Maio de 68: a Revolução que não volta!?
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Transcrevo um excelente artigo do «Público», assinado por Miguel Gaspar:
A Paris de 1968 viveu a valsa dos mil tempos possíveis, como a canção de Brel. Se fosse possível acontecer outro, seria, como há 40 anos, uma reinvenção de todas as palavras possíveis.
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Fraude Familiar
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Esta foto retrata a familia Bronger, por volta do ano de 1900. Temo que não voltaremos a ver famílias numerosas, à medida que as vicissitudes da economia global vão afectando a alta burguesia. O preço dos alimentos, os elevados encargos da educação, o desemprego flutuante, o aumento do custo de vida, tudo contribui para o desgaste da confiança familiar. Hoje, cada vez mais, um filho que casa não representa o fim de um encargo para os pais mas o aumento de um encargo triplo. Ter filhos passou a constituir uma profissão de risco. É por isso que não podemos deixar de nos rir com o “esforço” governamental no apoio às família portuguesas. As assimetrias sociais são cada vez maiores, o fosso entre ricos e pobres tende a aumentar, ao mesmo tempo que desaparece a «classe média». Estranhamente fazemos o percurso inverso ao do Brasil, onde começa a surgir uma classe média onde antes não havia. Renovamos o fado: Portugal, estranha forma de vida.
Madeira Sem Lei
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Às vezes, quando olhamos e apontamos o dedo apressados a governos corruptos lá longe, como o governo de Robert Mugabe, no Zimbabwe, esquecemos de olhar para dentro. Ninguém é bom juíz em causa própria, e é verdade.
Dia do Trabalhador
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Hoje, dia 1 de Maio, comemora-se, um pouco por todo o mundo o Dia do Trabalhador. Larga maioria dos cidadãos aproveita o momento para um fim-de-semana prolongado, deitando para trás a consciência da luta social subjacente à data.
A 1 de Maio de 1886, nas ruas de Chicago, EUA, realizou-se uma manifestação de trabalhadores a fim de reivindicar a redução do horário laboral para oito horas diárias. A participação de milhares de pessoas originou uma bola de neve que começou com uma greve geral e culminou com dias de confrontos com a polícia, rebentamento de uma bomba e várias mortes. O acontecimento ficou conhecido como a Revolta de Haymarket. A 20 de Junho de 1889, a II Internacional Socialista, em Paris, decidiu convocar, segundo proposta de Raymond Lavigne, anualmente uma manifestação a exigir as oito horas diárias laborais. A data escolhida foi o 1º de Maio, homenageando assim as lutas sindicais de Chicago. A 1 de Maio de 1891, já data oficial, uma manifestação ao norte de França origina confrontos com a polícia resultando daí a morte de dez manifestantes. Em seguimento disso, a Internacional Socialista de Bruxelas, proclama a data como dia da reivindicação de condições laborais. A 23 de Abril de 1919, é promolgada a lei das oito horas diárias e a proclamação do dia 1 de Maio como dia feriado. O exemplo é seguido por diversos países. Em Portugal o 1 de Maio só foi livremente possível com a Revolução dos Cravos, a 25 de Abril de 1974.
Special Eleven, Chelsea na Final da Liga dos Campeões
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A partida de ontem, opondo o Chelsea ao Liverpool, na segunda mão das meias-finais da Liga dos Campeões, foi provavelmente a melhor meia-final disputada entre os dois clubes. Não só porque a motivação dos jogadores do Chelsea está cem por cento em alta, mas também porque Rafa Benítez só dava um órgão para vencer José Mourinho, o seu ódio de estimação. À excepção de alguns períodos do jogo, o Chelsea teve sempre os ritmos e cadências controlados, num jogo electrizante, palpitante e memorável.
Não obstante de Avram Grant ter conseguido um feito memorável, colocando os «blues» na final da Liga dos Campões, objectivo primário da direcção, o trabalho é todo de José Mourinho: o onze, a estrutura de jogo, até mesmo a colocação de Essien a defesa direito. Henk Ten Cate, adjunto do treinador israelita, trouxe ao Chelsea talvez aquilo que faltava com o «special one», a exoberância do estílo de jogo, à maneira do Ajax. É óbvio que perdeu alguma coisa em termos de posicionamento táctico, rendimento e dinâmica, mas ganhou espectáculo. O trabalho mais difícil já estava feito.
O Chelsea encontra agora o Manchester United na final, a realizar em Moscovo. Em campo estarão certamente alguns jogadores portugueses e no banco também. Motivar os jogadores «blues», como diz a minha namorada, é fácil: basta dizer que não era José Mourinho o especial, especiais são eles.
[ligações: o vídeo dos golos e a análise detalhada, no já habitual «Desportugal»]
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