João Ferreira Dias nasceu em Lisboa, a 13 de Maio de 1984. Ao contrário da maioria das pessoas a data não tem, para ele, um significado religioso-católico, preferindo relembrar o dia como um marco em termos da constituição de um mundo mais igualitário, livre e justo. A 13 de Maio de 1888, a Rainha Isabel proclamava a «Lei Áurea», pondo fim a séculos de escravatura no Brasil, colminando um longo caminho abolicionista.
Oriundo de uma família portuense de ascendência judaica, pela parte da mãe, e de uma família alentejana comunista moderada pela parte do pai. Estudou no Externato Marista de Lisboa, onde recebeu um formação católica que não abraçou e fez a sua formação académica em Comunicação Cultural na Universidade Católica Portuguesa, tendo posteriormente frequentado o Curso de Especialização em Inserção e Política Externa do Brasil no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, onde obteve a melhor classificação com 17 valores. Realizou o estágio Curricular no Museu Municipal de Benavente, tendo organizado o I Ciclo de Actividades Afro-Brasileirando, com o apoio da Embaixada do Brasil em Lisboa e da Missão do Brasil à CPLP. Participou no progama «Latitudes» da RTP África sob o tema “religiões afro-brasileiras”.
Foi o fundador do Forum Internacional de Debate das Religiões Afro-Brasileiras (FORAFRO), já extinto, e é co-fundador da Associação Portuguesa de Cultura Afro-Brasileira (APCAB), uma instituição sem fins lucrativos, onde exerce as funções de Vice-Presidente.
No campo das letras, foi o coordenador da Revista «Vox Blogs Magazine», um semanário digital que pretendia abordar temáticas ligadas à blogosfera e à política portuguesa. Actualmente dirige a publicação trimestral «Sem Correntes», uma revista luso-brasileira da responsabilidade da APCAB, que reune académicos de diversas áreas com particular enfoque na cultura e identidade afro-brasileira.
Começou cedo a escrever, sentado na sua secretária em Benfica, virada para a rua. “Da janela do meu quarto vejo o mundo”, escreveu há alguns anos. A poesia, a crónica e o ensaio ocupam a sua criação literária. “A poesia é o alimento da alma, a frenética criação das emoções e dos sentidos. A mãe das virtudes literárias”, escreve.
Politicamente de «esquerda», prefere «liberdade, igualdade e fraternidade» a «deus, pátria e família». Apesar disso acredita que a construção de estado liberal e laico não implica um esquecimento das tradições populares portuguesa, defendendo convictamente a necessidade de políticas culturais que promovam o património imaterial.

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