Na nossa cultura, os mortos devem ser respeitados mas Xanana Gusmão nunca poderia ter ido a título pessoal (…) Temos que perdoar tudo, mas ninguém tem legitimidade para perdoar todos (…) Foi durante a Presidência de Suharto que a Indonésia invadiu Timor-Leste, que custou quase 300 mil mortos (…) A ida de Xanana Gusmão ao funeral, num avião da Polícia indonésia, foi um passo dado em falso, impensado, e cujo preço político será pago nas próximas eleições.
O governo de Suharto foi marcado por uma intensa repressão política e gestão económica assente na corrupção. Suharto era acusado de causar prejuízos ao Estado no valor de 600 milhões de dólares e de construir uma fortuna ilícita de 35 biliões de dólares. Devido ao estado de saúde do ex-ditador, Abdul Rahman Saleh, procurador-geral da Indonésia, retirou as acusações contra Suharto, em 2006.
Morre em 2008 como mais um criminoso político que escapou impune.



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