Com ou sem tratado, a Europa não é uma comunidade, é uma colecção de países com um burocracia no meio.
Archive for Dezembro, 2007
ESMOLA: Parece ser o que o Governo de José Sócrates, «O Provinciano», prometer dar ao povo. Segundo o «Correio da Manhã» o salário mínimo nacional para 2008 vai ser de 426 euros, mais 76 cêntimos por dia, o que perfaz mais 23 euros por mês. Um balúrdio, sem dúvida. Ora fazendo as contas isto paga qualquer coisa como um terço do aumento dos impostos que a seguir o Governo irá propor. E se Portugal fosse Sherwood, quem seria o Robin Hood? “É verdade, sou um provinciano, fiz-me sem pedir nada a ninguém. Não tenho aliados entre os grandes pensadores portugueses e a aristocracia de esquerda”.
Na verdade o que o Primeiro Ministro português queria, certamente, dizer é que não tem aliados nenhuns que não sejam os membros do seu próprio partido. E para quem afirma que se fez “sem pedir nada a ninguém”, José Sócrates esqueceu-se das suas origens e precisamente sobre todos os outros “provincianos” [leia-se povo] que ele mais actua. Já diz o velho ditado: “não sirvas a quem serviu…”.
Já agora, a falha de memória do Primeiro Ministro deve ser a mesma que o levou a esquecer da promessa de referendo ao Tratado Reformador Europeu. Pois, diz que acontece.
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JUVENTUDE PARTIDÁRIA: Eles são jovens com ou em formação académica, com médio alto background cultural e intelectual e que cresceram com maior consciência social e política, mas não só. Na maioria dos casos são também jovens que cresceram a ouvir os pais dizerem que uma carreira política é um garante de futuro, que a vida política não só é prestigiante como é sinónimo de estabilidade económica.
Do ponto de vista histórico, as juventudes partidárias, são herdeiras dos movimentos de carácter interventivo e cívico estudantis. Jovens com consciência política e social, com ideais e claros e motivações fortes.
No entanto, hoje, mais do que ideais e motivações político-sociais, as juventudes partidárias são embriões das lideranças e militâncias partidárias às quais pertencem. E, do ponto de vista individual, a militância numa juventude partidária é sinónimo de esperança num futuro seguro à base do regime intra-democrático: a tachocracia, nem mais.
ABBA ETERNITY: Vão perdorar mais do que nas canções, que ainda hoje vendem milhões, passados vinte anos, os nomes de Bjorn Ulvaeus, Benny Andersson, Agnetha Faltskog e Anni-Frid Lyngstad. Os «Abba» vão ter um museu inteiramente dedicado a si na capital sueca, Estocolmo. O espaço museológico terá três andares e está previsto abrir ao público em Junho de 2009.
CINEPAIXÃO: O camarada blogger Carlos José Teixeira lançou-me um desafio cinematográfico. A tarefa, como ele próprio diz, não é fácil. Cabe-me escolher o meu top 5 da indústria da sétima arte. Pondo mãos à obra segue a lista, com justificação, é claro.
A trilogia “O Senhor dos Anéis” de Peter Jackson, baseada na obra de J.R.R. Tolkien, conta-nos as aventuras de um jovem Hobbit, Frodo Baggins, num mundo fantástico e mitológico, baseado nos romances de cavalaria medievais. Na Terra Média, Frodo e a Irmandade do Anel, têm a missão de destruir o maléfico anel criado por Sauron, o olho que tudo vê, enfrentando para isso os mais terríveis adversários.
Com efeitos especiais de altíssima qualidade, com uma banda sonora forte e arrepiante, com paisagens mitológicas e imaginárias, envolvendo os mais profundos mitos europeus, o filme “O Senhor dos Anéis” é uma das maiores obras-primas do cinema hollywoodesco.

Do consagrado Steven Spielberg e com um elenco de luxo — Morgan Freeman, Anthony Hopkins, Matthew McConaughey e Djmon Housou — o poderoso “Amistad” é um relato das atrocidades cometidas durante o período escravocrata, com particular enfoque no período final do processo. Em 1839 dezenas de africanos a bordo do navio negreiro espanhol La Amistad matam a maior parte da tripulação e obrigam os sobreviventes a leva-los de volta à África. Enganados, desembarcam na costa leste dos Estados Unidos, onde, acusados de assassínios, são presos, iniciando um longo e polémico processo, num período onde as divergências internas do país entre o norte abolicionista e o sul escravista, caracterizavam o prenúncio da Guerra Civil.
Miguel Brito Magnólia Francisco Reis Flávio Gonçalves Selénia Carla Faleiro Davi Fernando Guilherme Roesler Shark Carlos Vilaza
APESAR DA AUTORIA:
“O PS faz discursos à esquerda mas é o partido que mais à direita tem governado Portugal”.
# Alberto João Jardim in «Diário de Notícias», 16-12-2007
1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?
Há blogs e blogs. Acho que quem alimenta um blog regularmente, independentemente de se divertir, quer ser “descoberto”.
2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?
tenho a minha listinha de favoritos, não procuro nenhum tipo em especial. o processo é o do costume, seguir links de outros bloggers. Ultimamente tem acontecido ter de linkar uns quantos, porque são mesmo muito bons, mas é raro.3. O que o levou a criar um blogue?
Preciso de escrever como de pão prá boca (se não rebento)4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?
A minha estadia na blogosfera serviu para melhorar em larga medida a minha forma de escrever. Não se comparam os primeiros posts aos de hoje. O facto de ter público obriga a um certo rigor…Se calhar há blogs a mais (não percebo porque é que as pessoas os abandonam em vez de os apagar) mas não passo sem uns quantos…5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?
Acho que não apesar de haver uns quantos que são bem melhores6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?
Influenciaram e bem a minha vida, ajudando-me a melhorar a minha escrita. E a descobrir pessoas interessantes. A actividade profissional ainda está para ser alvo dessa influência, a ver…7. O que faz um bom blogue?
Não sei bem o que faz de um blog um bom blog. Sei o que gosto nos bloggers é que não sejam pretensiosos e quanto mais descontraída e descomplexada for a escrita mais me diverte. E que tenham sentido de humor. Muito. E depois há os mesmo mesmo bons, que são aqueles que conseguem transmitir uma ideia de uma forma airosa, coisa que jamais consigo fazer.
UMA VOZ QUE NÃO SE CALA: George Clooney e Don Cheadle foram distinguidos com um prémio pela campanha de alerta para o genocídio em Darfur. Ao receber o prémio Clooney não deixou palavras por dizer:“A verdade é que, em se tratando das atrocidades em Darfur, aquelas pessoas não estão em situação melhor agora do que estavam anos atrás. Os assassinatos continuam, os estupros continuam, e cerca de 2,5 milhões de refugiados ainda não voltaram para casa (…) Um dia isso vai acabar, e sejamos ou não bem-sucedidos isso vai acabar um dia. E, quando forem escrever sobre isso, vão perguntar: onde estava o resto do mundo? E a resposta será: simplesmente não era uma prioridade…”.
Don Cheadle, por seu lado, não poupou os candidatos presidenciais norte-americanos:
“Estamos em campanha presidencial mas nenhum dos candidatos falou ou falará em Darfur, não é uma prioridade. Gastamos 420 milhões de dólares por dia na guerra do Iraque mas se queremos ser líderes nos direitos humanos temos de actuar em Darfur”.







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