SE QUERES SER BOM … morre ou desaparece, já diz o ditado popular. Suharto não só levou o ditado português a peito como é a personificação do mesmo. O Presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, que determinou uma semana de luto nacional, deu início à cerimónia, apelando aos indonésios a prestarem «homenagem a um dos melhores filhos da Indonésia». Enquanto o governo e demais apoiantes do antigo ditador clamam pelo perdão e pelo papel histórico de Suharto, Putu Oka Sukanta, que passou uma década na prisão por seus ideais de esquerda remata: “Não consigo compreender porque é que tenho de perdoar a Suharto, se ele nunca admitiu as suas culpas”.

O perdão na hora da morte, o esquecimento e a piedade que a frágil condição humana originam, não pode servir de escape ao passado de massacre e repressão que representou o governo de Suharto. A bem do futuro há que chamar as coisas pelos nomes. Ou porque morreram, Hitler, Estaline, Mussolini, e tantos outros, deixam de ser filhos da puta e tornam-se meninos do coro?

»» sobre o governo de Suharto e controvérsia Alkatiri/Xanana

1 Response to “”


  1. 1 O (A)Normal

    De facto acho bem que não se insulte um morto. É um aquestão de respeito. Mas no caso do óbito em causa seja de um brutal ditador ou de um assassino é capaz de não fazer sentido esquecer os seus crimes

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