
A co-anfitriã, Áustria, estreia-se em fases finais de campeonatos europeus de selecções. Dez anos depois de Toni Polster, a selecção austríaca não deverá ir além de uma participação modesta. Aliás, metida no grupo da Alemanha, Polónia e Croácia, é mais do que provável que fique na última posição. Apesar de não ter nomes sonantes, ainda se podem apontar jogadores que conseguiram atingir carreiras médias como os guarda-redes Manninger e Macho (já foi guarda-redes do Chelsea) ou avançado Ivica Vastic. Para a maioria do público português só o nome Roland Linz, do SC Braga, diz alguma coisa. Viena receberá a final, mas é certo que não terá a equipa da casa para apoiar.
jogador em destaque: Ivica Vastic
jogador de ouro: Prohaska
A notícia popula pelo mundo. Desde a imprensa portuguesa, passando pela italiana e chegando até à brasileira. Bem sei que há notícias bem mais importantes e pragmáticas. Concordo. Mas a saída de Zlatan Ibrahimovic do Inter para o Barcelona deixa-me os nervos em franja. Não consigo pensar em mais nada. Guardo para mim o chorrilho de palavrões.

O facto de José Mourinho ter aceite o desafio de treinar o Inter de Milão satisfaz-me profundamente. Como se esperava, o «special one» pretende levar consigo a estrutura central do Chelsea: Ricardo Carvalho, Lampard e Drogba. Inevitável. Da mesma maneira que o “Jose” deverá levar as suas taras, birras e manias. A acontecer, a saída de Ibrahimovic para o Barcelona num negócio envolvendo Eto’o, Mourinho perderá grande parte da sua consideração em termos de gestão de compras, particularmente se decidir manter o toxicodependente Adriano. Zlatan é genial. Mourinho tem de ver isso.

A Turquia fecha assim a análise ao grupo A, o grupo onde se encontra a selecção portuguesa. Os pupilos de Fatih Terim apresentam-se como um terceiro colocado do grupo, particularmente depois de uma qualificação intermitente. Apesar disso, a selecção turca nunca deve ser menosprezada. Vem para o Europeu com o jogador mais internacional de sempre, o guarda-redes Rüstü e o melhor marcador e mais aclamado jogador turco: Hakan Sükür. Para além deste óbvios o lote completa-se com os experientes e referenciáveis: Altintop, B. Emre, Mehmet Aurélio (brasileiro naturalizado turco), Nihat e Tuncay. Orientados pelo «Imperador», que apela constantemente ao sentido patriótico dos jogadores, os turcos são sempre um adversário a ter em conta. Tanto mais que o futebol turco é ainda uma incógnita.
Jogador em destaque: Hakan Sükür
Jogador de Ouro: Hakan Sükür
::este poderá voltar a ser o nosso meio de transporte urbano::
A desenfreada subida do preço dos combustíveis — que os portugueses continuam a aceitar passivamente — continua por regular. A Autoridade da Concorrência prepara o relatório a ser divulgado a 3 de Junho. Até, de até depois, continuaremos a sofrer com o “saque” oficial. Os combustíveis estão a preços inacessíveis, o preço dos transportes públicos sofre com isso, e não se prevêm melhoras. A oligarquia instaurada permanece impune. O Estado não intervém na regulação dos preços junto da GALP (o que obrigaria as outras empresas a baixarem também os preços) viciado que está no défice e na poupança reforma governamental. As implicações sociais são tremendas. Os portugueses não têm mais buracos nos cintos. A cultura do desperdício estará a dar lugar à cultura da necessidade.

O crescimento e o desenvolvimento são dois indicadores sociais que tendem a ser confundidos pela generalidade dos cidadãos e, em alguns países, ainda se mantém como sinónimos. Na verdade, crescimento não implica desenvolvimento, mas já o contrário não é tão verdade. Por crescimento entendemos a dinâmica populacional, o investimento, o aumento do produto interno bruto (PIB), em suma, crescimento designa em lato senso crescimento económico. Quanto a desenvolvimento, é um factor mais complexo, uma vez que remete para o bem-estar social, para a redução das assimetriais sociais, qualidade dos serviços de saúde, educação, índices de satisfação generalizada, consumo de massas, acesso a bens culturais, satisfação de espectativas, baixo desemprego, fácil ascensão social.
Todavia é extremamente difícil conciliar crescimento com desenvolvimento, particularmente em países de crescimento recente, onde a estabilidade política é uma incerteza ou vive estágios primários. Quando a Liga para a Protecção da Natureza (LPN) aplaude a decisão do governo em não financiar os combustíveis para a pesca, fá-lo consciente do saldo negativo dos recursos ambientais, ecologicamente fundamentados e acima de tudo, certos de que o ambiente tem de ser uma prioridade na arena política internacional. Ao mesmo tempo, a falta de subsídios agrava as pescas nacionais tornando-o um sector pouco rentável, onde Portugal poderia contrair receitas de milhões contrai tostões, ao sabor de acordos comerciais muito pouco favoráveis. Continua a faltar-nos «autonomia decisória».
Com o final de mais uma época futebolística e à porta do Euro’08, o mercado de transferências agita-se. 2008 promete ser um Verão quente. O nome de Cristiano Ronaldo agita todo o mercado e avizinha-se uma louca guerra entre Manchester United e Real Madrid. Entretanto José Mourinho firmou o já apalavrado contrato com o Inter de Milão, sucedendo a Roberto Mancini. Na bagagem o «special one» leva os nomes de Lampard, Drogba, Ricardo Quaresma e prevê-se também Ricardo Carvalho e Essien. Maniche e Deco são portugueses disponíveis no mercado. O Chelsea procura reconstruir a imagem de «galácticos» britânicos e tenta “roubar” Fernando Torres ao Liverpool e Robinho ao Real Madrid, ao mesmo tempo que procura um técnico para substituir Avram Grant, as últimas notícias dão conta do interesse em Luis Filipe Scolari (fazia-nos um favor), depois de já se ter falado em Laudrup, Mancini, Ranieri e Deschamps.
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