sinais dos avanços significativos da sociedade portuguesa — tendo presente que esta é ainda uma sociedade profundamente marcada pelo período de ditadura e seus efeitos psicológicos — é o aumento do número de mulheres licenciadas dos últimos 47 anos. Em 1960, o número não ia além das dez mil. Quarenta e sete anos depois o crescimento é superior a sessenta vezes.Segundo o «Diário de Notícias»:
Apesar da clara vantagem das mulheres no acesso ao ensino superior, mantêm-se ainda as grandes desigualdades no mercado de trabalho, onde há “forte segregação profissional”, explica Custódia Rocha. As mulheres, diz, enfrentam mais obstáculos para se inserir no mercado de trabalho e atingem apenas as posições mais baixas da hierarquia, exercendo funções para as quais estão sobrequalificadas. “Apesar da igualdade a nível de acesso, não se operacionalizaram questões como a eliminação de concepções estereotipadas dos papéis sociais”, adianta a socióloga. Os cursos com maior tradição feminina têm menor acesso ao mercado de trabalho e as mulheres continuam minoritárias nos cargos de chefia e decisão.



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