Limites da Agenda Internacional

A Agenda Internacional é actualmente definida por grandes temas como o terrorismo, a globalização ou o ambiente. Este último apresenta duas faces de influenciação da premência da sua abordagem: se por um lado as questões ambientais, como o efeito de estufa, são de extrema importância devido à relação directa com a sobrevivência do ecosistema, por outro, graças à baliza temporal dos efeitos nefastos, os temas do ambiente são chutados para as próximas gerações, não exigindo medidas imediatas, no entender dos governos mundiais. Se os países do centro do poder estão mais conscientes da necessidade de uma intervenção imediata - esqueçamos os EUA - já os países emergentes optam por uma postura demorada sobre os problemas, vinculados que estão aos programas de crescimento acelerado. Portanto, quando se fala num compromisso entre os blocos centrais (G8) e emergentes (G5), mesmo que seja sem o fixar de datas, temos de ter consciência que não há uma linearidade em todo o processo, uma vez que do lado do G8 países há que tendem a não cumprir o estipulado, como o caso dos Estados Unidos, e do lado do G5 eles há que compreendem melhor que ninguém a necessidade de equilibrar crescimento com preservação ecológica (verdadeiro desenvolvimento), como é o caso do Brasil. Não podemos traçar uma fronteira coerente.

[image by T.SC]

Saudade

Sentimento tão nosso, tão nostálgico, tão poético. Se há palavra que se expressa como um conceito é «saudade». É muito mais que uma palavra, é um sentimento, um estado de alma, é uma expressão soberana da nossa identidade histórico-psicológica. Por isso, quando vou até ao recanto do Francisco demoro-me nas palavras e sinto a sua dor, a sua mágoa, a sua saudade. É verdadeira, é tão sua, é tão portuguesa.

p.s. não deixes a taberna morrer. Reacende-a.

Conflitos e Conflituantes

A medida é potencialmente polémica. A interdição dos diplomatas exercerem actividades políticas extra-muros do disposto na carreira é uma iniciativa necessária uma vez que prevê conflitos de interesses. Isto, tratando-se de diplomatas em exercício. Expandir a medida a ex-diplomatas ou a diplomatas sabáticos já é conflituante. Ao extingir o cargo, a emissão de comentários sobre a política externa poderá ser uma mais valia em termos de formação da opinião pública, capacitando-a para a formação geral da política externa portuguesa. Deixemos os office secrets.

Bandeiras Rasgadas

Enquanto se multiplica a insatisfação generalizada face ao governo de José Sócrates, perante uma realidade mais escura que o blogue «A Razão tem sempre cliente», eles há que continuam o seu diálogo surdo-mudo empunhando uma bandeira rasgada.

Cadência do Tempo, os limites do poder autárquico

O poder autárquico tem uma lógica que difere, temporalmente, da gestão pública estatal. O grande poder central, pela sua visibilidade, está sujeito à pressão do imediato. Ao contrário do poder autárquico, cuja aplicação de medidas públicas requer uma maior baliza temporal. Ao mesmo tempo, a concepção de participação cívica é amplamente mais limitada quanto mais para o interior do país avançamos. Regra geral. É precisamente por esses dois factores — aplicação temporal da gestão pública e falta de alternativa política — que é possível encontrarmos inúmeras autarquias cujos presidentes se mantém no poder por mais de uma década.

Se por um lado a manutenção no poder por um período alargado de tempo significa um maior conhecimento das limitações e potencialidades locais, por outro significa negativamente um esgotamento de ideias e projectos. E esta última constatação é mais importante quanto maior é a baliza temporal que abarca e quanto maior for o clima de aquiescência, de aceitação inconsciente dessa mesma realidade. Há um status quo autárquico que mais do que fazer prevaler lógicas tradicionais locais, limita a modernização.
# O meu texto de hoje, no «Alternativa B»

Dizem dos blogues

No lugar do pequeno cadeado, uma senha. Ao invés de clipes segurando penduricalhos de valor afetivo, links para as memórias preferidas: páginas de amigos, álbum de fotos, sites interessantes. O diário dos anos 80 e as agendas estufadas da década de 90 são parte de um passado sem internet. Hoje, o desabafo é virtual, via blog, mas sua finalidade é a mesma de antigamente: oferecer espaço para angústias pessoais que só abandonam uma mente inquieta quando se transformam em letras. [continuar a ler artigo de Giuliana Reginatto]

A Musa

Onde estás, musa das musas, arte das artes? Onde de escondeste na madrugada? Onde te encobres na luz do luar? Quem te arrancou a ferros do peito ilustre lusitano? Quem te despreza e te atormenta? Quem te inveja e te persegue? Que inquisição te acorrentou no fundo do ser? Para onde fugiste como ladra e vadia? Em que morada te guardas, tu…poesia?

[image by poeira da estrada]

Nem se esperava outra coisa, Manuela

Manuela Ferreira Leite opõe-se formalmente à equiparação entre casais homossexuais e casais heterossexuais. Ficam as declarações à direita de MFL:

“Eu não sou suficientemente retrógada para ser contra as ligações homossexuais. Aceito. São opções de cada um, é um problema de liberdade individual, sobre a qual não me pronuncio (…) Pronuncio-me, sim, sobre o tentar atribuir o mesmo estatuto àquilo que é uma relação de duas pessoas do mesmo sexo igualmente ao estatuto de pessoas de sexo diferente (…) Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual. A sociedade está organizada e tem determinado tipo de privilégios, tem determinado tipo de regalias e de medidas fiscais no sentido de promover a família (…) no sentido de que a família tem por objectivo a procriação”.

De repente surgiu a diferença entre o PSD e o PS, criando distâncias no ”namorico” político. Assim sim, o bom e velho retrógado, conservador e elitista PSD. Saudades.

Público online, deficitário

Tradicionalmente opto pelo jornal «Público» como canal preferencial de leitura noticiosa. É uma escolha assente e, critérios de qualidade e seriedade. No entanto, cada vez que passo em revista os demais noticiosos online fico com a ideia de que a edição digital do «Público» procede a um filtro de informação extremo. É pena, tratando-se de um diário online de referência e proximidade exclusiva à blogosfera. Queremos mais, António Granado.

Activismo Local - Alternativa B

Se me permitem apresento-vos o meu blogue, sem publicação fixa, sobre a vila de Benavente. Apresenta-se assim:

O presente blogue sem qualquer filiação partidária, procura contribuir para a construção de uma sociedade civil mais activa, consciente e qualificada na Vila de Benavente. Ao mesmo tempo, procura ser uma força de pressão política perante o governo autárquico. Quer demais? Claro.