Archive for Setembro, 2007

||| No limiar da Verdade


Acredita na vida para além da morte? Acreditar que os mortos falam connosco ou melhor, que sentem ainda mais a nossa falta do que nós deles? Então veja o filme.

Demi Moore é Rachel Carlson, uma bem sucedida escritora que vê a sua vida abalada pela morte do seu filho Thomas, num rio que passa junto a sua casa nos arredores de Londres. A remota vila de Ingonish Cove nas terras altas da Escócia torna-se o seu refúgio, o local ideal para Rachel recuperar emocionalmente ao mesmo tempo que na solidão do lugar dará largas à sua escrita. Um simples romance com o faroleiro local revela-se, na verdade, uma aventura dolorosa entre o mundo dos mortos e dos vivos. Estará Rachel a enlouquecer ou alguém organizou uma trama à sua volta? E as mensagens do seu falecido filho, serão para a ajudar?

Um filme de Craig Rosenberg que junta a uma boa estória uma fotografia fantástica.

||| Peter Gabriel, Biko

Os anos de 1980 marcaram, sem dúvida, alguns dos maiores momentos da história em termos musicais. Não é de estranhar que muitos acreditem que nunca mais se fará música como a que se fez nesse período, pelo menos com aquela alma. A crença intensa e o empenho na construção de um mundo melhor atingiu o seu ponto mais alto.

Peter Gabriel nasceu a 13 de Fevereiro de 1950 em Surrey, Inglaterra, tendo sido o grande líder da banda Genesis da qual fez parte Phil Collins (que está na Rádio Kontrastes). A tornée de 1982/83, na qual participou David Bowie, ficou imortalizada no magnífico álbum Plays Live. [mais informações biográficas]

||| Conversas de Café | cappuccino d’improviso [conversa 133]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é Miguel Pires Ramos, 27 anos, Gestor de Conteúdos, autor do blogue «Sopros».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?
- Não creio que se possa referir um fenómeno blogue, da mesma forma que não se pode referir um fenómeno livro ou jornal, visto ser difícil traçar uma linha comum entre o imenso universo da
blogosfera. Creio que o único ponto em comum é a vontade de ser ouvido, seja como facto político, para manter uma presença na vida nacional do qual o incontornável Abrupto se tornou paradigma, ou seja apenas como um desabafo público de vivências privadas. Existe ainda muito pela parte dos leitores dos blogues uma procura voyeurista da vida de outras pessoas, o que explica o sucesso de muitos blogues quando expõem as dores da vida privada do blogger, e que desaparece quando a temática muda ligeiramente, ou quando a depressão passa.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?

- Acabo por ter uma relação muito pessoal com os blogues que leio, acompanhando-os com uma regularidade e fidelidade extremas. Raramente saio do grupo das minhas leituras diárias que estão nos links do blogue. Para colocar um blogue novo nessa lista preciso de ser levado por um post que me chame a atenção nas incursões que faço pelo espaço desconhecido, mas depois leio mais alguns posts ao calhas para perceber se aquele blogger tem ou não potencial para me cativar durante algum tempo. Mas é tudo uma questão impulsiva, intuitiva.

3. O que o levou a criar um blogue?
- O meu blogue foi criado numa altura de ruptura pessoal e após ler o Dizconversando/Conversadizendo, que está agora meio parado e tem sido substituido pelo Miss Xangai. Achei interessante a experiência de comunicação com o vazio. Era algo de novo que queria experimentar e ver, sem nenhum tipo de plano pré-definido, onde me levaria.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?
- A minha estadia na blogosfera tem sido muito positiva, só assim se justifica o tempo que lhe dedico. Escrevo todos os dias de semana, excepto férias. O blogue tem evoluído, quando inicialmente era muito pessoal, falava de amigos que via, conversas que tinha (sem no entanto ser demasiado específico) agora é mais um espaço de opinião e divulgação cultural com um toque extemporâneo de comentário político ou social. Pessoalmente dá-me um espaço de comunicação e conhecimento, tendo já criado algumas amizades e ligações mesmo que virtuais. Quando ao longo do tempo sentes que há pessoas que te acompanham na tua escrita de uma forma regular, isso dá-te alguma responsabilidade perante eles na criação de conteúdos, eles são no fundo o teu público, e isso obriga-me a estar atento, a ter alguma disciplina a escrever, ao mesmo tempo que me encoraja e me motiva.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?
- Não creio. A imprensa (e a online só difere da outra no seu suporte físico e capacidade de resposta mais imediata) é um meio profissional de divulgação de notícias e de opinião. A blogosfera, com todas as suas vantagens de liberdade é uma amalgama sem rumo nem norte, onde seja quem for diz seja o que for. A imprensa não só tem uma credibilidade que a maioria dos blogues não possui como tem meios, conhecimentos e fontes a que os bloggers não têm acesso. São um meio alternativo, não um substituto.

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?
-Em termos de actividade profissional os blogues não tiveram qualquer influência. Em termos pessoais foram uma forma de me expressar pessoal, crítica e criativamente, bem como uma forma de criar relações e amizades com leitores e com outros bloggers. É algo que um blogue transmite, uma relação muito pessoal entre quem lê e quem escreve que por vezes estravaza o plano cibernético.

7. O que faz um bom blogue?
- Um bom blogue é aquele que cumpre aquilo a que se propõe. Não se pode comparar um blogue de opinião politica, com um de divulgação cultural, ou um de desabafo emocional do blogger. Tem que cumprir a sua função de uma forma cativante, envolvente para quem lê, utilizando os meios que dispõem, seja apenas a escrita, música, fotos ou videos. É no entanto sempre uma escolha subjectiva, muito ligada a quem escreve e quem visita, é quase como perguntar o que faz uma boa pessoa ou um bom jornal, depende. O Expresso e o Record não podem ser comparados pelos mesmos padrões porque têm objectivos diversos.

||| à moda do Porto

Enquanto os rivais da segunda circular realizaram uma paupérrima exibição — segundo o camarada Francisco que foi até lá — e empatavam a zeros, no dérbi da cidade Invicta o Futebol Clube do Porto reforçou a liderança do campeonato ao mesmo tempo que Lisandro Lopez se consolidou a liderança dos melhores marcadores, ao apontar os dois golos que deram a vitória aos dragões. Rumo à renovação do título.

||| os caminhos de Mourinho

A revista Sábado — 27 Setembro a 3 de Outubro — tem como tema de capa “Mourinho em Privado”, acompanhando os últimos momentos do “special one” em Stamford Bridge. Seguem algumas passagens que considero relevantes:

«Gosto de um ambiente descontraído no balneário. Com música alta, podem dançar, podem rir. Mas só até 40 minutos antes do jogo. Depois é tempo de aquecimento e os meus adjuntos volta com o polegar erguido ou para baixo». (…) «Há o Mourinho que o mundo vê e o Mourinho que nós vemos todos os dias», compara Franck Lampard. (…) John Terry não gostou de saber que Mourinho tinha ido ao departamento médico perguntar se havia alguma razão clínica (eventualmente relacionada com a operação à coluna a que foi submetida em Dezembro) para o capitão estar tão em baixo de forma nesta época. (…) Mourinho esperou pelo intervalo [do jogo com o Rosenborg] para confrontar o defesa-central com as suas responsabilidades no golo consentido, mas Terry já nem lhe respondeu (o capitão negociou recentemente um contrato de cinco anos: 131 mil libras por semana, cerca de 185 mil euros, fazem dele o jogador mais bem pago da Premiership). (…)

Segundo o jornal inglês The Observer, enquanto o treinador dava a conferência de imprensa após o jogo, o milionário russo deslocou-se ao balneário e usou Shevchenko como tradutor para criticar Michael Essien: em vez de ter insistido nos passes pelo centro do terreno, disse-lhe, devia ter feito mais passes pelas alas, onde os adversários tinham menos jogadores. Foi o insulto final para o técnico português e tudo se precipitou nessa terça-feira à noite. (…) O treinador tinha-lhe enviado uma mensagem sarcástica a agradecer as queixas do capitão à hierarquia do clube. Ao longo dessa noite de quarta para quinta-feira, enviou também mensagens (estas sinceras) a Drogba, Lampard, Makelele e Ricardo Carvalho. (…)

Quinta-feira de manhã, dia 20, às 7h30, Mourinho entrou no centro de treinos do Chelsea. Recolheu os seus bens pessoais e despediu-se, emocionado, dos jogadores, um a um. Quase todos receberam um abraço. Drogba foi elogiado com um dos melhores avançados do mundo. Lampard refugiou-se na zona dos chuveiros para não mostrar as lágrimas aos colegas. Shevchenko e Terry, dois jogadores que acabaram por ser cúmplices no golpe conspirativo que o afastou do clube, receberam apenas apertos de mão. Mas a frieza não ultrapassou a emotividade. Mourinho confessou depois: “Eu também chorei, costumo dizer que tinha uma família em casa e outra no clube, que envolve o stafe, jogadores e adeptos. (…) Foram mais de sete horas de reunião, com jantar incluído. Pelo meio Mourinho mandou um SMS a (…) Bobby Robson (…) “Mister, I’m happy to leave. I have a rest, I wait for another life, no problems.” (…) Os ciúmes foram fatais para a relação entre Mourinho e Abramovich. “Porque é que eles nunca cantam o meu nome?”, ter-se-á queixado um dia o milionário russo Peter Kenyon. (…)

“Quero uma equipa com pressão, um desafio a roer, senão não dá gozo. E todos sabem que Espanha e Itália são destinos que quero”. (…) “Ainda pensa que é especial?”, perguntou-lhe um repórter da BBC no fim da semana passada. “Para os adeptos? Sempre”. (…) “Pergunte à minha mulher se sou especial”.

||| Mother where is Africa?

This’s a question made by an american child to his mother while tv shows fast images of a new catastrophe. Inded, Africa is a lost continent, forgotten and helpless. Excepted the black market of diamonds — blood diamonds — ivory, oil or guns the reality cross the other side of the street and we don’t see it. The tragidy is so natural that the flow of images and information make it usual. Africa — the cradle of humanity and the sewer of civilization.

It seems clear that nobody really wants to sorted out Africa problems. The lucrative underworld of the black continent speaks higher that human being’s life. Human lives worthed, proportionally, less than an american human life. Two thousand people had died in 9/11 and the perspective of international security and global historicity has change. Daily thousands die in Africa without this constitutes motive of reflexion or global crying. An American life for a million of African lives. Modern times.

||| Duvidar para saber


Nunca devemos admitir senão aquilo que a razão nos mostra como evidente; em caso algum podemos aceitar aquilo que nos é imposto pela nossa imaginação ou pelos nossos sentidos. Quando estamos a olhar para o sol com atenção, não devemos pensar, apressadamente, que ele tem, de facto o tamanho com que o vemos. ”

Renè Descartes, Meditações Metafísicas, 1641

||| 114 anos de Futebol Clube do Porto

O FC Porto foi fundado no dia 28 de Setembro de 1893 por António Nicolau d’Almeida, um comerciante de vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. A fundação do Foot-ball Club do Porto foi notícia nos jornais da época, e o evento mais significativo desta primeira e breve existência do clube foi uma partida contra o Club Lisbonense, com o alto patrocínio do Rei D. Carlos, disputada no Porto no dia 2 de Março de 1894 e na qual cada clube representou a sua cidade. Contudo, poucos dias depois da partida ouvir-se-ia falar do FC Porto pela última vez no século XIX; António Nicolau d’Almeida acedeu ao pedido da futura esposa, que considerava o futebol uma modalidade demasiado violenta, e afastou-se do clube, que entrou num período de letargia.

Em 1906 José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol. Foi então que António Nicolau d’Almeida lhe falou do projecto que iniciara em 1893, e José Monteiro da Costa não hesitou. Membro de uma associação denominada Grupo do Destino, sugeriu aos seus colegas que embarcassem com ele na aventura, ao que a maioria acedeu. Terminava o Grupo do Destino e renascia o FC Porto, em Agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se praticavam também atletismo, boxe, cricket, halterofilismo, pólo aquático e natação.

O seu primeiro campo, o Campo da Rua da Rainha (que data do ano de refundação do clube), foi o primeiro campo relvado em Portugal. O FC Porto foi pioneiro também na internacionalização: foi a primeira equipa portuguesa a receber um conjunto estrangeiro (o Real Fortuna de Vigo, em 1907) e a primeira equipa a deslocar-se ao estrangeiro (a Vigo, em 1908). O primeiro título oficial do palmarés portista surge em 1912: é a Taça José Monteiro da Costa, o Campeonato do Norte de Portugal (de futebol), criado em homenagem ao fundador do FC Porto.

Em meados dos anos trinta o FC Porto conhecia uma dimensão tal que o Campo da Constituição já parecia pequeno demais - começaram então os planos para a construção de um novo estádio. Como este demoraria década e meia a surgir, foi necessário procurar uma solução temporária, passando o FC Porto a jogar alguns jogos no campo emprestado do Sport Progresso (Ameal) ou do Académico (Estádio do Lima). Entretanto, a equipa de futebol passava 15 anos sem títulos, entre 1941 e 1955; eram as outras modalidades, nomeadamente o andebol de onze e o ciclismo, que se encarregavam de ir aumentando o palmarés do clube. O futebol, porém, mesmo não vencendo competições oficiais, foi responsável pela mais significativa adição à sala de troféus do FC Porto na altura: em 1948 venceu o Arsenal, considerada a melhor equipa do mundo, no Estádio do Lima. Apesar de ter sido apenas um amigável, sócios e notáveis ofereceram ao clube um troféu com mais de 300 quilos, 130 dos quais em prata maciça.

O ansiado novo estádio foi inaugurado em 1952. Chamava-se Estádio do Futebol Clube do Porto, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Inicialmente apenas um estádio, foi-se transformando ao longo dos anos num verdadeiro complexo desportivo, com a construção de uma piscina, dois pavilhões e outras instalações essenciais à prática das várias modalidades do clube. O bom período que permitiu a quebra do jejum em 1956 (e logo com uma dobradinha, a primeira) e a conquista do título de 1959 foi sol de pouca dura para o futebol portista: avizinhava-se novo período negro, desta vez de 18 épocas.

O afastamento dos títulos no futebol seria quebrado em 1978 pelo treinador José Maria Pedroto, “o Mestre”, com Jorge Nuno Pinto da Costa como chefe do departamento de futebol e Américo de Sá na presidência. No ano seguinte, uma nota negativa: depois do ténis, do rugby e do pólo aquático terem ficado pelo caminho, o andebol de onze cessa a actividade no clube; foram 28 títulos nacionais em 40 edições do campeonato, uma existência gloriosa de uma modalidade que praticamente não deixa rasto em Portugal nos dias de hoje.

Em 1982 Jorge Nuno Pinto da Costa sobe à presidência do FC Porto, marcando uma viragem definitiva na história do clube. Em termos desportivos, o FC Porto conquista nesse mesmo ano o seu primeiro título internacional: a Taça das Taças de hóquei em patins. Dois anos depois, chega à final da mesma competição em futebol, que perde contra a Juventus. Em 1987 veio a glória no futebol, com a vitória na Taça dos Clubes Campeões Europeus (em Viena, contra o Bayern de Munique, com um inesquecível golo de calcanhar de Rabah Madjer), na Taça Intercontinental (contra o Peñarol de Montevideu) e na Supertaça Europeia (contra o Ajax). Também a nível interno o FC Porto começava a desenhar um domínio que se prolonga até aos dias de hoje.

No século XXI José Mourinho chegou às Antas, e foi com ele que a equipa de futebol do FC Porto regressou aos títulos internacionais, conquistando a Taça UEFA em 2002/03 e a Liga dos Campeões em 2003/04 - época em que o FC Porto voltou a lograr o pleno nacional, sagrando-se campeão nas quatro modalidades principais. No mesmo ano, já com Victor Fernandez, a Taça Intercontinental seria acrescentada ao palmarés portista.

Segundo o “Worldwide Historical Clubs Ranking”, o Futebol Clube do Porto é considerado o maior clube português, o 10º maior da Europa e o 20º maior do Mundo. O FC Porto é o clube português com mais títulos internacionais, o 3º da Península Ibérica, o 9º da Europa e o 15º do Mundo (ver Ranking Mundial de Títulos). O FC Porto é o clube europeu com mais títulos no século XXI. Entre campeonatos, taças, supertaças e troféus internacionais, os portistas solidificaram uma hegemonia que não encontra rival à altura nos 25 países mais cotados da UEFA. O FC Porto soma 14 títulos só no século XXI, Bayern de Munique e Liverpool com 10 cada um são os mais próximos. Tendo em conta um estudo da “FutureBand”, uma empresa especializada em consultoria de marcas, o FC Porto é a marca mais valiosa do futebol português. O estudo apresenta as 30 marcas da Europa mais cotadas e Portugal conta apenas com um representante, o FC Porto. O estudo teve em conta factores, como: o valor das marcas, a lealdade dos adeptos, a capacidade de conseguir aumentar a venda de bilhetes para os jogos e o valor financeiro do clube. Neste ranking de marcas europeias, o FC Porto ocupa a 1ª posição em Portugal e a 27ª na Europa.

Fonte: wikipedia

||| Conversas de Café | last good bad cappuccino [conversa 132]

O blogue KØNTRÅSTËS 3.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers ©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado de hoje é João Filipe Ferreira, 26 anos, Trabalhador/Estudante na área de contabilidade, autor do blogue «Last Good Bad Idea».

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?
R: Vejo como uma forma de expressão livre e sem represálias. A forma de se poder exprimir uma opinião, um desabafo com liberdade. Actualmente o fenómeno Blogue está em expansão também por moda…Hoje fica “bem” ter um blogue, no entanto continua a ser uma forma de expressão entre cibernautas.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?
Não procuro nenhum com algum tema em especial… viajo um pouco à deriva. Acrescentei no meu blogue um conjunto de links que me levam ao “espaço” de algumas pessoas e lá gosto de me perder… Ler o que sentem, apreciar as suas opiniões, admirar a inspiração que transmitem em textos que escrevem, etc…
Um Blogue pode ser um meio de conhecimento do mundo que nos rodeia..mundo esse caracterizado por diferentes culturas e pensamentos.

3. O que o levou a criar um blogue?
Criei um Blogue, porque queria ter um espaço meu onde pudesse colocar desabafos, textos por mim escritos, mostrar um pouco de mim, de uma forma livre, gratuita e simples. Não criei um Blog para dizer mal, para mostrar descontentamento pelo que a sociedade todos os dias nos mostra, criei para falar de tudo o que me apetecesse… Por isso considero o meu Blogue agradável de se ler, pois nele contém pensamentos, poemas, humor, criticas…possui um pouco de tudo e esse tudo representa o que interiormente me apeteceu dizer e mostrar no momento da colocação de um post.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?
O balanço que faço da minha presença é bom. Mantenho-me fiel aos princípios que me levaram a criar um espaço “meu” e nele continuo a mostrar a pessoa que sou.
Felizmente esse meu espaço é do agrado de algumas pessoas que me dão a honra da sua visita e esse é sem duvida um aspecto de agrado para mim.
Penso que cada pessoa que detenha um espaço deste tipo fica feliz por saber que quem visita gosta e mantém vontade em voltar.
No que a blogosfera actual diz respeito penso que está bem. A nível geral penso que sim…O blogue surgiu para ser livre… para qualquer pessoa criar um espaço para si e nele abordar os temas que bem entender, como tal tem que se ver a blogosfera como algo natural e diversificado.
Há blogues sérios, há blogues de divertimento, há de tudo um pouco e assim deve continuar a ser…
5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?
Penso que não…Os blogues podem ser um complemento da imprensa, mas não “roubar” a imprensa online.
Podem ter um papel de opinião e de comentários, bem como tratar de temas de uma notícia, mas tirar o lugar da imprensa online creio que não.
Se fizesse isso perderia o seu significado actual e deixaria de ser um Blog.
Os blogs são espaços para as pessoas se comunicarem e se mostrarem de uma forma simples e livre… e essa é a beleza deste espaço chamado Blogue.

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?
O Blogue só me influenciou um pouco na escrita de textos. Derivado a comentários que os visitantes sempre fizeram em textos escritos por mim. Graças a esses comentários ganhei um pouco de incentivo para continuar a escrever, mesmo quando não tinha vontade lá conseguia escrever qualquer coisa…ou pelo menos tentar escrever alguma coisa, pois considero a minha escrita um conjunto de palavras que qualquer pessoa consegue escrever.
No que ao resto diz respeito, não me influenciam, apenas me complementam nestes meus dias.

7. O que faz um bom blogue?
Para mim um blogue é bom quando é escrito com prazer e com vontade…
Quando um blogue é escrito quase que por rotina ou porque fica bem, ou porque se escreve porque se tem que escrever perde a graça e o encanto.
Como tal um blogue com alma verdadeira do autor é sempre um blogue bonito e interessante.

||| nove anos de Google

A empresa do ano de 2006, Google, celebra hoje os seus nove anos. O serviço foi criado a partir de um projecto de doutorado dos então estudantes Larry Page e Sergey Brin da Universidade de Stanford em 1996. Este projecto, chamado de Backrub, surgiu devido à frustração dos seus criadores com os sites de busca da época e teve por objectivo construir um site de busca mais avançado, rápido e com maior qualidade de links. Brin e Page conseguiram o seu objectivo e, além disso, apresentaram um sistema com grande relevância às respostas e um ambiente extremamente simples. Uma das propostas dos criadores do Google era ter uma publicidade discreta e bem dirigida para que o utilizador perca o menor tempo possível, sem distrações.

Hoje a empresa domina completamente o sistema de pesquisa, sendo o motor mais utilizado em todo o mundo, ao mesmo tempo que fornece precisamente o alujador de blogues mais conhecido do ciberespaço: o blogger.

O que mudou com o Google?

Questionado sobre a questão — para o Kontrastes 3.0 — o Engenheiro Electrotécnico, Carlos Vilaza, é claro: “a nível de pesquisa logo no início, uma vez que o melhor que se tinha até então era o yahoo, aliás, o público ficava dividido entre o yahoo e o altavista que era um novo respirar em relação ao yahoo. Depois o Google teve um crescimente exponencial com o Gmail, ninguém oferecia uma box com aquela capacidade na altura. O Google ia concentrando tudo em torno de si. O insucesso da empresa é o Google Talk que não consegue ultrapassar o MSN.

Depois o Google foi uma empresa que sobreviveu a uma coisa importante: há uns anos a microsoft e empresas do género compravam empresas pequenas e absorviam-nas, quem não era comprada era abafada. A google sobreviveu a isso e cresceu, aliás nos conteúdos da internet consegue abafar a microsoft que reagiu muito tarde.”