FIAT LUX: As reformas na Saúde sempre foram um conteúdo programático do governo de José Sócrates. Segundo parece, o objectivo primordial era a melhoria das condições do Serviço Nacional de Saúde, que tem apresentado esgares de terceiro mundismo. No entanto, provas há de que o fecho das urgências por esse país a fora não foi acompanhado de alternativas credíveis a não ser os cemitérios que, em última análise, não agradam a cidadão algum. Óbvio.
José Sócrates, sempre num tom que lhe próprio, admitiu a existência de algumas falhas que terão sido aproveitadas com “profunda demagogia”, nas suas palavras. Essa demagogia que tem por hábito atirar à cara da oposição tem sido o fato de gala do seu governo, mesmo que ao olhar-se ao espelho se veja despido.

Em declaração aos jornalistas, o Primeiro Ministro voltou a frisar o seu «provincianismo»:


Os meus pais são de uma aldeia, em Alijó. Compreendo as pessoas de Alijó. Compreendo o seu sentimento de insegurança porque, com a demagogia política que é utilizada, acham que o Estado, porventura lhe vai prestar menos atenção.

É fácil imaginar Ricardo Araújo Pereira a caricaturar tais declarações, contudo, é crucial que se entenda as preocupações dos cidadãos. Como me disse há pouco um membro do governo “amigo João, os ministros são como os melões - só depois de abertos…”. Está tudo dito.

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