Archive for Julho, 2008

Vitalidades

Vital Moreira é um nome da “praça”. Quer pelo «Causa Nossa» quer pelas crónicas que assina no jornal «Público». Lamentavelmente, digo eu, ele gosta de diambular entre o ódio fervoroso a José Sócrates e o amor incondicional ao governo deste. Ora aponta o dedo a falhas claras, ora aplaude fervorosamente qualquer promessa sensacionalista. É ler o seu blogue.

♪ O Compasso dos Meus Dias: Run Away Train, Soul Asylum

Call you up in the middle of the night
Like a firefly without a light
You were there like a slow torch burning
I was a key that could use a little turning

So tired that I couldn’t even sleep
So many secrets I couldn’t keep
Promised myself I wouldn’t weep
One more promise I couldn’t keep

It seems no one can help me now
I’m in too deep
There’s no way out
This time I have really led myself astray

CHORUS
Runaway train never going back
Wrong way on a one way track
Seems like I should be getting somewhere
Somehow I’m neither here no there

Can you help me remember how to smile
Make it somehow all seem worthwhile
How on earth did I get so jaded
Life’s mystery seems so faded

I can go where no one else can go
I know what no one else knows
Here I am just drownin’ in the rain
With a ticket for a runaway train

Everything is cut and dry
Day and night, earth and sky
Somehow I just don’t believe it

CHORUS

Bought a ticket for a runaway train
Like a madman laughin’ at the rain
Little out of touch, little insane
Just easier than dealing with the pain

Runaway train never comin’ back
Runaway train tearin’ up the track
Runaway train burnin’ in my veins
Runaway but it always seems the same

 

♪ O Compasso dos Meus Dias: Fields of Gold, Sting

You’ll remember me when the west wind moves
Upon the fields of barley
You’ll forget the sun in his jealous sky
As we walk in the fields of gold

So she took her love
For to gaze awhile
Upon the fields of barley
In his arms she fell as her hair came down
Among the fields of gold

Will you stay with me, will you be my love
Among the fields of barley
We’ll forget the sun in his jealous sky
As we lie in the fields of gold

See the west wind move like a lover so
Upon the fields of barley
Feel her body rise when you kiss her mouth
Among the fields of gold
I never made promises lightly
And there have been some that I’ve broken
But I swear in the days still left
We’ll walk in the fields of gold
We’ll walk in the fields of gold

Many years have passed since those summer days
Among the fields of barley
See the children run as the sun goes down
Among the fields of gold
You’ll remember me when the west wind moves
Upon the fields of barley
You can tell the sun in his jealous sky
When we walked in the fields of gold
When we walked in the fields of gold
When we walked in the fields of gold

[image by Stefan Elf]

Fátima Campos, REN e pimba!

Fátima Campos, presidente da Junta de Freguesia do Monte Abraão, é uma política “popularuxa”. Gosta de aparecer e tem muito sentido de gestão pública muito prático: rouba-se a uns para dar a outros. São circunstâncias. Obviamente que o caso REN, que ainda está por comprovar a teoria de perigo público, serviu acima de tudo para promover a imagem de FC e alargar os seus horizontes: há quem diga que ela suspira pela Câmara de Sintra. A derrota pode quebrar o ímpeto.

[image by sound mind]

Profissão: blogreader

À velocidade que se propaga a criação de blogues a leitura destes obriga a criação de um nova profissão: blogreader.

Spencer Elden

Toda a gente conhece a capa do segundo álbum dos Nirvana, «Nevermind», mas poucos sabem quem é ou onde pára o bebé cuja foto correu o mundo. Tem 17 anos, chama-se Spencer Elden, e está hoje no «Público»:

Duzentos dólares, um disco de platina de recordação e um urso de peluche. E uma série de encontros imediatos com a sua imagem em T-shirts, posters e decorações de lojas de discos. Estas são as recompensas que Spencer Elden recebeu por ter sido fotografado em todo o esplendor da sua nudez pueril para a capa de um dos álbuns mais importantes do rock: Nevermind, dos Nirvana, em 1991.

“Sou só um miúdo normal, a viver a vida e a fazer o melhor enquanto cá estou”, disse numa entrevista à National Public Radio (NPR) norte-americana. “Muito poucas pessoas no mundo viram o meu pénis. Por isso, de certa maneira, é fixe [ser o miúdo nu que persegue uma nota de dólar presa num anzol na capa do álbum de Smells Like Teen Spirit, Come as You Are ou Lithium].” Mas no ano passado comentava à MTV.com: “É um bocado assustador que tantas pessoas me tenham visto nu. Sinto-me como a maior estrela porno do mundo!”

Hoje, todo ele cheira a teen spirit, farto do liceu e com rebeldias suficientes para o levar ao internato num colégio militar por motivos que os pais não revelam. Ficaria Kurt Cobain orgulhoso do seu rapaz de capa? Está saturado da escola, do come as you are do liceu, como disse à NPR. “As mesmas pessoas, os mesmos professores… Ir até ao cacifo, preocupar-me com raparigas estúpidas… Quero fazer algo produtivo e não preocupar-me com a entrega do meu trabalho de casa de Matemática. Quero fazer alguma coisa, quero viajar.”
Festa na piscina

Spencer Elden vive em Los Angeles e a sua entrada na Wikipédia versa sobre o que fez quando nem um ano tinha, flutuando numa piscina no complexo de Rose Bowl, na Califórnia. Os pais eram amigos do fotógrafo Kirk Weddle, que trabalhava na capa para o segundo álbum dos Nirvana.

O pai, Rick, recorda como Weddle o convidou: “Rick, queres fazer 200 dólares e atirar o teu puto à água? Estou a fotografar miúdos esta semana, porque é que não apareces no Rose Bowl?” “Foi uma grande festa na piscina e ninguém tinha ideia do que se passava”, rememora Rick Elden. A família só percebeu quando, três meses depois, guiava em Sunset Boulevard e viu o filho num gigantesco cartaz.

Hoje, Spencer diz que gostava de ter sido adolescente nos anos 1990. Os seus correligionários geracionais “jogam Rock Band na Xbox, e isso não é ter uma banda a sério! Essa é a diferença entre os miúdos dos anos 90 e os de hoje - os miúdos dos anos 90 fariam de facto uma banda!”

“Pergunto-me se ele ouve Nirvana. O aspecto dele indica que devia ouvir”, comentava alguém, há um ano, face à imagem de Spencer publicada num blogue. Ele ouve sobretudo tecno, mas tem na parede a tal platina que a editora Geffen lhe mandou, juntamente com o ursinho, quando fez um ano e as vendas de Nevermind levavam o rock alternativo e o grunge para o mainstream. E foi capa, em 2003, de um álbum de McEvin Key.
Numa entrevista em 1994, Kurt Cobain e a mulher, Courtney Love, disseram querer convidar Spencer para jantar quando ele fosse mais velho. Mas a 8 de Abril Kurt Cobain foi encontrado morto em Seattle. Plano eternamente adiado. Oh well, whatever, nevermind.

Os Resíduos da História

A herança social, política e cultural de qualquer guerra condiciona o futuro das nações e dos demais actores internacionais. É a inevitabilidade das consequências históricas. Todavia há casos em que a história nos entra porta a dentro, acendendo fogueiras que se queriam extintas e abrindo feridas há muito cicatrizadas. Hoje Budapeste acordou assim.

O País Porreiro

Existem certos atrasos que são compreensíveis e naturais, muitas vezes causados por problemas alheios à própria estrutura empresarial ou estatal. Outros, que afectam directamente a estabilidade social, já não merecem a dúvida razoável. Porque há atrasos e atrasos, e permitir a libertação de presos por incapacidade de realização dos exames psicológicos dentro do tempo legal, é extremamente grave. Mas pronto, segue o país porreiro.

♪ O Compasso dos Meus Dias: Talking about a revolution, Tracy Chapman

Don’t you know
They’re talkin’ about a revolution
It sounds like whisper
Don’t you know
They’re talkin’ about a revolution
It sounds like whisper

While they’re standing in the welfare lines
Crying at the doorsteps of those armies of salvation
Wasting time in the unemployment lines
Sitting around waiting for a promotion

Poor people gonna rise up
And get their share
Poor people gonna rise up
And take what’s theirs

Don’t you know
You better run…
Oh I said you better
Run
run
run…

É notícia ou é propaganda?

Segundo leio no «Público online» a Ponte 25 de Abril não será paga durante o mês de Agosto. Isto é alguma espécie de preenchimento do vazio noticioso ou trata-se de uma viagem pelo túnel do tempo? É que apesar do governo “socialista” (?) de José Sócrates ter colocado em hipótese o pagamento de portagem durante este período, a realidade é que o tráfego durante o mês forte de férias é gratuito desde 1996.