
Pedro Passos Coelho tem vindo a ser descrito na imprensa como um candidato recente, como um fruto da juventude partidária. Mas Passos Coelho é muito mais do que isso. Na verdade o candidato mais jovem à liderança de um partido à beira da desagregação há décadas que é um embrião de uma liderença. Desde os treze anos voltado para a participação política, só perto da idade da “ternura” Passos Coelho saiu da bolha do partido. Quem o conhece diz que paira sobre as forças internas, optando por manter-se fiel aos princípios. Pedro Passos Coelho preparou-se, desde a adolescência para a liderança partidária. A sua genética é política. Nesta excelente rúbrica falta referir que Passos Coelho é um contemporâneo de José Sócrates na JSD. Aliás, partilham uma mesma postura pública e relação com os media, pelo que uma possível vitória sábado tornará o PSD num partido cada vez mais similar ao PS.

Co-anfitriã do Europeu que se avizinha, a Suiça pretende galgar a fase de grupos e passar aos jogos “mata-mata”. Para isso precisa de deixar para trás a República Checa, Portugal ou a Turquia. A selecção da cruz branca, guiada por Jakob Kuhn, herda uma tradição marcada particularmente pelo Mundial de 1994, nos Estados Unidos, onde Alain Sutter, Brian Sutter, Stéphane Chapuisat e Ciriaco Sforza deixaram a sua marca. Desses tempos mantém-se Pascal Zuberbühler, histórico guarda-redes. Apesar de marcado por um passado recente de uma mão cheia de heróis, o futuro avizinha-se risonho com Degen, Senderos, Barnetta, Vonlanthen, Fernandes, ou os já experientes Müller, Cabanas, Yakin e Frei. A «Helvetia» é uma das mais simpáticas selecções.
Jogador em Destaque: Alexander Frei
Jogador de Ouro: Stéphane Chapuisat

Depois de ter sido anfitriã da prova anterior, em 2004, a selecção nacional portuguesa pretende agarrar a hipótese de deixar a sua marca na competição deste ano. Porque um finalista derrotado é o primeiro dos últimos, à equipa das “quinas” nada interessa mais do que a conquista do troféu. Apesar do clima de euforia criado em torno da selecção, como vem sendo habitual, as expectativas e os índices de confiança dos adeptos não são os mesmos do Europeu anterior. Primeiro porque Scolari não goza da mesma aceitação generalizada, o que é natural, segundo porque a equipa está extremamente dependente de Cristiano Ronaldo, terceiro porque não apresenta soluções de qualidade no ataque. A ausência de Maniche dos convocados coloca ainda mais à vista os contrastes do meio-campo, marcado por jogadores inexperientes ou com poucos jogos esta época. A esperança centra-se na qualidade dos extremos: Ronaldo, Simão, Quaresma e Nani. A baliza estará entregue a Ricardo, depois de uma época para esquecer ao serviço do Bétis de Sevilha. Na defesa só há uma certeza, a titularidade de Ricardo Carvalho. Bosingwa e Pepe apostam na estreia na competição, sabendo que Meira ou Bruno Alves não são escolhas totalmente seguras para o eixo da defesa. O meio-campo deverá ficar a cargo de Petit, Moutinho e Deco, sendo que Miguel Veloso e Raul Meireles espreitam uma oportunidade, depois de uma época marcada pelas lesões, a convocatória de Petit foi surpreendente, tanto mais que Pelé ou Pedro Mendes poderiam fazer parte dos eleitos. Depois no ataque as dúvidas maiores em termos de esquema de jogo. Nuno Gomes, Hélder Postiga e Hugo Almeida mantém a tradição da mediania na selecção nacional. Uma aposta em Ronaldo para a posição 9, apoiado por Simão e Quaresma, embora arriscada, apresenta-se com maiores probabilidades de sucesso.
Sistema: 4×3x3
Jogador em Destaque: Cristiano Ronaldo, Manchester United
Jogador de Ouro: Eusébio.

Faltam quase 15 dias para o começo do Europeu de futebol co-organizado pela Suiça e Áustria. O acontecimento desportivo mais importante para o Velho Continente e que representa uma particular manifestação de massas, criando um espontâneo e pontual teatro de rua. A imprensa é agendada pelo acontecimento ou mais precisamente pseudo-acontecimento, uma vez que se trata de um produção destinada à espectacularização da prática desportiva. A instabilidade económica-política-social perde relevo. O preço dos combustíveis é relativizado pela necessidade de chegar a tempo junto do pequeno ecrã. Os media embrutecem-nos com a chegada dos jogadores ao estágio, com a alimentação, as conferências de imprensa, as concentrações de adeptos, os treinos, os mais pequenos fait-divers capazes de produzir qualquer tempo de antena. A capacidade de produção noticiosa é reduzida ao mínimo. Os campeonatos europeus e mundiais de futebol são a pior altura para crises nacionais ou internacionais. É preciso esperar que passe o espectáculo mediático, ao qual não somos imunes.

Nas próximas duas semanas decide-se o futuro de Cristiano Ronaldo, o mais famoso «7» do mundo. Depois das garantias de permanência em Manchester, os milhões que assobiam de Madrid podem desviar a rota do português depois do Euro’08. Há, certamente, no meio deste negócio a mão invisível de Nereida Gallardo, a namorada espanhola de Cristiano Ronaldo. Pese o poderio financeiro e desportivo do Real Madrid, Ronaldo jamais encontrará um clima favorável à sua volta como em Inglaterra e particularmente nos «read devils». A mística da camisola 7, dos extremos fantásticos, dos palcos emotivos, serão substituídos por mais meia dúzia de milhões, visibilidade internacional, proximidade com os títulos individuais, mas também por estádios menos contagiantes, por um futebol menos electrizante e com jogos menos apelativos. De Espanha nem bons ventos nem bons casamentos, já diz o ditado que se poderá aplicar a Ronaldo, caso as coisas não corram como esperado. Certo é que a confirmar-se a transferência a camisola 7 deixaria de ser a sua imagem de marca. Da mesma maneira que o estilo de jogo madrileno não passará por uma adaptação ao seu futebol mas o inverso. Ronaldo tem muito mais a perder do que a ganhar com a mudança, e o tempo encarregar-se-á de confirmar ou desmentir as minhas palavras. Cá estaremos.

::Mugabe nos tempos de revolucionário::

Convidei o meu amigo e blogger Francisco Reis para escrever sobre o Europeu de futebol que aí vem. O resultado foi este:
Há quatro anos dizia-se que Portugal seria campeão da Europa. Rui Costa e Figo estariam prestes a deixar a selecção e queriam deixá-la com grandes exibições, Scolari mobilizou Portugal num sentimento de orgulho patriótico muito pouco comum por cá (o seu verdadeiro talento é a motivação de público e jogadores) e, principalmente Portugal jogava em casa. Pediu-se a Taça.
Com todo o mérito chegou-se à final contra a Grécia. Com a desgraceira habitual que atinge Portugal e o seu fado perdemos com uma ridiculamente defensiva e medrosa Grécia. Hoje, após o 4º lugar no Mundial, somos colocados (ou colocamo-nos?) em bicos de pé para lutar pela Taça.
Acredito mais hoje do que em 2004. Não jogamos em casa mas, a jogar na Suiça, apoio não falta e pressão é menos. Não há Andrade, Couto, Costa ou Figo mas uma nova geração habituada a ganhar nasceu. Ronaldo, dos melhores do mundo e Nani, excelente extremo vão para a Suiça com o peso alegre de uma Taça da Liga dos Campeões. Analisemos.
Na baliza jogará Ricardo que, sendo mais fraco que Quim costuma fazer boas exibições neste tipo de competições. Para a defesa aposto no campeão Bosingwa, com contrato assinado com o Chelsea, o lateral tem tudo para fazer um grande Euro; à esquerda Ferreira deverá ser adaptado e , menos utilizado este ano do que está habituado poderá responder em campo explodindo na ala esquerda. Ao centro Carvalho é o melhor do Mundo e deverá ser acompanhado por Pepe, campeão espanhol.
No meio campo um trio. É-de esperar que o teimoso Scolari insista em Deco e Petit mas acredito que Veloso e Moutinho entrarão nas contas titulares. Meireles também tem tudo para se mostrar ao Mundo.
À frente joga Ronaldo mais dois. E esses dois podem ser homens como Quaresma ou Nani. No primeiro jogo acredito que Nuno No Gols Gomes possa jogar mas, ao segundo já deve ser Almeida a fazer de ponta de lança.
O grupo é acessível. Serão jogo de 1-0 ou 2-1 mas penso que passaremos. A Turquia tem garra, muita, mas é muito mais fraca que Portugal. A Suiça joga em casa mas nem isso deve disfarçar a sua mediania. Quem causará chatices será a Rep. Checa. Os herdeiros de Panenka jogam sempre do melhor futebol dos Europeus e mesmo sem Nedved e Rosicky são equipa para bater o pé às nossas esperanças.
O que pode interferir com os planos de ser campeão europeu é se os jogadores tugas vão ser estrelas ou se vão ser vedetas.
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