Archive for Dezembro, 2007
EÇA DE QUEIRÓS: A vida e a obra do escritor Eça de Queirós são o tema de um ciclo de conferências internacionais que vai decorrer, em 2008, em diversos países europeus, nos Estados Unidos e no Brasil, foi hoje anunciado. Este ciclo, liderado por Marie-Helene Piwnik, da Universidade de Sorbonne, em Paris, resulta de um protocolo assinado entre a Fundação Eça de Queirós e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. [saber mais]
O riso é a mais útil forma da crítica, porque é a mais acessível à multidão. O riso dirige-se não ao letrado e ao filósofo, mas à massa, ao imenso público anónimo. É por isso que hoje é tão útil como irreverente rir das ideias do passado: a multidão não se ocupa de ideias, ocupa-se das fórmulas visíveis, convencionais das ideias. Por exemplo: o povo em Portugal, nas províncias, não é católico - é padrista: que sabe ele da moral do cristianismo? da teologia? do ultramontanismo? Sabe do santo de barro que tem em casa, e do cura que está na igreja.
# Eça de Queirós in “Carta a Joaquim de Araújo”, de 25 de Fevereiro de 1878
Salazar pôs isto na ordem e agora já não sabemos fazer a democracia outra vez. Estamos estrangulados. Mais: se não é a UE, há muitos anos que não vivíamos em democracia. (…) O país prosperou sempre mais com regimes de autoridade.
Portanto, Pedro Arroja considera que o período salazarista foi o melhor período de democracia portuguesa. Ou andamos todos enganados — e assim Pedro Arroja é que sabe o que é democracia — ou estamos perante uma grave deturpação do conceito de “governo do povo”. É que democracia não é sinónimo de concentração de poderes.
BENAZIR BHUTTO (بینظیر بھٹو): Ex-Primeira Ministra paquistanesa e primeira mulher a ocupar um cargo político num Estado muçulmano, foi assassinada hoje num ataque bombista suicida. Segundo Mohammed Shahid, responsável da polícia no local: “O homem disparou contra o carro de Bhutto. Ela encolheu-se e ele fez-se explodir”. Benazir Bhutto tinha regressado em Outubro passado de um exílio de oito anos e era a grande esperança da oposição num futuro democrático para o país.
ODI ET AMO: As paisagens mentais originadas pelos «fins de ciclo», o saudosismo lusitano que me leva a olhar cada instante como um quadro pintado que tem mais cor na hora em que o deixamos para trás. Aquele nó na garganta que nos impede de prosseguir sem ficar presos às recordações, agrilhoados aos instantes especiais. É assim que olhamos cada dia o espelho, como símbolo do reflexo, máquina do tempo.
As lágrimas de neón nos ramos verdes cintilam compassadamente,
O instante já passou …
O nó na garganta aperta mais que gravata em dias de festa …
É desta que com a saudade vou.
Olho triste a aurora tripartida
Será que é vida?
Aquela que o relógio diz que passou.
Choro lágrimas secas e promessas vãs,
É amarga a hora, olho lá fora
O céu a sorrir.
sinais dos avanços significativos da sociedade portuguesa — tendo presente que esta é ainda uma sociedade profundamente marcada pelo período de ditadura e seus efeitos psicológicos — é o aumento do número de mulheres licenciadas dos últimos 47 anos. Em 1960, o número não ia além das dez mil. Quarenta e sete anos depois o crescimento é superior a sessenta vezes.Segundo o «Diário de Notícias»:
Apesar da clara vantagem das mulheres no acesso ao ensino superior, mantêm-se ainda as grandes desigualdades no mercado de trabalho, onde há “forte segregação profissional”, explica Custódia Rocha. As mulheres, diz, enfrentam mais obstáculos para se inserir no mercado de trabalho e atingem apenas as posições mais baixas da hierarquia, exercendo funções para as quais estão sobrequalificadas. “Apesar da igualdade a nível de acesso, não se operacionalizaram questões como a eliminação de concepções estereotipadas dos papéis sociais”, adianta a socióloga. Os cursos com maior tradição feminina têm menor acesso ao mercado de trabalho e as mulheres continuam minoritárias nos cargos de chefia e decisão.

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