Ao longo de três décadas de poder na Madeira, Alberto João Jardim, construiu uma imagem pública extremamente controversa e espalhafatosa. Ao lado do claro crescimento e desenvolvimento do arquipélago conseguido, AJJ tem sido fortemente acusado de governação autoritária, silenciamento da oposição, corrupção com fins pessoais. Apesar disso as eleições continuam a mantê-lo no poder. Esta questão é fortemente contestada até porque não há espaço, no espectro político madeirense, para o debate político. Pesem todas as contrariedades da sua personalidade pública, Alberto João Jardim é um dos mais carismáticos membros do Partido Social-Democrata (PSD). Num partido às portas da desagregação interna e da perda de identidade política, acentuada pela saída abrupta de Luís Filipe Menezes, e com o avanço de uma candidatura séria de Manuela Ferreira Leite, cujas implicações externas não trarão capacidade de oposição ao governo do PS, alguns militantes voltam-se para Jardim, procurando uma solução para a reconstrução da imagem do partido. O momento tem-se tornado uma «feira de vaidades», entre “sou candidato” e “não sou candidato”, e a candidatura de Alberto João Jardim colocará em cheque a legitimidade do partido. A política avança para tomar o lugar do circo — pão e política para distrair o povo.
Ao longo de três décadas de poder na Madeira, Alberto João Jardim, construiu uma imagem pública extremamente controversa e espalhafatosa. Ao lado do claro crescimento e desenvolvimento do arquipélago conseguido, AJJ tem sido fortemente acusado de governação autoritária, silenciamento da oposição, corrupção com fins pessoais. Apesar disso as eleições continuam a mantê-lo no poder. Esta questão é fortemente contestada até porque não há espaço, no espectro político madeirense, para o debate político. Pesem todas as contrariedades da sua personalidade pública, Alberto João Jardim é um dos mais carismáticos membros do Partido Social-Democrata (PSD). Num partido às portas da desagregação interna e da perda de identidade política, acentuada pela saída abrupta de Luís Filipe Menezes, e com o avanço de uma candidatura séria de Manuela Ferreira Leite, cujas implicações externas não trarão capacidade de oposição ao governo do PS, alguns militantes voltam-se para Jardim, procurando uma solução para a reconstrução da imagem do partido. O momento tem-se tornado uma «feira de vaidades», entre “sou candidato” e “não sou candidato”, e a candidatura de Alberto João Jardim colocará em cheque a legitimidade do partido. A política avança para tomar o lugar do circo — pão e política para distrair o povo. 


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