A Agenda Mediática é definida por um grupo de indicadores/factores tipificados que filtram os acontecimentos e os tornam noticiosos. A relevância, a proximidade e o sensacionalismo são três dos mais significativos e recorrentes critérios na industrialização noticiosa. Por essa mesma lógica, as novidades culturais não representam temática de relevo maior. Obviamente que a culpa não é dos leitores (como se pretende muitas vezes fazer crer) mas daqueles que definem a linha editorial. Ora, se a cultura não é temática que receba atenção sobremaneira dos agentes noticiosos, a cultura regional passa então em branco. Pela ausência de uma consciência sócio-cultural dos profissionais do jornalismo e das agências noticiosas, o que acontece fora dos grandes pólos citadinos torna-se paisagem. A divulgação e o combate à inércia passam também pelas câmaras municipais, agentes privilegiados. É fundamental combater a degradação das estruturas noticiosas, torná-las generalistas e dotá-las de conteúdos publicáveis. Se nem tudo o que acontece é notícia, também é verdade que nem tudo o que é notícia é relevante.
A revista «Visão» faz capa com uma reportagem que promete varrer o país de comboio e mostrar o Portugal esquecido. O slogan cativante humedece também os ouvidos em spots radiofónicos. Ao engodo fiz-me às bancas e encontrei um exemplar no aeroporto de Lisboa. Os termos “publicidade enganosa” e “expectativas goradas” assentaram que nem uma luva na desfolhada da revista. São cinco páginas cheias de texto e uma mão cheia de fotografias. Esperava-se muito mais de uma reportagem de oito dias. A fotografia parece ter ficado em casa. Nota menos.
Numa competição tudo menos super, um mediano FC Porto cumpriu a tradição de perder com o Sporting. Ano após ano a defesa do Porto parece piorar, rompendo com décadas de histórica muralha. Porque uma equipa se constrói de trás, mais valia terem ficado em casa.
Francis Obikwelu coloca hoje um ponto final na sua carreira depois da derrota na segunda meia-final dos cem metros, em Pequim. Na hora da derrota deixa uma lição aos profissionais do futebol, uma lição de humildade:
Quero agradecer aos portugueses, porque toda a gente vê as minhas provas e quero pedir desculpa, porque estão a pagar para eu estar aqui e não consegui chegar à final. É um momento mau, porque esse é o meu trabalho. Queria dar pelo menos a final. Sinto-me na obrigação de pedir desculpas, porque esse é o meu trabalho e pagam-me para fazer isto. Deixei o meu país ficar mal.”
Seja ela qual for, a Selecção nacional com Queirós será outra coisa, pelo menos promete ser assim. Para já Ricardo fica fora dos convocados. Já não era sem tempo.
A parte pior das férias é sem dúvida o regresso. Voltar a beber da realidade, do quotidiano, da maquinação, da rotina. Voltar ao habitual que as férias deixaram dormente.
A aproveitar a silly season da melhor maneira possível - a meio gás com a crise financeira geral e climática - faço uma escapadinha ao ciberespaço para deixar esta notícia: “a pobreza no Brasil continua a diminuir“. Duas perguntas: o que têm a dizer os críticos do governo Lula? Afinal qual dos países é do terceiro mundo, Portugal ou Brasil? Think about it.
A preocupação com o vírus HIV/SIDA apareceu em força com a década de 1980, altura em que as questões dos direitos humanos e da qualidade de vida universal eram prato quente. Vinte e anos depois a SIDA já não faz agenda. É triste.
I got my first real six-string
Bought it at the five-and-dime
Played ’til my fingers bled
It was summer of ‘69
Me and some guys from school
Had a Band and we tried real hard
Jimmy quit and Jody got married
I shualda known we’d never get far
Oh when I lock back now
That was seemes to last forever
And if I had the choice
Ya - I’d always wanna be there
Those were the best days of my life
(CHORUS)
Ain’t no use in complainin’
When you got a job to do
Spent my evenin’s down at the drive in
And that’s when I met you
Standin on a mama’s porch
You told me that you’d wait forever
Oh and when you held my hand
I knew that it was no or never
Those were the best days of my life
(Chorus) Back in Summer of ‘69
Man we were killin’ time
We were young and restless
We needed to unwind
I guess nothin’ can last forever, no
And now the times are changin’
Look at everything that’s come and gone
Somethimes when I play that old six-string
I think about ya wonder what went wrong
Standin’ on a mama’s porch
You told me it would last forever
Oh the way you held my hand
I knew that it was now or never
Those were the best days of my life
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