APAGÃO ACADÉMICO: Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, num seminário promovido pela JS, subordinado ao tema «educação», afirmou que o número de licenciados desempregados em Portugal tem-se mantido constante desde há cinco anos. Esta afirmação, para além de descartar as responsabilidades do governo é também falaciosa em termos de aplicabilidade das condições naturais de emprego. Se por um lado se tem mantido constante é porque o governo não está de facto a criar oportunidades de emprego, por outro só é constante graças à ausência de inscritos no IEFP e ao crescente número de recém-licenciados em processo de emigração. A juntar a estes indicadores não analisados estão os inúmeros estagiários a recibo verde ou a remunerações precárias (150€/200€), situação que outrora apelidei de “propostas milionárias”. Obviamente que isto não entra no discurso oficial e, certamente, haverá quem encontre um sem fim de explicações para o sucedido. Mera retórica.
APAGÃO ACADÉMICO: Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, num seminário promovido pela JS, subordinado ao tema «educação», afirmou que o número de licenciados desempregados em Portugal tem-se mantido constante desde há cinco anos. Esta afirmação, para além de descartar as responsabilidades do governo é também falaciosa em termos de aplicabilidade das condições naturais de emprego. Se por um lado se tem mantido constante é porque o governo não está de facto a criar oportunidades de emprego, por outro só é constante graças à ausência de inscritos no IEFP e ao crescente número de recém-licenciados em processo de emigração. A juntar a estes indicadores não analisados estão os inúmeros estagiários a recibo verde ou a remunerações precárias (150€/200€), situação que outrora apelidei de “propostas milionárias”. Obviamente que isto não entra no discurso oficial e, certamente, haverá quem encontre um sem fim de explicações para o sucedido. Mera retórica. 


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