Archive for Novembro, 2007

AS FACES OCULTAS DO RACISMO: O racismo é sem sombra de dúvidas um dos mais complexos e problemáticos temas das nossas sociedades. O racismo surge com o encontro de raças, com a constatação da diversidade étnica. Embora historicamente o racismo seja atribuído aos indivíduos brancos ocidentais — com larga quota de verdade, uma vez que o racismo científico foi uma formulação caucasiana — o racismo manifestou-se sempre de diversas formas, e são precisamente essas formas que ficam sempre por abordar. Tragicamente. A escravatura foi um processo pré e durante o período colonial, um negócio que resultou dos confrontos tribais, do racismo intra-africano.

Quando os japonês detestam os coreanos, quando os judeus não suportam os palestinianos, quando os angolanos atribuem aos cabo-verdianos características intrínsecas negativas, quando os ingleses não se querem confundir com os irlandeses, não estamos claramente a falar de racismo? A mim parece-me óbvio que sim! Há aí muita gente que deveria falar nisto, sem racismos, claro.

REVISTA ATLÂNTICO: Já há uns tempos que andava para escrever sobre a revista liderada por Paulo Pinto Mascarenhas (PPM), mas só hoje surgiu a oportunidade. Através do departamento de estudos políticos da Universidade Católica Portuguesa (ao qual agradeço) recebi, durante um ano, gratuitamente, a «Revista Atlântico». A leitura que começou entusiástica com o tempo foi-se perdendo, seleccionando uns e outros textos, até que quase só lia a Carla Hilário Quevedo e o João Pereira Coutinho. De maneira geral, a Atlântico foi-se tornando uma revista elitista e de leitura nem sempre acessível. Talvez os seus responsáveis não pretendam que seja de outra forma, talvez a Atlântico seja um reflexo de outro atlântico, mas sem dúvida que esse reflexo provoca ondas muito menores, quando tem por público-alvo um grupo de pessoas reduzidas: intelectuais conservadores. E assim, na verdade, deixei de ler a revista, foram-se acumulando sucessivos números, numa gaveta própria, sob o pretexto de que as irei ler, e talvez até o faça. Contudo, não se justificou assinar a revista. Talvez compre avulsamente um número ou outro. Em suma, perdi o interesse.

Foi sem dúvida por isso que PPM me “chumbou” depois de me ter pedido alguns artigos para ler. Primeiro, não sou conservador mas liberal, segundo o meu registo é mais blogosférico (se é que isso existe) do que formal-discursivo. Porque para mim Bush não é um gajo porreiro, o casamento homossexual deveria ser uma realidade, porque o aborto para mim era uma questão de saúde pública e porque «Deus, Pátria e Família» não me dizem nada comparado com «Liberdade, Igualdade e Fraternidade».

|||Conversas de Café - Cappuccino bebido com os dedos [conversa 145]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é Fernando Marques, 52 anos, Técnico-Comercial (aposentado), autor do blogue «Foice dos Dedos».
1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

R: Os blogues sendo talvez o produto primeiro da expressão pública de uma presunção pessoal, a consequência última é contudo a união perfeita entre tecnologias e cidadãos, num universo de saberes e de informação, continuamente actualizado e interactivo, colocados ao dispor de todos, enfim, um espaço superior de consulta e pesquisa privilegiado e mais confiável, logo um indispensável instrumento para a democratização e libertação das pessoas e das sociedades.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

R: Abro com os de conteúdo social e político e destes, em primeiro lugar aqueles cuja identidade política é próxima da minha, principalmente os que julgo mais aptos, exigentes e sérios na análise e na argumentação. Por “deformação ideológica”, fazem ainda parte da minha leitura regular, os blogues descoincidentes com o entendimento dominante em várias temáticas. E também o dos amigos, naturalmente, seja qual for a área em que se movem.

3. O que o levou a criar um blogue?

R: Entrei pensando que tinha opiniões descondizentes com as maiorias e queria deixar isso assinalado, sem cuidar de grande rigor e prazos, deixando soltar ideias descomprometidas e simultaneamente experimentar novas sensações, a juntar a uma escrita simples e despretensiosa, reservada praticamente a mim próprio.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

R: Três anos depois, com o “à esquerda” primeiro, o “A hora que há-de vir!..” depois e agora com o Foice dos Dedos, a vontade de postar mudou. Considero que a minha presença já foi mais útil e a vontade maior. Embora a blogosfera tenha públicos para todos, hoje quem se dispõem a visitar os blogues, quero crer, na sua maioria, espera informação idónea e actualizada, argumentos capazes, vastos conhecimentos, competências extraordinárias e tempo, coisas que manifesta e humildemente não tenho por aí além. Nos últimos tempos a blogosfera cresceu muito em qualidade e especialização e a tendência é para uma maior refinação e requinte e quem sabe, profissionalização. O balanço é a todos os títulos positivo.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

R: Acho que podem competir, mas dificilmente substituí-los. Nem seria útil. A imprensa on-line é basicamente informação, os blogues são informação, comentário, opinião, investigação. Os blogues não estando prisioneiros de compromissos comerciais, de um sistema empresarial, tendem a ser mais independentes e mais ousados na opinião.

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

R: Não influenciaram muito a não ser um tempo maior dedicado ao blogue e aos blogues de “estimação”. No geral ajudaram-me a perceber melhor o mundo e as diferenças entre a opinião publicada e a realidade. Com os blogues ganhei em informação e conhecimentos.

7. O que faz um bom blogue?

R: Globalmente, um layout simples, com “luz” e uma predominância do fundo branco. Bons textos, curtos e expressivos, actualização e temas adequados ao público-alvo. Extrema dedicação e muito fair-play aos comentários “inconvenientes”.

|||ASSOBIOS: Desnecessários mas justificáveis, perante a paupérrima exibição da selecção nacional. De lés a lés Portugal jogou mal, muito mal. Desconcentração total, falta de vontade, desordem táctica pela qual Scolari deveria ser chamado à responsabilidade. Sem qualidade, sem chama, sem futebol. Nem dá gozo ver esta selecção. Até quando?

|||ÍPSILON: Em A Louca da Casa, Rosa Montero leva-nos por uma viagem de 170 páginas onde se confundem episódios autobiográficos, reflexões sobre o acto de criação literária e a loucura, esse tema-universo que engole os autores na sua própria imaginação. A criação literária é o produto de frenéticas cabeças dissociativas, porque, como escreve Rosa Montero, “sabemos que dentro de nós somos muitos”. E depois, quem escreve, é sempre alguém que tem um olhar próprio da vida, alguém que sorve as vivências com grande intensidade, e quando não o faz, a sua imaginação assume para si que o fez. São aquelas infâncias idílicas e memoráveis dos russos, ou aquele chão de sala no apartamento de Madrid onde Rosa Montero passou a sua infância.

[revista Ípsilon, pág. 59, cabeçalho, 16/11/07]

||| Conversas de Café | cappuccino e comentários [conversa 144]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é David Manuel dos Reis Oliveira, 52 anos, Consultor financeiro e seguros - empresário individual, autor do blogue «Pleitos, Apostilas e Comentários».

1 – Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

Resposta – Permito-me reformular a questão «Sabendo que a … é uma janela «cibernética» para a vida, como vê…?» e ainda assim não encaro, não tenho a proliferação de blogues como um fenómeno. Creio, passe a imodéstia que, o «fenómeno» foi a mais do que esperada e previsível utilização de uma ferramenta gratuita, a maioria das vezes, que as pessoas sentiram estar ao alcance dos seus dedos. Daí à edição foi um salto de pardal. Mesmo que abordemos a questão pelo lado do utilizador, do editor ou do autor, também me parece que não será muito difícil perceber que a virtualidade, a ausência do físico, o impessoalismo, é condição, é atributo de peso para que muitos se lancem nestas «andanças».

2 – Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

Resposta – na blogosfera eu criei rotinas que vou ajustando ou afinando em conformidade ou de acordo com os meus interesses de ocasião; há no entanto uma «trave mestra». Há sítios que eu não frequento, ponto… como há sítios e blogues que não dispenso, ponto. Há blogues que eu não publicito como há blogues que ao saber da existência deles e se me agradam não faço favor em publicitá-los, sem favor. Rejeito como em tudo na vida a possibilidade de me encontrar nalguma «capela».

3 – O que o levou a criar um blogue?

Resposta – isso é uma longa conversa! Foram muitas e variadas, as razões. Um tanto de capricho meu, um tanto de sentir que me faria bem, muito por sentir que me assistia o direito de expôr as minhas opiniões sem me «bichanarem» aos ouvidos ou ter de olhar em redor para saber se vou ou não colidir com alguém e, também muito, porque aqui dou a minha opinião – o juízo, o valor, a credibilidade não me dizem respeito, dizem respeito a quem lê e/ou comenta - sem ter que solicitar os bons ofícios de quem quer que seja. Aqui emito opinião e não olho para o lado, olho para mim e considero apenas e só o que parece bem e correcto. Quem quer lê, quem não quer circula…

4 – Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

Resposta – Da minha estadia só posso dizer que estou muito acima de todas as minhas expectativas iniciais. Nessa matéria nunca supús que alguma vez viesse a ter uma frequência como a que tenho – para mim entre quarenta a cinquenta pessoas à mesa é uma multidão. Tanto mais que nunca por nunca me passou a ideia de por esta via me alcandorar ao que fosse ou do blogue fazer umas “andas” que, eventualmente me dessem visibilidade. Exactamente por isso o «Pleitos…» foi, é e vai ser sempre um lugar unipessoal. Aqui prevalece a ideia de que, mal ou bem, mais vale só!

Da blogosfera actual está hoje melhor que ontem e mais credibilizada. Custa a muitos mas é a verdade.

5 – Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

Resposta- Não substituem, não vão substituir. O sentido não é blogues/imprensa; o sentido é imprensa/blogues. Habituem-se! os da imprensa.

6 – Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

Resposta – A minha actividade profissional não influenciaram nem vão influenciar pela simples razão de que sou empresário em nome individual. Quer dizer que não tenho que pôr o patrão a pagar a factura de eu em vez de estar a trabalhar estar a escrever ou a editar o blogue. O patrão sou eu e os meus clientes. Se eu falhar os meus clientes despedem-me. Ao contrário de muita gente que por exemplo, em repartições, em vez de estarem nos gabinetes a trabalhar estão a escrever… exemplos não os dou porque os conhece tão bem ou melhor do que eu. Sabe-se quem são! Basta lê-los.

A minha vida extra- profissional influenciou, e muito, como é óbvio. A distribuição do tempo antes era… agora tem de ser …

7 – O que faz um bom blogue?

Resposta – vou cingir-me, por uma questão de coerência, à minha qualidade de leitor de blogues. Os blogues tal qual os seus autores/editores têm biorritmo. Hoje melhor, amanhã nem tanto. Depende de muito… dos factos, das notícias, dependem até da disposição do autor. O que lhes confere uma grande autenticidade. E isso eu gosto. Sou um purista. Quando se dá ou se dá ou não vale a pena.

Eu valorizo muito a percepção que tenho da autenticidade do autor. Não me peçam para fazer destrinças entre o autor das linhas escritas e as linhas escritas ou as palavras ditas. Não posso o Blasfémias (que não leio) ou o Abrupto; não leio o Do Portugal profundo de modo igual à leitura que faço do Portugal Contemporâneo ou a que faço do Sobre o Tempo que Passa que não é a mesma que dou ao Jumento ou ao Macroscópio… todos os que apontei têm virtudes e defeitos, para mim. Uns interessam-me por isto outros por aquilo. Como o crédito que dou a Marcelo Rebelo de Sousa é diferente do que concedo a Miguel Sousa Tavares ou à indiferença que concedo a Jorge Coelho. Esse crédito depende muito da matéria, da temática e do interesse que vislumbro. As pessoas antes de emitirem opinião deveriam fazer declarações de interesses.

Mas reafirmo… para mim, a autenticidade e a honestidade intelectual, a seriedade que eu percepciono é o que mais conta. Posso enganar-me? pois posso! Cá estou para fazer os ajustes, as correcções de trajectória.


COMO DISSE? Ainda a propósito da discussão anterior, não queria deixar de perguntar ao Sr. Piers Merchant se a polícia inglesa, com treino de décadas de magnífica democracia, é a mesma que matou o imigrante brasileiro no metro, sob suspeita de ser terrorista? Já agora, ¿Por qué no te callas?

FALA A MORALIDADE! Piers Merchant, um antigo eurodeputado britânico, forçado a abdicar após o jornal «The Sun» ter revelado o seu envolvimento com uma jovem de 17 anos, e que actualmente trabalha como assessor do eurodeputado Knapman, diz da polícia e do sistema judicial portugueses o seguinte:

A polícia portuguesa e o sistema judicial é, como se sabe, suspeito (…) os elementos da polícia são corruptos. A primeira investigação foi amadora e condenada ao falhanço. É importante perceber que Portugal não tem historial de direitos humanos, de liberdade e democracia. (…) Muitos polícias foram treinados sob o regime fascista e as instituições ainda reflectem os efeitos de um longo período ditatorial. (…) em qualquer circunstância os cidadãos britânicos devem ser protegidos contra sistemas estrangeiros duvidosos.

Pondo de lado o passado sexual de Piers Merchant — que em Inglaterra é o “pão nosso de cada dia” — as acusações são de facto bastante graves. Piers Merchant parece querer deliberadamente corromper as relações diplomáticas entre Portugal e Inglaterra. Merchant não só acusa o nosso sistema judicial de ser corrupto como ainda considera a nossa democracia uma coisa duvidosa.

Duvidoso parece mais o contexto das palavras de Merchant. É que isso de proteger os cidadãos de “sistemas estrangeiros duvidosos” tem o que se lhe diga. Certamente Merchant não ouviu estas declarações. Ou se as ouviu fez ouvidos moucos. Aliás, só mesmo para Merchant é que a ideia do envolvimento de Gordon Brown parece “absurda”. Há muito que vemos os McCann serem tratados de forma diferencial pela justiça inglesa.

A ARTE DE ROUBAR: O roubo sempre exigiu perícia e sentido de oportunidade. Mas quando isso acontece no jornalismo então a perícia dá lugar à falta de capacidade intelectual e à preguiça crónica. Por isso o Rui Bebiano aponta o dedo e bem:
Talvez valha a pena os autores dos blogues – que nem sequer se fazem pagar pelo seu trabalho, como acontece com os nossos copistas «com orelhas equipadas com radar» – abrandarem um pouco a sua pública generosidade e começarem a apontar o dedo nas situações mais flagrantes [ler tudo].

Eu diria mais, caro Rui, e se os bloggers de repente deixassem de postar durante, vamos lá, quinze dias. Os monges copistas viveriam do quê? Esse sim era um bom grito mudo de revolta.

||| Conversas de Café | cappuccino em linha de conta [conversa 143]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. A convidada de hoje é Marta Rebelo, 29 anos,Jurista; Assistente Universitária (Ocupação profissional: Chefe do Gabinete do Subsecretário de Estado da Administração Interna), autora do blogue «Linha.de.Conta».

  1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?

    Como um espaço de liberdade de opinião, de escrita, de desabafo e, sobretudo, de comunicação. Em certa medida, vejo este fenómeno como um vício. Considero sobremaneira importante que as pessoas encontrem e se encontrem, num espaço que promove o debate e o reencontro com a escrita.

  1. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

    Essencialmente, dois «tipos»: os blogues onde a boa escrita e boa opinião – interessante, eia-se – impera; os blogues de pessoas amigas ou conhecidas, e igualmente interessantes.

  1. O que o levou a criar um blogue?

    A vontade de aderir a um espaço onde encontro tantas virtudes. Embora encontre também faltas, falhas… E o gosto pela escrita.

  1. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?

    Não faço, confesso. Embora seja um ponto de encontro e comunicação, a escrita ou participação num blogue é uma actividade profundamente solitária, individual, como, julgo, todos os momentos de escrita são. Logo, a estadia na blogosfera tem o seu quê de egoísmo, individualismo, de fazer o gosto ao dedo.

    Quanto à blogosfera actual: permanece interessante. Em crescendo, mas perto do momento em que valerá a qualidade do que se escreve e opina, ou o aguçar de curiosidades, ou deixará de valer a pena. E perto do momento em que o positivismo ditará a existência de regras para o debate. Lá está: probidades, mas defeitos, também.

  1. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?

    Acho que não, e espero que não. À imprensa pede-se informação objectiva, neutra, imparcial. Semelhante pedido não se poderá – nem deverá – fazer-se à blogosfera. Que é opinativa, subjectiva, ora informa, ora desinforma. É uma crítica, uma opinião, um comentário assaz mordaz ou acre, acidulado.

  1. Em que medida os blogues influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?

    Influenciam a minha vida quotidianamente, porque são um vício. Quer fazê-los, quer percorre-los. E influenciaram já com uma outra grandeza: tenho várias amizades que se compuseram por esta via; conheci uma das minhas maiores amigas (a Ana Matos Pires) pelos seus comentários enviados por e-mail a posts que escrevi por alturas do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez.

  1. O que faz um bom blogue?

    A boa escrita, a validade da opinião – em concordância ou discordância. E o tom. Por muito lado imperam os excessos.


RESULTADOS DA IV EDIÇÃO:

  • melhor blogue 2007: «Foto-Griffoneurei». blogue da jornalista Xenia Avimova, de 23 anos, no qual reúne fotos em preto-e-branco tiradas em Minsk, reproduz fielmente as impressões e perspectivas da autora, cumprindo a principal tarefa de um weblog, pode ler-se no site oficial dos prémios.
  • Repórteres Sem Fronteiras: «Jotman». Da autoria de um internauta que se tornou conhecido pela cobertura do golpe de Estado militar na Tailândia em 2006, acompanhou agora os protestos contra a Junta Militar na Birmânia.
  • Melhor blogue em Português: «Blog do Tas». Do brasileiro Marcelo Tas., que cobre a política no Brasil com artigos humorísticos.
  • Melhor blogue Espanhol: foi sem surpresa «A mis 95 años». A mais idosa blogger do mundo.
  • Melhor videoblogue: «Alive in Baghdad», produzido a partir do Iraque por uma equipa de correspondentes norte-americanos, com a colaboração de jornalistas locais.

[todos os resultados]

QUEM MENTE MAIS, O IOGURTE OU A UE? Não é esta a pergunta directa mas é o que se subentende do artigo de RAP na Visão, «unidos contra o iogurte».

… Aqui há dois ou três anos, prometeram–me que iam ser criados 150 000 novos empregos e até agora nada, mas a malta da União Europeia está preocupada é com as promessas que os iogurtes não cumprem. São prioridades lá deles. Parece que aquele iogurte que garante criar uma bolha amarela de protecção à volta das pessoas para as proteger das bactérias vai mesmo ter de provar que cria a bolha amarela. Era bem feita que conseguisse. Acredito mais nisso do que nos 150 000 empregos – apesar de nunca ter visto nem a bolha nem os empregos.

|||ARAUTO DA LUSOFONIA: A convite, eu fui.