as políticas externas centraram-se numa nova ameaça real: o terrorismo. O choque de civilizações voltou à agenda internacional e o mundo anárquico de Hobbes ganhou nova força.
Independentemente de gostarmos de Bush ou não, de pactuarmos com a sua política externa colonialista económica, a verdade é que precisamos de uma potência que vigie a paz kantiana, num mundo cada vez mais marcado pelo sisma ocidente/resto.
Tal como Fukuyama anunciou o fundamentalismo religioso tornar-se-ia uma ameaça às democracias liberais. Dezassete anos depois desta tese os factos estão aí e a paz mundial foi suplantada pelo alerta permanente do perigo do terrorismo. Com terroristas não há diálogo possível, não há cedências sob pena de repetirmos os erros do genocídio da Alemanha nazi.



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