ODI ET AMO: As paisagens mentais originadas pelos «fins de ciclo», o saudosismo lusitano que me leva a olhar cada instante como um quadro pintado que tem mais cor na hora em que o deixamos para trás. Aquele nó na garganta que nos impede de prosseguir sem ficar presos às recordações, agrilhoados aos instantes especiais. É assim que olhamos cada dia o espelho, como símbolo do reflexo, máquina do tempo.
Apago a luz, olho para trás sobre o ombro que oscila,
As lágrimas de neón nos ramos verdes cintilam compassadamente,
O instante já passou …
O nó na garganta aperta mais que gravata em dias de festa …
É desta que com a saudade vou.
As lágrimas de neón nos ramos verdes cintilam compassadamente,
O instante já passou …
O nó na garganta aperta mais que gravata em dias de festa …
É desta que com a saudade vou.
Olho triste a aurora tripartida
Será que é vida?
Aquela que o relógio diz que passou.
E prendo-me, inevitavelmente, à poética dos sentidos,
Choro lágrimas secas e promessas vãs,
É amarga a hora, olho lá fora
O céu a sorrir.
Choro lágrimas secas e promessas vãs,
É amarga a hora, olho lá fora
O céu a sorrir.
É saudade … o toque de campainha.



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