Archive for Abril, 2008
O governo socialista tem sido acusado — e diga-se, justamente — de promover políticas sociais «à direita». Podemos indicar um sem fim de factores, mas o presente postal não tem um carácter reflexivo mas de analogia. Com o passar do tempo, as pessoas tendem a assumir valores e modos de ser e de estar muitas vezes antagónicos aos valores partilhados durante a juventude. Aliás, essa alteração nota-se também no modo de vestir. As pessoas, e refiro-me particularmente aos portugueses, vão-se tornando imagens dos pais e dos avós, isto é, há um reaproximar às tradições, aos brandos costumes, ao conservadorismo social. O mesmo parece estar a acontecer com o PS. Com o amadurecimento histórico, o Partido Socialista vai-se aproximando mais da direita moderada, confundindo-se com esta. Só isto justifica a desaprovação dos fundadores do partido.
[créditos da imagem: zinkwazi]
O «superputo» venceu, pelo segundo ano consecutivo o prémio de melhor jogador do campeonato inglês. Um prémio mais do que justo para coroar tão grandiosa época. Faltam só os títulos para o clube.


O Presidente da República, Cavaco Silva, pretende reunir, no próximo mês, com os líderes das organizações juvenis, a fim de debater as razões do afastamento dos jovens face à política. Já ontem o PR havia manifestado a sua preocupação face ao desconhecimento das celebrações do 25 de Abril. A distância face aos assuntos da esfera política, verificável na juventude portuguesa, situação contrastante com a realidade francesa, tem um grande peso nas perspectivas de futuro para a política portuguesa. Mas é, precisamente, esse espectro político português o responsável pelo alheamento dos jovens. Quando as promessas eleitorais não encontram aplicação prática, quando as estruturas partidárias são instáveis, quando os líderes dos referidos partidos não têm carisma suficiente para funcionarem como elemento aglutinador, é pouco provável que os jovens se sintam atraídos pela participação cívica. Precisamente por isso, a decisão de Cavaco Silva, é louvável e fundamental. O projecto aliás, já começa a ser desenvolvido com a «Geração de Ideias».
Hoje celebram-se trinta e quatro anos da «revolução dos cravos». O momento não só marcou uma mudança histórica no panorama político português, com as devidas implicações socias, como serviu de barómetro para o politólogo Samuel Huntington, que indica a revolução do dia 25 de Abril de 1974, em Portugal, como o despertar da «terceira vaga de democratização». Isto é um duplo facto que o país se deveria orgulhar. A revolução não foi uma coisa de «esquerda», foi o resultado de décadas de atrofio das liberdades e direitos individuais. Nesse sentido, o 25/4 deveria ser tido como o colminar das vontades colectivas. Assim sendo, não se percebe porque tradicionalmente os deputados dos partidos à «direita» fazem questão de aparecer — na cerimónia solene parlamentar — sem o cravo na lapela. É um objecto, certamente, mas sabemos que um objecto tem sempre uma carga simbólica associada a ele e, neste caso, a simbologia é uma das mais das virtudes: a liberdade. 
Jendayi Frazer, secretária de Estado adjunta norte-americana para os Assuntos Africanos,
A comunidade benaventense respira agora de alívio com a condenação dos três assaltantes à bomba de gasolina «ETC», assalto ocorrido à um ano, e que vitimou a funcionária de serviço. O sucedido chocou a cada vez menos pacata vila ribateja, que se vê a caminhar para a insegurança verificada na vizinha Salvaterra de Magos. Vinte e um anos ainda é pouco para um assassino.
Pedro Santana Lopes, agora também blogger, anunciou a sua candidatura à liderença do Partido Social-Democrata, PSD, que ele gosta de chamar PPD-PSD. Parece que se cansou de andar por aí, e quer voltar a meter as mãos na massa. Animação e farra política não vão faltas a estas internas do PSD. Agora não me parece que PSL seja capaz de vencer Manuela Ferreira Leite. Aguardemos.




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